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MONITOR DE SECAS
Seca se intensifica no Nordeste e Norte. Fenômeno se abranda no Centro-Oeste e Sudeste e não é registrado no Sul segundo Monitor de Secas
Segundo a última atualização do Monitor de Secas, entre agosto e setembro, em termos de severidade da seca, houve uma intensificação do fenômeno em 14 unidades da Federação: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. No sentido oposto, a seca se abrandou em seis estados: Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. Em quatro unidades da Federação o fenômeno ficou estável em termos de severidade nesse período: Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão e Mato Grosso. Os três estados da região Sul – Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – seguiram livres de seca.

- Mapa do Monitor em agosto e setembro de 2026

- Seca por grau de severidade por unidade da Federação em agosto e setembro de 2026
Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Nordeste teve, em agosto, o quadro mais severo do fenômeno no País com seca grave em 28% da região. O Sul, por sua vez, teve a melhor condição, já que ficou completamente livre do fenômeno no último mês. Entre agosto e setembro, a região com maior percentual de área com seca também foi o Nordeste: 96%.

- Seca por grau de severidade por região geopolítica e no Brasil em agosto e setembro de 2026
Na comparação entre agosto e setembro, 13 estados registraram aumento da área com seca: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. No sentido oposto, o Monitor identificou diminuição da área com seca em quatro estados: Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Em outros sete estados, a área com seca se manteve estável: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Piauí, Rondônia e Roraima. Por sua vez, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina seguiram livres de seca.

- Percentual de seca por unidade da Federação entre agosto e setembro de 2026
Dez unidades da Federação registraram seca em 100% do território em setembro: Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins. Nos demais estados com registro do fenômeno, os percentuais variaram de 12% a 99%.

- Percentual da área com seca por unidade da Federação em setembro de 2026
As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.
Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de agosto, seguido pelo Pará, Minas Gerais, Bahia e Maranhão.

- Área com seca por UF em setembro de 2026 por km²
As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.
Situação por UF
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UF |
ÁREA |
SEVERIDADE DA SECA |
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Acre |
Entre julho e setembro, a área com seca seguiu presente em 100% do Acre, que teve o fenômeno em sua totalidade no Norte juntamente com o Amapá, Roraima e Tocantins |
O fenômeno se intensificou no Acre entre agosto e setembro com o aumento da área com seca grave de 37% para 53% no último mês. É a condição mais severa no AC desde dezembro de 2024. Além disso, o estado teve a maior severidade do fenômeno na região Norte em setembro |
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Alagoas |
Entre agosto e setembro, a área com seca em Alagoas aumentou significativamente de 69% para 100% do estado. É a primeira vez que o fenômeno é observado na totalidade do território alagoano desde fevereiro deste ano. Além disso, o estado teve o maior percentual de área com seca no Nordeste em setembro juntamente com o Maranhão, o Piauí e Sergipe |
A seca se intensificou em Alagoas entre agosto e setembro, com o retorno da seca grave em 22% do estado. É a condição mais severa em AL desde janeiro deste ano, quando houve seca grave em 30% do território alagoano |
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Amapá |
Entre agosto e setembro, a área com seca aumentou de 56% para 100% do Amapá. É a primeira vez que o estado registra seca em sua totalidade desde sua entrada no Mapa do Monitor em dezembro de 2023. O Amapá teve o fenômeno em sua totalidade no Norte juntamente com o Acre, Roraima e Tocantins |
A seca se intensificou no Amapá com o retorno da seca moderada em 25% do estado. É a maior severidade do fenômeno desde dezembro de 2023 |
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Amazonas |
Entre agosto e setembro, a área com seca no Amazonas aumentou significativamente de 94% para 96% do estado. É a maior área com presença do fenômeno desde os 99% observados em janeiro de 2025 |
