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SERVIÇO PÚBLICO: O LADO HUMANO DO ESTADO
Servidores têm carreiras valorizadas e novas oportunidades
Antes de trabalhar para transformar a vida de outras pessoas por meio das políticas públicas, Danilo Almeida Silva teve a própria trajetória transformada por elas. De uma família beneficiária do Bolsa Família, chegou à universidade com uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni), que lhe permitiu cursar Comunicação Social. Ainda criança, sonhava em trabalhar na Esplanada dos Ministérios. Em 2009, esse sonho começou a se tornar realidade, quando ingressou no serviço público federal como agente administrativo do Ministério da Educação (MEC).
“Ser servidor público e trabalhar na Esplanada dos Ministérios era um sonho desde criança. Sempre falo que ingressar em um concurso público foi um divisor de águas na minha vida”, relata.
Mais do que a realização de um sonho, a aprovação no concurso representou a oportunidade de conquistar estabilidade financeira, apoiar os pais e construir novos caminhos. “Ingressar no serviço público permitiu que eu pudesse cuidar de mim e da minha família, ter condições de realizar meus sonhos e vivenciar experiências de trabalho que eu nunca poderia ter imaginado”, conta.
Ao longo de quase 17 anos de carreira, Danilo passou por diferentes órgãos federais, atuando nas áreas de comunicação e transparência. Hoje, trabalha na Secretaria de Gestão e Inovação (Seges) do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), onde carrega uma perspectiva construída a partir da própria experiência: a de quem conhece, dos dois lados, o poder das políticas públicas de abrir oportunidades.
“Eu, hoje, me sinto muito orgulhoso de fazer parte de um serviço público federal que busca fazer diferença na realidade do cidadão lá na ponta”, afirma.
Esse mesmo compromisso de fazer a diferença na vida das pessoas também está presente em outras histórias de quem ingressou mais recentemente no serviço público federal. Aprovada na primeira edição do CPNU, Natalia Francellin Moretti ingressou em 2025 e trabalha na Coordenação da Secretaria-Executiva da Comissão de Ética do MGI. “Sou formada em Administração Pública e desde a faculdade meu objetivo era trabalhar para melhorar a vida do cidadão brasileiro por meio de políticas públicas”, conta. Ao avaliar sua chegada ao serviço público, ela destaca a estabilidade e as oportunidades de crescimento.
Danilo e Natalia são dois dos quase 580 mil servidores públicos em atividade na Administração Pública Federal. Reconhecer a contribuição dos servidores é o objetivo que tem orientado as medidas de valorização conduzidas pelo MGI desde 2023. A retomada da Mesa Nacional de Negociação Permanente e das mesas específicas permitiu discutir as necessidades das categorias e resultou em 56 acordos entre 2023 e 2025, com efeitos também em 2026. A reorganização das carreiras trouxe mudanças nas tabelas remuneratórias e nas regras de desenvolvimento profissional, acompanhada da criação de novas carreiras transversais.
Nesse mesmo período, 100% das carreiras civis do Executivo federal tiveram aumento real de salário entre 2023 e 2026, com ganhos acima da inflação considerada para o período. O auxílio-alimentação passou de R$ 458 para R$ 1.192, e também foram ampliadas a assistência pré-escolar e a contribuição para os planos de saúde. São medidas que reconhecem o trabalho realizado e melhoram as condições para a continuidade dessas trajetórias profissionais.
Reconhecimento pelo trabalho realizado
Na Central de Compras do MGI, Mariana Teles Siebra de Castro trabalha com o planejamento de compras públicas que buscam incorporar inovação, sustentabilidade e economia de escala. Servidora federal desde 2014, ela mudou de cidade e deixou a convivência próxima com familiares e amigos para seguir essa trajetória.Ao falar do trabalho, ela destaca a satisfação de contribuir para os serviços públicos. Ao avaliar os reajustes, percebe um reconhecimento que também alcança sua família. “Aumentou a renda da família, dando melhores condições aos estudos e futuro dos meus filhos”, conta.
Os acordos negociados atualizaram os salários e as tabelas que definem a remuneração ao longo das carreiras. Segundo a Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do MGI, os aumentos acima da inflação considerada para 2023–2026 alcançaram todas as carreiras civis do Executivo federal. Os valores negociados variam conforme a carreira e a posição ocupada na tabela remuneratória.
