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Harvard na ANM: pesquisadores visitam agência para debater estratégias sobre terras raras
A Agência Nacional de Mineração recepcionou essa semana dois pesquisadores da Harvard Kennedy School que desenvolvem um estudo acadêmico que busca identificar as melhores estratégias para o Brasil capturar valor agregado a partir de suas riquezas em terras raras.
Durante o encontro, os pesquisadores manifestaram interesse em conhecer a visão institucional da agência acerca dos principais desafios associados às terras raras. Isso inclui aspectos relacionados a licenciamento mineral, prazos processuais, transparência de dados, sequência regulatória e eventuais oportunidades de aperfeiçoamento de processos que contribuam para o desenvolvimento responsável e sustentável da cadeia produtiva estratégica.
O estudo é conduzido pelo economista Zander Cowan e pela engenheira Cassandra Torres Mason em articulação com o Ministério de Minas e Energia (MME) e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Os mestrandos buscam entender quais escolhas políticas e de estruturas de mercado teriam o melhor custo-efetividade para acelerar a capacidade do Brasil de capturar valor interno em toda a sua cadeia das terras raras, respeitando desafios como restrições ambientais, direitos indígenas e prioridades sociais, bem como as realidades econômicas e de licenciamento do país.
Participaram da reunião a superintendente de Política Regulatória, Marina Costa, o superintendente de Outorga de Títulos Minerários, André Marques, o chefe da Divisão de Minerais Críticos e Estratégico da Superintendência de Economia Mineral e Geoinformação, Mariano Laio, e a coordenadora de Relações Internacionais, Gabriela Trida.
“Em um cenário global marcado por mudanças climáticas, transição energética e crescente demanda por minerais críticos e estratégicos, receber um encontro como esse representa uma grande oportunidade. Iniciativas assim fortalecem a presença da agência em pesquisas e estudos de referência, ampliando nossa visibilidade e contribuindo para o reconhecimento internacional do papel regulatório exercido pela ANM no setor mineral brasileiro”, comenta Gabriela.
O encontro possibilitou a troca de informações qualificadas e contribuiu para esclarecer pontos relevantes, o que deve gerar avanços no estudo em elaboração. “Parcerias acadêmicas dessa natureza são especialmente importantes para aprofundar o debate técnico e subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cadeia de minerais críticos e estratégicos no país”, avalia Mariano Laio.
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Bruno Meirelles — ASCOM da Agência Nacional de Mineração |