O fenômeno se intensificou no Amazonas entre agosto e setembro com o retorno da seca grave em 8% do estado. Esse é o quadro mais severo do fenômeno desde março de 2025 |
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Bahia |
Entre agosto e setembro, a área com seca aumentou na Bahia, passando de 94% para 96% do estado. Essa é a maior porção com registro do fenômeno desde setembro de 2025 |
Entre agosto e setembro, o fenômeno se intensificou na Bahia, já que a área com seca grave aumentou de 36% para 47% do estado. É a condição de seca mais severa no território baiano desde janeiro deste ano |
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Ceará |
A área com seca no Ceará aumentou de 88% para 89% do estado entre agosto e setembro. Essa é a maior porção do fenômeno observada no território cearense desde os 100% registrados em abril deste ano |
O fenômeno se intensificou levemente no Ceará entre agosto e setembro, já que a seca moderada aumentou de 4% para 5% do estado. Por outro lado, o território cearense teve a condição mais branda do fenômeno entre os estados do Nordeste em setembro |
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Distrito Federal |
Em agosto e setembro, o Distrito Federal se manteve com seca presente na totalidade do seu território. Desde o período entre abril e maio deste ano, é a primeira vez que fenômeno é registrado em 100% do DF. Além disso, a unidade da Federação teve o maior percentual de registro de seca no Centro-Oeste em setembro |
Em agosto e setembro, o Distrito Federal registrou seca fraca na totalidade de seu território. Essa é a categoria mais branda na escala do Monitor |
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Espírito Santo |
Entre junho e setembro, o Espírito Santo se manteve com seca em 100% de seu território, o que não acontecia por quatro meses consecutivos desde o período entre setembro e dezembro de 2024. Além disso, o ES teve o maior percentual de seca entre os estados do Sudeste em setembro |
A intensidade do fenômeno se manteve estável no Espírito Santo entre agosto e setembro, pois a área com seca moderada seguiu em 100% do território capixaba. Essa é a condição mais severa do fenômeno no ES desde dezembro de 2019 e do Sudeste em setembro |
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Goiás |
Entre agosto e setembro, a área com seca diminuiu de 92% para 85% de Goiás. Essa é a menor área com a presença do fenômeno desde os 82% identificados em junho deste ano |
O fenômeno se abrandou em Goiás entre agosto e setembro com a redução da área com seca moderada de 22% para 14%. Apesar disso, o território goiano teve a maior intensidade do fenômeno no Centro-Oeste em setembro |
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Maranhão |
Entre agosto e setembro, a área com seca aumentou de 83% para 100% do Maranhão. Essa é a primeira vez que o estado registra seca na totalidade do seu território desde fevereiro deste ano. Além disso, o estado teve o maior percentual de área com seca no Nordeste em setembro juntamente com Alagoas, Piauí e Sergipe |
A severidade do fenômeno se manteve estável no Maranhão entre agosto e setembro com o registro de seca moderada em pouco mais de 4% do estado. É a maior severidade da seca no MA desde fevereiro deste ano |
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Mato Grosso |
Entre agosto e setembro, Mato Grosso registrou o aumento da área com seca de 7% para 12% do estado. É a maior área com presença do fenômeno em MT desde os 17% verificados em março deste ano. Além disso, o território mato-grossense teve o menor percentual de área com seca do Centro-Oeste em setembro juntamente com o MS |
De agosto a setembro a intensidade do fenômeno se manteve estável em Mato Grosso com registro de áreas com seca fraca e com seca moderada |
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Mato Grosso do Sul |
Entre agosto e setembro, a área com seca diminuiu de 23% para 12% de Mato Grosso do Sul, o que representa o menor percentual do Centro-Oeste em setembro juntamente com o MT |
O fenômeno se abrandou em Mato Grosso do Sul entre agosto e setembro, já que a seca moderada deixou de ser verificada do estado no último mês. Além disso, o MS teve a condição mais amena do fenômeno em setembro no Centro-Oeste |
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Minas Gerais |
Entre agosto e setembro, a área com seca seguiu no patamar de 99% de Minas Gerais |
O fenômeno se abrandou em Minas Gerais entre agosto e setembro, com a redução da área com seca moderada de 37% para 24% do estado. É a condição mais branda do fenômeno em MG desde fevereiro de 2025 |
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Pará |
