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EQUIDADE
Em reunião com sociedade civil, ministra debate incentivo à liderança feminina e promoção de equidade no serviço público
Ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, recebeu representantes do Movimento Pessoas à Frente na sede do MGI, em Brasília. Foto: Adalberto Marques/MGI
Nesta quarta-feira (22/1), a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, recebeu representantes do Movimento Pessoas à Frente na sede do MGI, em Brasília, para debater avanços na gestão pública e receber o documento “Além do Teto: Análises e Contribuições para o Fim dos Supersalários”. Em pauta, a continuidade das ações de transformação do Estado conduzidas pelo MGI e a adoção de práticas de equidade como, por exemplo, o acesso, ascensão e permanência de mulheres nos cargos de liderança da Administração Pública.
A ministra destacou a relevância da Medida Provisória nº 1.286, publicada em 31 de dezembro de 2024, como marco para a modernização do setor público. De acordo com a ministra, a MP consolida uma nova etapa no projeto de transformação do Estado, especialmente no eixo de gestão de pessoas, ao propor medidas como a reestruturação de carreiras, a criação de novas funções estratégicas e o aprimoramento das regras para avaliação e progressão de servidores. “Temos uma reforma em curso. Uma reforma que prevê a gestão do desempenho das lideranças do setor público e o incentivo à capacitação para essas lideranças”, afirmou.
A diretora executiva do Movimento Pessoas à Frente, Jéssika Moreira, destacou a importância de debater a valorização de lideranças no serviço público, com foco na diversidade e na gestão por competências. “Uma transformação eficaz do Estado requer lideranças qualificadas e preparadas para enfrentar os desafios do Brasil contemporâneo”, recomendou.
Modernização
Ainda sobre a MP 1.286, o secretário de Gestão de Pessoas, José Celso Cardoso, destacou a criação de duas carreiras transversais para atender a diversos órgãos da administração pública, com foco em resultados e eficiência, sem impacto orçamentário adicional. “A carreira de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa, por exemplo, representa uma inovação na segurança pública ao introduzir uma função estruturada e civil voltada ao Ministério da Defesa, com possibilidade de atuação em outros ministérios”, explicou. A legislação também criou a carreira de Desenvolvimento Socioeconômico e de Fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários.
O Movimento Pessoas à Frente é um movimento da sociedade civil, plural e suprapartidário, dedicado ao debate e à construção da melhoria do Estado a partir da gestão de pessoas que atuam no serviço público. A organização acompanha de perto as questões relacionadas à liderança, à gestão de pessoas, ao Sistema de Alta Direção e à diversidade, estimulando sempre que pessoas diversas possam ocupar os cargos de liderança e que tenham competência para fazer a gestão das equipes compostas por servidores.
Também participaram da reunião o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do MGI, André Bucar, a chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade, Daniela Gorayeb, o Diretor de Programa da secretaria Extraordinária para a Transformação do Estado, Frederico Coutinho, a Diretora de Programa da Secretaria Executiva, Ana Venturini, a Coordenadora da Assessoria de Participação Social e Diversidade, Juliana Mendes, a chefe da Divisão Conectagente da Secretaria de Gestão de Pessoas, Thalita Pedrosa, a Secretária de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Luciana Toldo e Betânia Lemos, presidente da Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Da parte do Movimento Pessoas à Frente, além da diretora executiva, participaram o gerente de Advocacy, Lucas Porto, a coordenadora de Articulações e Redes, Luana Dratovsky, a líder de Advocacy, Ana Luiza Alvarenga e o assessor político professor Israel Batista.