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RECOMENDAÇÃO 18/2026
[TLP:CLEAR]
1. O CTIR Gov em conjunto com o CISC Gov, ao observar o cenário geral da APF, apresentam algumas recomendações acerca dos ambientes de sistemas legados que ainda estão em produção nos diversos órgãos e que oferecem serviços relevantes para o público-alvo. Tais sistemas fazem uso de servidores de aplicação mais antigos e versões de bibliotecas e de linguagem obsoletas (Ex.: JBOSS, Apache, IIS, JDK, JEE, PHP, etc).
2. Na quase totalidade dos casos, é inviável uma refatoração ou atualização do sistema devido a restrições orçamentárias, de recursos humanos ou de riscos de interrupção do mesmo.
3. Nesse sentido, de modo a preservar a continuidade do serviço correspondente e a imagem institucional do órgão, recomenda-se avaliar a adoção de uma ou mais medidas listadas a seguir de modo a aumentar o nível de segurança cibernética da estrutura:
a) Análise da necessidade de acesso ao sistema, identificando qual o público realmente necessita acessá-lo de modo a restringir a sua conectividade de acordo com o público-alvo;
b) Adoção de VPN como front-end criando um canal seguro de acesso e removendo a exposição direta do sistema na internet;
c) Implantação multicamada colocando um front-end que faça uso de tecnologias mais modernas e que concentrem as requisições dos usuário, deixando o sistema legado em background;
d) Ativação do registro de logs e monitoramento dos acessos ao sistema, bem como da saúde do(s) servidor(es) de hospedagem, enviando os dados para fora dos servidores em questão. Especial atenção para operações realizadas por administradores, alertando as áreas negociais correspondentes quando uma operação no sistema for realizada;
e) Revisão das políticas de backup, garantindo sua integridade e realizando testes de restauração;
f) Adoção de controle do acesso privilegiado, não utilizando senhas padrão, contas compartilhadas e credenciais em texto em claro;
g) Realização do isolamento de rede, mantendo o servidor legado em segmento próprio, acessível apenas pelos sistemas consumidores e somente pela porta do serviço, bloqueando as portas administrativas;
h) Adoção de proxy reverso ou WAF(Web Application Firewall), impedindo o acesso direto ao servidor. Nesse caso, o proxy ocultará consoles e páginas de diagnóstico, ajudará a bloquear ataques conhecidos e oferecerá criptografia moderna aos usuários;
i) Realização da administração de servidores e serviços a partir de um ponto central, com autenticação forte e registro de sessões;
j) Execução dos serviços por contas possuidoras com os privilégios mínimos necessários;
k) Manutenção de um plano de isolamento rápido dos servidores eventualmente comprometidos sempre operacional e testado;
l) Implantação de solução de Endpoint Detection and Response (EDR) compatível com as plataformas legadas, com análise comportamental, detecção de movimentação lateral e capacidade de isolamento remoto do host comprometido; e
m) Implantação de monitoramento de integridade de arquivos (FIM), com baseline de arquivos e configurações críticas, detecção de alterações não autorizadas, alertas e integração com SIEM.
n) Avaliação da necessidade de disponibilidade dos sistemas legados fora do horário de expediente, considerando a possibilidade de restringir automaticamente o acesso externo durante períodos em que sua utilização não seja necessária, por meio de controles de rede ou de acesso, observados os requisitos de continuidade dos serviços e as necessidades operacionais. Essa medida deve ser adotada como controle complementar de redução da superfície de exposição, não substituindo as atualizações de segurança e demais medidas de proteção.
4. Por fim, ao identificar algum comportamento anômalo, junte os indícios e notifique imediatamente o CTIR Gov e, em caso de fazer parte do SISP, coloque o CISC Gov.br em cópia.
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