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DIVERSIDADE, EQUIDADE E INCLUSÃO
Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas Estatais Federais avança com ações para ampliar representatividade nas empresas
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) realizou, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a 10ª Reunião do Grupo Executivo do Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas Empresas Estatais Federais nesta quinta-feira (27/11). O pacto é coordenado pelo MGI e busca fortalecer ações para melhoria dos ambientes de trabalho e ampliação de uma cultura de cuidado e respeito nas 36 empresas signatárias.
O presidente da Conab, Edegar Pretto, abriu o encontro acompanhado pela diretoria da Conab e por Larissa Mendonça, coordenadora de projetos da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest/MGI). Pretto enfatizou a necessidade de transformar a diversidade em prática cotidiana nas estatais. Advertiu que esses compromissos devem se traduzir em ambientes de trabalho dignos e respeitosos com impactos positivos também ao público externo. “Cabe a cada um instigar que as empresas pratiquem essas pautas no dia a dia. E essa diversidade interna deve se refletir nas políticas públicas implementadas pela empresa” concluiu.
Em seguida, a diretora de finanças, Rosa Neide Sandes, o diretor de Operações, Arnoldo de Campos, e o de Gestão de Pessoas, Lenildo Morais, compartilharam experiências da Conab com ações inclusivas. Para Rosa Neide, "discutir diversidade de gênero internamente ajuda muito, porque alicerça os conceitos para que os fiscais saibam lidar com a agricultora grávida, com a que amamenta”. Lenildo ressaltou que a empresa ampliou benefícios, incluindo licença-maternidade e paternidade estendidas, auxílio-creche aumentado e curso de paternidade responsável. O trio celebrou ainda a implantação da regra de 50% de mulheres produtoras para projetos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), operado pela Conab.
Pelo MGI, Ilana Santos, coordenadora-geral da Diretoria de Governança na Sest, apresentou a identidade visual do pacto e comentou a importância da governança nas políticas de diversidade das estatais. Ela elogiou a abordagem interseccional de iniciativas como licença paternidade ampliada e economia do cuidado como as citadas pela Conab, essenciais para equidade de gênero.
Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça
Ainda pela manhã, Simone Scheffer, coordenadora do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do Ministério das Mulheres, apresentou a iniciativa que reúne atualmente 88 empresas públicas, privadas e sociedade de economia mista. O programa existe desde 2005 e está agora em sua 7ª Edição, sendo coordenado pelo Ministério das Mulheres, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério do Trabalho e Emprego, a ONU Mulheres e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A coordenadora explicou que o programa concede o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça a empresas que apresentem avanços concretos ao longo de dois anos de avaliação: “Esse reconhecimento impacta positivamente a cultura organização e a permanência dos funcionários”. Scheffer enfatizou medidas como uso de linguagem inclusiva em editais e a divulgação estratégica para maior alcance ao público de mulheres e negros. Destacou projetos de qualificação feminina para cargos de liderança, além da implementação de adequações físicas e de equipamentos visando maior inclusão, como banheiros adequados, uniformes para gestantes e equipamentos adaptados.
Encerramento do ciclo
No período da tarde, os participantes dedicaram-se à preparação para o encerramento do biênio 2024-2025. Até o final do ano, a meta é que 70% das empresas divulguem e implementem planos e metas baseados em indicadores de governança representativa definidos no Plano de Ação do Pacto. O ciclo se encerrará em dezembro, no Rio de Janeiro, com a avaliação do plano e desses resultados e a definição das metas para o período seguinte.