Entre agosto e setembro, a área com seca aumentou significativamente de 63% para 93% do Pará. É a maior área com o registro do fenômeno no estado desde os 100% verificados em janeiro de 2025 |
O fenômeno se intensificou no Pará entre agosto e setembro, pois a área com seca moderada aumentou de 13% para 22%. É a condição mais severa do fenômeno no território paraense desde janeiro de 2025. Por outro lado, o PA teve a condição mais branda do fenômeno em setembro entre os estados da região Norte |
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Paraíba |
Entre agosto e setembro, a área com seca aumentou de 85% para 90% do território da Paraíba. Essa é a maior área com registro do fenômeno desde os 100% verificados em março deste ano |
A seca se intensificou na Paraíba entre agosto e setembro com o retorno da seca grave em 33% do estado. É a condição mais severa no território paraibano desde março deste ano |
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Paraná |
Entre agosto e setembro, o Paraná seguiu livre do fenômeno. É a primeira vez que o território paranaense fica sem registro de seca por dois meses consecutivos desde o período entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024. Somente os três estados do Sul ficaram livres de seca em setembro dentre todas as unidades da Federação |
O Paraná ficou livre de seca entre agosto e setembro. O estado ficou livre de seca no último mês juntamente com o Rio Grande do Sul e Santa Catarina |
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Pernambuco |
Entre agosto e setembro, a área com seca aumentou de 91% para 98% de Pernambuco, que é a maior porção desde os 100% verificados em março deste ano |
A seca se intensificou em Pernambuco entre agosto e setembro, pois a área com seca grave aumentou de 28% para 74% do estado. É a maior severidade do fenômeno em PE desde fevereiro deste ano. Além disso, o estado registrou a condição mais intensa de seca em setembro no Brasil |
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Piauí |
Entre agosto e setembro, a área com seca se manteve no patamar de 100% do Piauí. A última vez que o estado tinha registrado o fenômeno na totalidade do seu território por dois meses consecutivos foi no período de março a abril deste ano. Além disso, o estado teve o maior percentual de área com seca no Nordeste em setembro juntamente com Alagoas, Maranhão e Sergipe |
O fenômeno se intensificou no Piauí entre agosto e setembro, pois a área com seca grave saltou de 6% para 25% nesse período. É a maior severidade do fenômeno desde abril deste ano no PI |
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Rio de Janeiro |
Entre agosto e setembro, a área com seca diminuiu de 64% para 43% do Estado do Rio de Janeiro. É o menor percentual de área com seca no RJ desde os 30% verificados em abril deste ano. Além disso, o território fluminense registrou o menor percentual de área com seca entre os estados do Sudeste no último mês juntamente com São Paulo |
O fenômeno se abrandou no Rio de Janeiro entre agosto e setembro com a redução da área com seca moderada de 27% para 9% do estado. É a condição mais amena no RJ desde março deste ano |
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Rio Grande do Norte |
Entre agosto e setembro, a área com seca aumentou de 79% para 86% do Rio Grande do Norte. Esse é o maior percentual registrado no estado desde os 93% de março deste ano. Além disso, o RN teve o menor percentual de área com seca entre os estados do Nordeste em setembro |
O fenômeno se intensificou no RN entre agosto e setembro, pois a área com seca moderada aumentou de 25% para 61% do estado no período. É a condição mais severa no Rio Grande do Norte desde abril deste ano |
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Rio Grande do Sul |
De julho a setembro, o Rio Grande do Sul esteve livre de seca, o que não acontecia no estado por três meses consecutivos desde o período entre agosto e outubro de 2024. Somente os três estados do Sul ficaram livres de seca em setembro dentre todas as unidades da Federação |
O fenômeno não foi verificado no Rio Grande do Sul entre julho e setembro. Além disso, o estado ficou livre de seca no último mês juntamente com o Paraná e Santa Catarina |
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Rondônia |
Entre agosto e setembro, a área com seca se manteve presente no patamar de 70% do território de Rondônia. É a maior porção do fenômeno desde os 100% observados em fevereiro de 2025. Por outro lado, RO teve a menor porção com presença do fenômeno entre os estados da região Norte em setembro |
