Pacto Nacional pelo Trabalho Decente no Meio Rural
Iniciativa tripartite que promove melhorias nas condições de trabalho no meio rural, abrangendo atividades agrícolas e pecuárias. Entre suas frentes de atuação estão a formalização, o recrutamento justo e a segurança e saúde no trabalho.
A governança envolve representantes do governo federal, de organizações de trabalhadores rurais, de entidades de empregadores e de organismos parceiros que contribuem tecnicamente para as ações do pacto.
Mesa Nacional de Diálogo para a Promoção do Trabalho Decente no Meio Rural
Constitui um espaço tripartite de construção coletiva dedicado a aprimorar as condições de trabalho no meio rural, tendo inclusive gerado resultados concretos, como os que listamos a seguir:
- Fortalecimento do diálogo social tripartite, com reuniões regulares e instalação de mesas setoriais e subsetoriais de diálogo;
- Aumento da formalização em setores produtivos do meio rural, especialmente onde pactos setoriais já foram firmados;
- Instalação de grupos de trabalho tripartites, constituídos para estudo das causas da informalidade e sobre saúde e segurança do trabalho no meio rural;
- Realização de ações de orientação e capacitação sobre legislação e boas práticas trabalhistas.
Mesas Setoriais vinculadas ao Meio Rural
Mesas que tratam de cadeias produtivas ou setores econômicos específicos, com atuação nacional, como a Mesa Setorial de Diálogo Permanente da Cafeicultura e a Mesa Setorial de Diálogo Permanente da Fruticultura.
Mesa Setorial de Diálogo Permanente da Cafeicultura
A Mesa de Diálogo pelo Trabalho Decente na Cafeicultura é um espaço de diálogo entre governo, trabalhadores e empregadores do setor.
Seu objetivo é promover melhores condições de trabalho, com respeito aos direitos trabalhistas e sociais, e busca combater práticas irregulares e incentivar uma cafeicultura mais justa e sustentável.
A estrutura da Mesa de Diálogo do Café foi incorporada à Mesa Nacional de Diálogo para a Promoção do Trabalho Decente no Meio Rural, instituída pela Portaria MTE nº 373, de março de 2025, que atua como instância superior das mesas setoriais.
Resultados
- Fortalecimento de parcerias institucionais;
- Disseminação de conhecimento, como a realização de ações de orientação e capacitação sobre legislação e boas práticas trabalhistas;
- Elaboração de notas de esclarecimento e comunicados esclarecendo pontos relevantes sobre o setor; e
- Instalação de mesas regionais com o objetivo de tratar questões específicas da área de abrangência.
Mesas Subsetoriais de Diálogo pelo Trabalho Decente na Cafeicultura
Recebem esse nome as mesas instaladas em nível estadual ou municipal, referentes a atividades econômicas já contempladas em mesas setoriais.
Atualmente há mesas subsetoriais da cafeicultura instaladas nos seguintes estados:
- Espírito Santo;
- Minas Gerais;
- São Paulo;
- Rondônia;
- Paraná; e
- Bahia.
Mesa Setorial de Diálogo Permanente da Fruticultura
Instalada em julho de 2026, já incorporada à Mesa Nacional de Diálogo para a Promoção do Trabalho Decente no Meio Rural, representa a consolidação de uma política pública orientada pelo diálogo social, pela cooperação entre os setores envolvidos e pela construção coletiva de soluções para os desafios das relações de trabalho na fruticultura brasileira.
Pacto Nacional pelo Trabalho Decente dos Grandes Eventos
Assinado em 26 de junho de 2026, o Pacto Nacional pelo Trabalho Decente nos Grandes Eventos é uma iniciativa coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego que reúne órgãos públicos, entidades representativas de trabalhadores e empregadores, empresas e organizações da sociedade civil para promover o trabalho decente em grandes eventos realizados no Brasil.
Os grandes eventos culturais, esportivos, artísticos, corporativos e de entretenimento ocupam posição estratégica na economia brasileira. Além de impulsionarem o turismo, promoverem a cultura nacional e atraírem investimentos, movimentam diversas cadeias produtivas e geram milhares de oportunidades de trabalho em todas as regiões do país. Diante dessa relevância econômica e social, torna-se essencial promover condições de trabalho dignas, seguras e saudáveis em todas as etapas de sua organização e realização.