Benefícios para a saúde e os cuidados com a família
A valorização também incluiu a atualização de benefícios destinados a despesas com alimentação, cuidados com crianças e assistência à saúde. No auxílio-alimentação, a diferença entre o valor do início de 2023 e o de 2026 corresponde a R$ 734 mensais.
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Benefício |
Mudança entre 2023 e 2026 |
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Auxílio-alimentação |
De R$ 458 para R$ 1.192 mensais |
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Assistência pré-escolar |
De R$ 321 para R$ 526,64 no valor mensal de referência |
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Assistência à saúde suplementar |
Reajustes de 18,7% a 126%, conforme a faixa etária e a remuneração |
Na assistência à saúde suplementar, a contribuição da União considera a idade e a remuneração dos beneficiários. Os maiores reajustes foram destinados às faixas de maior idade e menor renda.
Carreiras que reconhecem a experiência e a formação
A reorganização das carreiras buscou dar uma estrutura comum a profissionais que já desempenhavam atividades semelhantes, mas estavam distribuídos por diferentes planos e denominações de cargos. O trabalho envolveu atribuições, tabelas remuneratórias e regras de desenvolvimento profissional.
Um dos marcos foi a criação da carreira de Analista Técnico do Poder Executivo Federal (ATPE), pela Lei nº 15.367/2026. A carreira reúne atividades técnico-administrativas e de suporte especializado em diferentes órgãos federais.
A mudança integra o ciclo que o MGI identifica como a maior reestruturação de carreiras do Executivo federal realizada em um mandato. “A restruturação da carreira, que foi uma mudança esperada por mais de 15 anos, proporcionou valorização dos servidores e a reparação aos servidores de nível superior que tinham remunerações menores que muitos servidores de nível médio em diversos órgãos”, destaca o contador Adriano Simões Andrade.
Condições para continuar aprendendo
A possibilidade de seguir estudando marcou a trajetória de Roberto Abib Ferreira Júnior, servidor federal desde 2012 e hoje Analista Técnico Executivo na área de Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Depois de passar pela escola pública e por uma universidade federal, ele concluiu especialização, mestrado e doutorado em instituições públicas. “A estabilidade possibilitou que eu desse continuidade aos meus estudos”, conta. Ao avaliar a reestruturação, ele ressalta a integração com profissionais de outras áreas, agora reunidos em uma mesma carreira.
Contribuir para o país e encontrar propósito no trabalho estavam entre os objetivos de Roberta de Souza Chaves quando ingressou no serviço público federal, em 2014. Hoje, ela atua na Divisão de Planejamento, Avaliação e Controle da 7ª Região Fiscal da Receita Federal e associa essa trajetória às possibilidades de desenvolvimento e realização profissional.
“Pude me dedicar ao meu desenvolvimento profissional”, conta. Ao avaliar as mudanças recentes nas carreiras, Roberta destaca o reconhecimento que esperava e a esperança de um futuro mais próspero.
Oferecer formação ao longo da vida profissional também faz parte das ações do MGI e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap). As iniciativas atendem a diferentes momentos, desde a chegada ao serviço público até a preparação para exercer funções de liderança.
Para os novos servidores, o Programa de Desenvolvimento Inicial (PDI) passou a integrar o estágio probatório. A formação aborda o funcionamento da administração pública, ética, integridade e políticas públicas, entre outros conteúdos. Sua conclusão deve ocorrer nos dois primeiros anos de exercício, conforme as regras do programa.
Nos cargos de Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico (ATDS) e Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD), a preparação conta com o Programa de Profissionalização para as Carreiras (PROFCAR). Executado pela Enap, oferece uma especialização com carga horária mínima de 360 horas, realizada durante a jornada de trabalho. Para essas carreiras, o programa substitui o PDI e integra as exigências do estágio probatório.
Para quem já está nas equipes, a Escola Virtual de Governo (EV.G) oferece cursos gratuitos pela internet. O LideraGOV, desenvolvido pelo MGI em parceria com a Enap, prepara profissionais para funções de liderança e incorporou ações afirmativas na seleção de participantes. Os públicos atendidos e os requisitos são definidos nos editais de cada edição.
Onde buscar oportunidades
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Cursos gratuitos: consulte o catálogo da Escola Virtual de Governo, com informações sobre conteúdos, carga horária e condições de participação.
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Formação de lideranças: acompanhe os editais do LideraGOV nos portais do MGI e da Enap.
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Atuação em outros órgãos: acesse “Currículo e Oportunidades” no SOUGOV.BR, atualize suas informações profissionais e consulte as seleções. Cada edital informa os requisitos e as condições de movimentação.