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Delegações latino-americanas conhecem experiências brasileiras de qualificação de jovens aprendizes em São Paulo
Delegações de seis países da América Latina conheceram, nesta quinta-feira (5), em São Paulo, experiências brasileiras de formação técnico-profissional de jovens de 14 a 24 anos por meio da Lei da Aprendizagem Profissional (nº 10.097/2000), política pública do governo que promove a inclusão produtiva e amplia as oportunidades de acesso ao trabalho decente para a juventude.
A atividade integra a Oficina Internacional: Diálogos sobre Juventude e Trabalho - Intercâmbio de Experiências entre Países da América Latina, iniciada na quarta-feira (4), na capital paulista, sob coordenação da Unesco e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Nesta sexta-feira (6), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizará o encerramento do encontro, com a apresentação de um documento final contendo recomendações e perspectivas para o fortalecimento das políticas de juventude e trabalho na região. A oficina ocorre no âmbito do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-OIT Justiça Social para o Sul Global.
Participaram de visitas técnicas a duas escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a uma empresa que investe na formação técnico-profissional de jovens aprendizes local representantes do Chile, Uruguai, Paraguai, Peru, México e de outros países da região
Experiência brasileira
Pela manhã, as delegações visitaram a unidade da empresa alemã Grob-Werke, em São Caetano do Sul (SP), onde funciona uma escola técnica voltada à formação de jovens aprendizes, desenvolvida em parceria com o Senai. O presidente da Grob-Werke no Brasil, Michael Bauer, explicou que o programa de aprendizagem tem duração de três anos. Nos dois primeiros, os jovens seguem a grade curricular do Senai e, no período final, recebem formação complementar em inglês e alemão para atuação em unidades da empresa no exterior. "Hoje nós temos praticamente 100% de permanência desses alunos na nossa empresa", afirmou Bauer.
Atualmente, a companhia conta com 40 aprendizes matriculados nos cursos técnicos de Mecânica e Mecatrônica.
Para a assessora técnica da Direção Nacional de Emprego do Ministério do Trabalho e da Seguridade Social do Uruguai, Vivian Guilles, a experiência brasileira demonstra como a articulação entre poder público, sistema de formação profissional e setor produtivo pode gerar benefícios para todos os envolvidos. "Além disso, conseguem obter benefícios mútuos. Ganham as políticas de emprego e os jovens, que são os beneficiários da política, mas também ganham as empresas, ao melhorar aspectos como inovação, desenvolvimento produtivo e a geração de alianças entre empresas, inclusive com companhias de outros países", destacou.
O diretor de Políticas de Trabalho para a Juventude do MTE, João Victor Motta, ressaltou que a visita técnica possibilitou apresentar boas práticas de qualificação profissional e de formação de aprendizes que contribuem para aproximar o mundo da educação das necessidades do setor produtivo.
Segundo ele, as instituições visitadas demonstram como a educação profissional pode ser estruturada a partir das demandas concretas das empresas, fortalecendo a empregabilidade dos jovens, a produtividade das organizações e a retenção de talentos qualificados. "Foi importante apresentar aos nossos parceiros uma possibilidade de construção de formação voltada à atividade-fim das empresas, permitindo que elas formem e retenham seus jovens a partir das necessidades concretas de suas plantas industriais", afirmou.