
Novos Defensivos Biológicos
Em 2022, foram registrados 112 defensivos agrícolas de baixo impacto, ou seja, que possuem ingredientes ativos biológicos, microbiológicos, semioquímios, bioquímicos, extratos vegetais e reguladores de crescimento, podendo ser autorizados em vários casos na agricultura orgânica. Atualmente, o Brasil é uma referência mundial na utilização de defensivos agrícolas biológicos no campo. Ao todo, são mais de 615 produtos de baixo impacto registrados desde o ano de 2000. Esses produtos são importantes para agricultura não apenas pelo impacto toxicológico e ambiental, mas também por beneficiar as culturas de suporte fitossanitário insuficiente (minor crops), pois esses produtos são registrados por pragas e não por cultura como acontece com os químicos.

Operações de fiscalização
Fertilizantes, agrotóxicos, produtos de origem animal e vegetal, bebidas e até produtos orgânicos irregulares ou clandestinos foram alvo de várias ações de fiscalização do Ministério da Agricultura em 2022. Em conjunto com entidades como a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal e a Receita Federal, as operações resultaram em apreensões, autos de infração e até prisões dos responsáveis pelas irregularidades. Também foi suspensa, após ação de fiscais do Mapa, a comercialização de óleo composto que era vendido como se fosse azeite de oliva, em São Paulo.

Ações em emergência
Após a confirmação de um novo foco da praga Moniliophthora roreri, causadora da doença conhecida como Monilíase do Cacaueiro, no município de Tabatinga (AM), o Mapa definiu as medidas de contingência aplicadas à situação, em conjunto com as demais instituições oficiais de Sanidade Vegetal e de pesquisa envolvidas, visando evitar a disseminação da praga para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu em outras regiões. O Mapa também definiu neste ano os princípios, as estratégias e os procedimentos para a contenção e a erradicação de focos de Peste Suína Africana (PSA) no Brasil. O Plano de Contingência para Peste Suína Africana foi elaborado pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, com a contribuição de diferentes agentes do serviço veterinário oficial brasileiro, de instituições de ensino e de pesquisa e de entidades representativas do setor privado.

Fertilizantes
Como estratégia para reduzir a dependência do Brasil das importações de fertilizantes, o Governo Federal lançou o Plano Nacional de Fertilizantes, que será uma referência para o planejamento do setor para os próximos 28 anos. As ações buscam readequar o equilíbrio entre a produção nacional e a importação ao atender sua crescente demanda por produtos e tecnologias de fertilizantes. Outra iniciativa adotada neste ano foi a Caravana Embrapa FertBrasil, que percorreu diversos estados para levar ao setor produtivo soluções para o aumento da eficiência no uso de fertilizantes e de insumos para a nutrição de plantas. Em 2022, a Caravana já percorreu Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Vacinação contra aftosa
Sete unidades da Federação (Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins) farão a suspensão da vacinação contra a febre aftosa a partir de 2023. Ao todo, serão aproximadamente 114 milhões de bovinos e bubalinos que deixarão de ser vacinados, o que corresponde a quase 50% do rebanho total do país. A ação faz parte da evolução do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país. Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso possuem a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.