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SIMEXMIN abre debates sobre o futuro da mineração brasileira na era da transição energética
Pesquisa mineral, inovação tecnológica e o novo papel estratégico da mineração brasileira marcaram a abertura do XII Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (SIMEXMIN), realizada neste domingo (17), em Ouro Preto (MG). Em um momento de crescente disputa global por lítio, cobre, níquel, terras raras e ouro, o encontro reúne governo, empresas, universidades e especialistas para discutir os caminhos da exploração mineral diante da transição energética e da reconfiguração geopolítica da economia mundial.
Considerado um dos principais eventos técnico-científicos da mineração na América Latina, o SIMEXMIN 2026 reúne pesquisadores, geólogos, executivos, investidores e representantes institucionais em uma programação voltada à inovação, inteligência artificial aplicada à prospecção, novas fronteiras exploratórias e desenvolvimento de minerais estratégicos para as novas cadeias industriais globais.
A Agência Nacional de Mineração participa da programação com uma delegação formada por 24 servidores de diferentes regiões do país, reforçando a presença institucional da Agência em um dos fóruns mais relevantes para o futuro do setor mineral brasileiro. A participação mobiliza equipes técnicas e especialistas ligados à regulação, fiscalização, geoinformação e pesquisa geológica.
Durante a cerimônia de abertura, o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, Mauro Sousa, destacou que o setor vive um momento decisivo para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país. Segundo ele, a atividade mineral passou a ocupar posição estratégica no cenário internacional diante da crescente demanda por matérias-primas essenciais à transição energética e às novas tecnologias.

“Estamos transformando o país a partir da mineração, do reconhecimento de uma atividade econômica que é fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país”, afirmou Mauro Sousa.
O diretor-geral também ressaltou a necessidade de integração entre Estado, academia, empresas e instituições técnicas para que o Brasil consiga transformar potencial geológico em desenvolvimento sustentável, inovação e geração de riqueza. Em sua avaliação, o atual cenário internacional representa uma oportunidade histórica para o país consolidar uma atividade mineral mais moderna, tecnológica e estratégica.
A fala de Mauro Sousa teve ainda forte ênfase na ampliação da presença feminina no setor mineral e em espaços de liderança. Durante a abertura, o diretor homenageou a professora Maria José Salum, reconhecida no evento com a medalha Onildo Marini, concedida pela Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB).
A programação do SIMEXMIN reflete as transformações em curso no segmento mineral. Ao longo da semana, os debates abordarão inteligência artificial aplicada à exploração mineral, geofísica avançada, modelagem geológica, rastreabilidade do ouro, minerais críticos, terras raras e novas tecnologias de prospecção.
O evento também discute sustentabilidade, certificação mineral, economia circular e diversidade, temas cada vez mais associados à competitividade internacional da atividade mineral.
Entre os destaques da programação estão painéis sobre depósitos associados à transição energética, modelos prospectivos baseados em inteligência artificial, novas fronteiras exploratórias para lítio e terras raras e estratégias para atração de investimentos em projetos de alta complexidade tecnológica.
Realizado em Ouro Preto, cidade historicamente ligada à formação econômica do país e à origem da geologia nacional, o encontro ocorre em um momento em que o Brasil busca ampliar sua relevância internacional na produção de minerais estratégicos e no desenvolvimento de cadeias industriais ligadas à nova economia de baixo carbono.
foto por SIMEXMIN
| Tiago Souza — Chefe da ASCOM da Agência Nacional de Mineração |