O Pacto busca fortalecer a prevenção de violações de direitos trabalhistas, incentivar a formalização das relações de trabalho e fomentar a adoção de práticas de devida diligência em direitos humanos pelas organizações participantes.
Fundamentado no diálogo social e na cooperação entre os diversos atores envolvidos, o Pacto contribui para que os grandes eventos deixem, além de seu legado econômico, um legado social pautado na valorização do trabalho e no respeito aos direitos dos trabalhadores.
Para fins do Pacto, considera-se grande evento aquele com público estimado igual ou superior a 5 mil pessoas.
Principais compromissos
- Promoção do diálogo social entre governo, trabalhadores, empregadores e demais instituições envolvidas na realização de grandes eventos;
- Incentivo à adoção de boas práticas trabalhistas e de devida diligência em direitos humanos pelas organizações participantes;
- Fortalecimento da prevenção ao trabalho infantil, ao trabalho análogo ao de escravo e a outras violações de direitos trabalhistas;
- Promoção de ambientes de trabalho seguros, saudáveis, inclusivos e acessíveis;
- Incentivo à formalização das relações de trabalho e ao cumprimento da legislação trabalhista;
- Desenvolvimento de ações de orientação, capacitação e conscientização dos diversos atores envolvidos na cadeia produtiva dos grandes eventos; e
- Estímulo à cooperação institucional para o monitoramento, intercâmbio de boas práticas e aperfeiçoamento contínuo das ações voltadas à promoção do trabalho decente.
Pacto Intergovernamental de Promoção do Trabalho Decente no Carnaval de Salvador
Acordo de cooperação entre o Governo Federal, o Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura de Salvador com o objetivo de promover trabalho decente nas atividades que compõem a cadeia produtiva do Carnaval. O pacto busca proteger trabalhadores, promover condições seguras de trabalho, evitar práticas abusivas e incentivar a formalização das relações de trabalho.
Embora seja uma iniciativa recente, o pacto já apresenta resultados concretos, dentre os quais destacamos:
- Estruturação de um modelo intergovernamental voltado à promoção do trabalho decente;
- Implementação de medidas concretas de melhoria das condições de trabalho de ambulantes, cordeiros e catadores de recicláveis, mediante ampliação de infraestrutura e serviços direcionados diretamente aos trabalhadores:
- Implantação de centros de convivência para descanso e higiene;
- Fornecimento de transporte gratuito durante o período de Carnaval;
- Distribuição de kits de proteção contra intempéries; e
- Expansão dos pontos de hidratação.
- Ampliação do programa Salvador Acolhe para acolhimento dos filhos de ambulantes durante o período do Carnaval;
- Fortalecimento de ações de capacitação profissional e social dos trabalhadores;
- Compromisso com o combate ao trabalho infantil; e
- Implantação de governança permanente em devida diligência na cadeia produtiva do Carnaval de Salvador.
Pacto pela Adoção de Boas Práticas Trabalhistas na Vitivinicultura do Rio Grande do Sul
O pacto contribui para a disseminação de orientações trabalhistas, o fortalecimento do diálogo social e o avanço na formalização, sendo reconhecido como experiência bem-sucedida e modelo a ser replicado.
Iniciativa ocorrida em 2025, com renovação dos seus termos em 2026, promoveu melhorias significativas nas relações de trabalho na cadeia produtiva da vitivinicultura.
Resultados
- Estabelecimento de acordos coletivos no setor após longo período sem avanço;
- Fortalecimento da cultura de diálogo social tripartite na cadeia produtiva da uva em nível regional;
- Reforço de condutas de devida diligência em direitos humanos no setor produtivo da uva, com foco na prevenção e mitigação de condutas potencialmente violadoras dos direitos dos trabalhadores;
- Estabelecimento de rede de cooperação envolvendo governo e representantes de trabalhadores e empregadores, assim como atores sociais relevantes para o setor;
- Aumento da formalização na safra da uva no Rio Grande do Sul em mais de 480% após três anos da assinatura do pacto; e
- Assinatura do Termo de Renovação de Compromissos do Pacto na Vitivinicultura no Rio Grande do Sul, em junho de 2026.
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