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ANTT encerra maio com segurança viária no centro da agenda e avanços em concessões, ferrovias e transporte de cargas
Foto: Divulgação / Comunicação ANTT
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fechou maio de 2026 com a segurança viária pautando cada frente de atuação da Agência. O Maio Amarelo não foi apenas campanha: foi o fio condutor de um mês que combinou ações educativas, fiscalização integrada e monitoramento em tempo real com leilões rodoviários, avanços ferroviários e um marco novo no transporte de cargas já em operação.
Maio Amarelo: da escola à estrada
O 4º Workshop Vias Seguras reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor para debater soluções baseadas em dados e tecnologia na redução de sinistros. Os painéis avançaram do diagnóstico à ação, com discussões sobre inteligência preditiva, fiscalização eletrônica e simulação de resgate nas rodovias federais concedidas.
As ações chegaram às escolas públicas do Distrito Federal. Crianças participaram de experiências imersivas, conheceram equipamentos de resgate e aprenderam, de forma prática, como atitudes simples salvam vidas no trânsito. Motociclistas e ciclistas também foram alvo de campanha específica, com o lema "No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas".
Os resultados sustentam o esforço. Entre 2021 e 2025, os acidentes graves em passagens ferroviárias caíram 31%. Nas rodovias concedidas, os dados de 2024 e 2025 mostram redução no número de mortos e feridos, mesmo com crescimento da malha regulada.
Para os motoristas profissionais, a entrega do maior ponto de parada para caminhoneiros do Paraná, em Arapoti, funcionando 24 horas, reforçou na prática o compromisso com a redução da fadiga nas viagens de longa distância.
"A segurança viária não é uma campanha de um mês. É uma política permanente que precisa aparecer na vida real de quem está na estrada", afirma o Diretor-Geral, Guilherme Theo Sampaio.
Rodovias: leilões, modernização e pedágio eletrônico
O leilão da Rota dos Sertões, realizado na B3, em São Paulo, foi o ponto alto do calendário rodoviário de maio. O Consórcio 116 Sertões venceu o certame com desconto de 19,60% na tarifa básica de pedágio e assume 502 quilômetros das BRs 116 e 324, entre Bahia e Pernambuco, com R$ 8,5 bilhões previstos em investimentos para ampliar a capacidade logística e a segurança viária no corredor.
A ANTT também homologou o leilão da Rota das Gerais. A Ecorodovias assumiu 734,9 quilômetros da BR-116/251, em Minas Gerais, com desconto de 19% na tarifa e R$ 13 bilhões projetados ao longo do contrato.
A Fernão Dias ganhou novo contrato. A modernização da BR-381 prevê R$ 14,8 bilhões em aportes, com descontos para usuários frequentes, novas tecnologias e fiscalização reforçada em uma das rodovias mais movimentadas do país. Na BR-101/RJ, termo aditivo com a Arteris Fluminense abriu novo ciclo de obras ao longo de 322 quilômetros, com R$ 6 bilhões garantidos e primeiras frentes já em execução.
Em Rondônia, a BR-364 registrou entregas antecipadas e intervenções que retiram caminhões da área urbana e ampliam a eficiência do corredor produtivo, com R$ 1 bilhão em investimentos previstos para o estado, debatidos em audiência na Câmara dos Deputados.
O sistema de livre passagem em pedágio (Free-Flow) avançou no Paraná e em Goiás, com autorização de novos pontos de cobrança, incluindo pórticos em Mauá da Serra e Londrina. Em Tanguá (RJ), sessão pública apresentou pórticos e tarifas na Autopista Fluminense à sociedade.
Ferrovias: projetos estruturantes e presença internacional
A ANTT aprovou o projeto da Malha Oeste, com investimentos previstos para recuperação de 1.625 quilômetros de ferrovia entre São Paulo e Mato Grosso do Sul. A Ferrovia de Integração do Centro-Oeste avançou com definição de prioridades para 2026 e continuidade do cronograma, em reunião que envolveu Governo Federal, TCU e PPI.
Audiência pública sobre a nova regulamentação do transporte ferroviário de cargas debateu direitos dos usuários, qualidade do serviço e modernização do marco regulatório do setor. Campanhas educativas de segurança nas passagens em nível mobilizaram servidores, concessionárias, prefeituras e forças de trânsito em diferentes regiões do país.
No plano internacional, a Agência apresentou em Portugal, em um dos principais eventos ferroviários da Europa, a estratégia regulatória que redesenha a logística nacional e amplia a participação privada no setor. O Brasil projeta oito leilões ferroviários e R$ 656 bilhões em investimentos no maior ciclo ferroviário da história do país.
CIOT: meio milhão de operações em menos de uma semana
No domingo (24/5), o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) passou a abranger todas as operações de transporte remunerado de cargas no país. O resultado foi imediato: meio milhão de operações registradas em menos de uma semana. O sistema fortalece a rastreabilidade, amplia a transparência e aumenta a segurança jurídica nas relações entre transportadores, contratantes e caminhoneiros em todo o Brasil.
Participação social, sustentabilidade e autonomia regulatória
Ao longo do mês, a Agência realizou ou abriu audiências públicas sobre concessões em Santa Catarina, revisões quinquenais da BR-364/365 e da Ecovias do Araguaia, transporte de produtos perigosos e sandbox regulatório. Reunião tripartite em Uberlândia apresentou às comunidades de Minas Gerais e Goiás os avanços e investimentos nas concessões da região.
No campo da sustentabilidade, o Fórum ESG 2026 reuniu dez agências federais em Brasília para debater contratos, fiscalização e planejamento até 2030. A ANTT abriu consulta interna para a construção de sua Política de Sustentabilidade e participou do CAMBI 2026 e do Santos Export 2026, com debates sobre descarbonização e inovação regulatória no transporte terrestre.
O mês registrou ainda um posicionamento firme da liderança institucional. No leilão da Rota dos Sertões, no Fórum Esfera e na ExpoDireito Brasil 2026, o Diretor-Geral Guilherme Theo Sampaio defendeu a autonomia financeira das agências reguladoras como condição para garantir segurança jurídica e atrair investimentos de longo prazo.
"Estabilidade e previsibilidade são o que torna possível um contrato de 30 anos. São o que transformam a infraestrutura em desenvolvimento real para o país", afirmou Guilherme Theo Sampaio.
Coordenação-Geral de Comunicação - ANTT
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