O fenômeno se abrandou em Rondônia entre agosto e setembro, pois a área com seca moderada diminuiu de 43% para 25% do estado no último mês |
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Roraima |
Entre agosto e setembro, a área com seca em Roraima seguiu em 100% do estado, que se juntou ao Acre, Amapá e Tocantins nessa condição na região Norte no último mês |
O fenômeno se intensificou em Roraima entre agosto e setembro, já que a área com seca grave aumentou de 35% para 47% do estado. É a condição mais severa do fenômeno em RR desde abril de 2024 |
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Santa Catarina |
Entre julho e setembro, Santa Catarina ficou livre de seca, o que não acontecia no estado por três meses consecutivos desde o período entre maio e julho de 2024. Somente os três estados do Sul ficaram livres de seca em setembro dentre todas as unidades da Federação |
Santa Catarina esteve livre de seca entre julho e setembro. O estado ficou sem registro do fenômeno no último mês juntamente com o Paraná e o Rio Grande do Sul |
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São Paulo |
Entre agosto e setembro, a área com seca no Estado de São Paulo diminuiu de 49% para 43% de seu território. É a menor área com registro do fenômeno em SP desde os 19% observados em dezembro de 2023. Além disso, o território paulista registrou o menor percentual de seca entre os estados do Sudeste no último mês juntamente com o Rio de Janeiro |
O fenômeno se abrandou em São Paulo entre agosto e setembro, pois a área com seca moderada deixou de ser verificada no estado no último mês. Essa é a condição mais branda em SP desde dezembro de 2023. Além disso, o território paulista teve a condição mais branda de seca na região Sudeste em setembro |
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Sergipe |
Entre agosto e setembro, a área com seca aumentou de 70% para 100% de Sergipe. É a primeira vez que o estado registra seca na totalidade do seu território desde janeiro de 2025. Além disso, o estado teve o maior percentual de área com seca no Nordeste em setembro juntamente com Alagoas, Maranhão e Piauí |
Entre agosto e setembro, o fenômeno se intensificou em Sergipe, já que a seca grave voltou a ser registrada em 12% do estado. É a condição mais severa do fenômeno em SE desde janeiro deste ano |
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Tocantins |
Entre agosto e setembro, a área com seca aumentou de 95% para 100% do Tocantins. É a primeira vez que o estado registra seca na totalidade do seu território desde janeiro deste ano, juntando-se nessa condição ao Acre, Amapá e Roraima em setembro |
O fenômeno se intensificou no Tocantins entre agosto e setembro, pois a seca moderada aumentou de 57% para 81% do estado nesse período. É a condição mais severa da seca no TO desde janeiro deste ano |
Novos produtos do Monitor de Secas
O Monitor de Secas lançou novos produtos com um recorte municipal da seca. Agora o programa apresenta a Seca Relativa Máxima (SRM); a Persistência de Seca Relativa Máxima (PSRM); e a Persistência de Seca por Categoria (PSC). A SRM representa, para cada município e em cada mês de referência, a condição de seca mais intensa registrada no mês consultado. Por sua vez, a PSRM apresenta, para cada município e em cada mês de referência, a continuidade ao longo do tempo da condição indicada pela Seca Relativa Máxima. Assim, a PSRM contabiliza o número de meses consecutivos em que a SRM permanece inalterada no município.
Já a PSC apresenta uma abordagem complementar da continuidade da seca ao longo do tempo, ao analisar a permanência do fenômeno em cada uma das cinco categorias adotadas pelo Monitor. A Persistência de Seca por Categoria tem como diferencial a possibilidade de contabilização do tempo acumulado de ocorrência da seca desde o seu início, incluindo eventuais períodos de intensificação do fenômeno.
O Monitor de Secas
O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.
O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do Programa e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração. Por meio da ferramenta, é possível comparar a evolução das secas nos 26 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido. O Monitor de Secas teve início em julho de 2014, começando pela região Nordeste, sendo que o processo de expansão dessa iniciativa, a partir de 2018, foi concluído com a entrada do Amapá no Mapa do Monitor de dezembro de 2023, completando sua cobertura em todo o território nacional.
A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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