
AgroHub
O Programa AgroHub Brasil foi criado para apoiar os ecossistemas e ambientes de inovação do agro brasileiro, bem como reunir em um único local a divulgação de ações e iniciativas de inovação agropecuária. É uma oportunidade de aproximar o produtor rural de novas soluções tecnológicas, melhoria da qualidade dos processos e produtos, a redução de custos e a ampliação de receitas no agronegócio. Há ainda informações sobre agricultura digital, conectividade em áreas rurais e aplicativos de celular com soluções para o dia a dia no campo e explicações sobre linhas de apoio e fomento público e privado para as startups.

AgroNordeste Digital
O objetivo do programa é fomentar o empreendedorismo tecnológico, a conectividade rural e incentivar redes de aprendizagem e troca de experiências na Região Nordeste. Em 2022, foram priorizados os ecossistemas regionais de inovação agropecuária do Vale do São Francisco (PB), Vale do Jaguaribe (CE), Vale do Açu (RN); Oeste Baiano (BA) e no Cariri Paraibano (PB). Nesses locais, foram realizados eventos de aproximação entre investidores e startups locais. Em outubro, foi realizado o maior chamamento de startups agro da região.

Indicações Geográficas
O Brasil alcançou, em 2022, a marca de 100 Indicações Geográficas (IG) reconhecidas para produtos nacionais e internacionais. O registro do número 100 foi concedido à laranja da Região de Tanguá (RJ). Para ganhar esse reconhecimento, os produtos ou serviços precisam ter características do local de origem, valor intrínseco e identidade própria, ou seja, são diferentes, especiais em relação aos seus similares disponíveis no mercado. Outros produtos também receberam o reconhecimento de IG: vinhos produzidos no Vale do São Francisco, o mel do Norte de Minas Gerais, café da região de Garça (SP), barreado do litoral do Paraná, pimenta-do-reino do Espírito Santo e o espumante de Altos de Pinto Bandeira (RS).

Startups
Além de exportar alimentos para diversos países, o agro brasileiro está levando tecnologia. O ano de 2022 foi marcado pelo lançamento e realização de diversas iniciativas para incentivar, apoiar e aproximar startups focadas no agronegócio com investidores. Entre elas, a participação de startups na Exposição Internacional de Importação da China em Xangai e o Cacau Conecta AgTechs, com soluções criativas para melhorar a qualidade das amêndoas e aperfeiçoar os processos de produção de chocolates.

Concessões florestais
As concessões florestais são importantes iniciativas para promoção do uso sustentável dos recursos naturais e preservação da floresta em pé. Em 2022, foi ultrapassada, pela primeira vez, a marca de mais de 300 mil m³ de madeira produzidos em áreas concedidas e a arrecadação superior a R$ 30 milhões. Atualmente, há 1,307 milhão de hectares de florestas sob concessão. Outro destaque foi a modernização no modelo de trabalho na concessão de florestas públicas do Sul do país e de gleba pública não destinada.

Produção Integrada
A adesão de produtores rurais às práticas de produção integrada vem crescendo no país. No campo, a Produção Integrada reduz custos de produção, permite a conservação ambiental, traz segurança para o trabalhador rural, rentabilidade da lavoura e maior desenvolvimento regional. Algumas culturas que já adotaram a Produção Integrada estão colhendo bons resultados, como a do morango. Para aderir ao modelo, o produtor precisa seguir as Boas Práticas Agrícolas (BPA) na sua plantação, definidas pelo Mapa. Pensando nisso, o ministério divulgou cartilhas e promoveu eventos em diversas partes do país para orientar e capacitar os produtores rurais.

Câmara de Transformação Digital na Agropecuária
A transformação digital da agropecuária ganhou força nos últimos anos, com mais tecnologias sendo desenvolvidas e chegando aos produtores rurais. O Mapa criou, em 2022, a Câmara Temática de Inovação Agrodigital do Mapa, que será um fórum estratégico para discutir e pensar a transformação digital da agropecuária. O novo órgão consultivo irá discutir e propor subsídios para políticas públicas baseadas na transformação digital do agro brasileiro, com a participação de entidades privadas e públicas, Governo Federal e sociedade civil.

Pequi sem Espinhos
Com a participação de produtores e extensão rural, a Embrapa desenvolveu seis novas cultivares de pequi, três delas sem espinhos. O material apresentou boa qualidade com uniformidade e boa produtividade. A ausência de espinhos pode aumentar a popularidade do fruto e facilitar o processamento industrial. A solução beneficia especialmente a agricultura familiar, principal responsável pela produção do fruto no Brasil. Novos materiais foram ofertados no fim de 2022 para viveiristas interessados em reproduzi-los. São as primeiras cultivares de uma fruteira perene do Cerrado.