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Diretor-geral da ANTT detalha primeiro leilão de 2026 e apresenta Rota das Gerais ao público mineiro
Foto: Reprodução / INTERTV
O primeiro leilão rodoviário de 2026 será realizado nesta terça-feira (31/3), às 16h, em São Paulo, e já começa com protagonismo nacional. Em entrevista exclusiva concedida na última semana à InterTV, afiliada da Rede Globo em Minas Gerais, o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, apresentou os detalhes da concessão da BR-116/251/MG, a Rota das Gerais, um projeto de mais de R$ 13 bilhões que vai reconfigurar a mobilidade, a segurança e o desenvolvimento no Norte do estado.
A participação foi exibida no programa InterTV – Na Íntegra, da TV Globo Minas, e levou ao público mineiro informações diretas sobre um dos projetos mais aguardados para a região. Ao longo da entrevista, Guilherme Theo Sampaio contextualizou o leilão como uma resposta estruturada a um trecho historicamente marcado por alto fluxo de cargas, gargalos operacionais e registros recorrentes de acidentes.
“São mais de 700 quilômetros de concessão, com mais de R$ 12 bilhões em investimentos, principalmente concentrados nos primeiros anos. Isso representa uma transformação real para o Norte e o Noroeste de Minas Gerais”, afirmou.
O projeto contempla 734,9 quilômetros de extensão, atravessando 24 municípios e atendendo diretamente mais de 1,17 milhão de pessoas. A rodovia conecta regiões estratégicas para o escoamento da produção e integra um território com Produto Interno Bruto estimado em R$ 26,6 bilhões.
Com prazo de 30 anos, a concessão prevê R$ 13,16 bilhões em investimentos, sendo R$ 7,3 bilhões em obras e R$ 5,8 bilhões destinados à operação e manutenção da rodovia.
Durante a entrevista, o Diretor-Geral destacou que o projeto foi estruturado com base em estudos técnicos, vistorias em campo e participação social, incluindo audiências públicas realizadas em cidades como Montes Claros e Teófilo Otoni.
“Antes do leilão, houve um trabalho técnico intenso, com estudos em campo e escuta da população. Isso permitiu aperfeiçoar o projeto e direcionar os investimentos para onde há maior necessidade”, explicou o diretor.
Intervenções focadas em segurança e capacidade
A modelagem prioriza a redução de riscos e o aumento da capacidade da rodovia. Estão previstas:
- 186,6 quilômetros de duplicações em pontos críticos
- 160 quilômetros de faixas adicionais, com possibilidade de conversão em duplicação
- Ampliação de 48% da capacidade do trecho concedido
- Implantação do contorno de Teófilo Otoni (16,9 km)
- 46 novas obras de arte especiais, além da melhoria de outras 49 estruturas existentes
As obras devem começar a partir do terceiro ano da concessão e seguir até o décimo ano, conforme cronograma contratual.
“Nós não vamos esperar a rodovia saturar. Onde houver necessidade, temos mecanismos para antecipar as obras. E o usuário só paga pela duplicação depois que ela estiver entregue”, destacou o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio
Atendimento ao usuário e suporte operacional
Além das intervenções físicas, o contrato prevê a implantação de uma estrutura permanente de atendimento ao usuário, com 14 bases de serviços operacionais, atendimento médico e socorro mecânico, serviços de guincho com resposta rápida, dois Pontos de Parada e Descanso (PPDs) para caminhoneiros e conectividade ao longo da rodovia, ampliando o acesso à comunicação.
“Teremos guincho, atendimento médico imediato, suporte mecânico e conectividade. Isso reduz o tempo de resposta e aumenta a segurança de quem está na estrada”, afirmou.
Caminhoneiros no centro da política pública
A entrevista também destacou o olhar específico para o transporte de cargas, essencial na região.
“Vamos oferecer pontos de parada e descanso com estrutura adequada, garantindo mais dignidade, segurança e melhores condições para quem transporta as riquezas do país”, disse.
Tarifa com desconto e foco no usuário frequente
O modelo adotado segue o critério de menor tarifa, com valores de referência de R$ 0,12644 por quilômetro em pista simples e R$ 0,17702 por quilômetro em pista dupla. A tarifa final será definida no leilão, com tendência de redução a partir da competição.
O contrato incorpora o Desconto ao Usuário Frequente (DUF), que pode gerar redução média de até 25%, além de desconto automático para veículos com TAG e isenção de pedágio para motocicletas. “A lógica é clara: quem mais usa, paga menos. E, com a competição no leilão, a tendência é de redução das tarifas”, pontuou.
Cronograma com melhorias antes da cobrança
Após o leilão, a concessionária vencedora passará por fase de habilitação e assinatura contratual, com prazo estimado de quatro a cinco meses. A cobrança de pedágio só será autorizada após a execução dos chamados trabalhos iniciais, que incluem recuperação do pavimento, sinalização e implantação dos serviços operacionais.
“Não há cobrança imediata. Primeiro vêm as melhorias, a estrutura e o atendimento. Só depois disso é que a tarifa pode ser aplicada”, explicou o Diretor-Geral.
Impacto econômico e inovação
A concessão deve gerar aproximadamente 127,5 mil empregos, entre diretos e indiretos. O projeto também incorpora mecanismos modernos, como Programa Carbono Zero, infraestrutura resiliente, com foco em eventos climáticos extremos, destinação de 1% da receita para melhorias operacionais e institucionais e nova modelagem de alocação de riscos, com maior segurança jurídica.
“É um ciclo virtuoso: investimento, emprego, desenvolvimento e mais segurança para a população”, concluiu Guilherme Theo Sampaio.
A participação do Diretor-Geral da ANTT em TV aberta reforça a estratégia da Agência de ampliar o acesso à informação e garantir transparência sobre projetos estruturantes.
O leilão da Rota das Gerais marca o início da agenda de concessões de 2026 e posiciona o projeto como uma das principais iniciativas federais para a modernização da infraestrutura rodoviária no país.
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