Programa do Artesanato Brasileiro (PAB)
O PAB foi criado pelo Decreto de 21 de março de 1991, originalmente vinculado ao Ministério da Ação Social. De acordo com o Decreto Nº 12.694, de 22 de outubro de 2025, o PAB é executado pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte - MEMP, da Secretaria Nacional de Inclusão Socioprodutiva, Artesanato e Microempreendedor individual - SISAM e gerido pela Diretoria de Artesanato e Economia Criativa - DAREC.
O Programa do Artesanato Brasileiro tem o objetivo de coordenar e desenvolver ações para valorização do artesão brasileiro, elevando o seu nível cultural, profissional, social e econômico. É responsável pela elaboração de políticas públicas em nível nacional. Para tanto, conta com a parceria das Coordenações Estaduais de Artesanato (CEAs), unidades responsáveis pela intervenção e execução das atividades locais de desenvolvimento do artesanato brasileiro.
As ações do PAB fortalecem o artesanato brasileiro como um setor econômico relevante para o desenvolvimento das comunidades, reconhecendo sua ampla presença no território nacional e diversidade cultural. Coordena e promove iniciativas que valorizam o artesão, estimulam o desenvolvimento do artesanato e das empresas artesanais, e ampliam oportunidades de trabalho e renda, aproveitando vocações regionais, preservando culturas locais, incentivando a formação da mentalidade empreendedora e capacitando artesãos para atuar no mercado competitivo, contribuindo para a profissionalização e a comercialização dos produtos artesanais do país.
De acordo com o Decreto Nº 12.694, de 22 de outubro de 2025, o PAB é executado pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte - MEMP, da Secretaria Nacional de Inclusão Socioprodutiva, Artesanato e Microempreendedor individual - SISAM e gerido pela Diretoria de Artesanato e Economia Criativa - DAREC. Para tanto, conta com a parceria das 27 Coordenações Estaduais de Artesanato - CEAs, unidades responsáveis pela intervenção e execução das atividades locais de desenvolvimento do artesanato brasileiro.
Composição:
I - 01 Coordenação Nacional;
II - 27 Coordenações Estaduais do Artesanato (CEA), vinculadas às respectivas Secretarias de Estado de cada Estado e do Distrito Federal.
Objetivos:
O Programa do Artesanato Brasileiro, tem o objetivo de promover o desenvolvimento integrado do Setor Artesanal e a valorização do artesão, elevando o seu nível cultural, profissional, social e econômico.
Finalidades:
I - Reconhecer e fortalecer a profissão do artesão/artesã;
II - Prestar apoio estratégico e permanente aos artesãos, especialmente mediante promoção de qualificação profissional.
III - Fomentar, apoiar e fortalecer a atividade e a cadeia produtiva do artesanato, desenvolvendo instrumentos e processos que promovam a melhoria da qualidade dos processos, produtos e serviços do setor artesanal;
IV- Articular as ações públicas voltadas para o desenvolvimento do artesanato e destas com os interesses dos artesãos das diferentes regiões do Brasil;
V- Articular os meios e os atores capazes de viabilizar soluções competitivas e sustentáveis, que garantam o desenvolvimento integral, social, econômico, e melhoria na qualidade de vida dos artesãos;
VI- Implantar e consolidar canais públicos de comercialização dos produtos artesanais, aproximando os artesãos do mercado consumidor;
VII- promover e divulgar o artesanato como expressão da diversidade cultural brasileira.
Eixos e Estratégias:
I- Fortalecimento do Artesão e do Artesanato Brasileiro:
a) reconhecimento e fortalecimento da profissão do artesão;
b) realizar o fórum nacional do artesanato e articular a criação de fórum estaduais do artesanato, que busque o desenvolvimento do setor;
c) instituir o prêmio nacional de valorização do artesão e do artesanato tradicional popular;
d) implantar o portal do artesanato brasileiro.
II - Acesso a mercado com foco em:
a) identificação de espaços mercadológicos adequados à divulgação e comercialização dos produtos artesanais; e
b) participação em feiras, mostras e eventos nacionais e internacionais, para facilitar a comercialização do produto artesanal.
c) estruturação de Núcleos Produtivos para o Artesanato, por meio da construção ou reforma de espaços físicos que serão gerenciados pela respectiva Coordenação Estadual, buscando apoiar o artesão que faça parte de associações ou cooperativas envolvidas em projetos ou esforços para a melhoria de gestão do processo de produção e comercialização do produto artesanal.
d) articular a criação de linhas de créditos para fomentar o artesanato em todas suas etapas de produção.
III- sistema de informações cadastrais do artesanato brasileiro (SICAB), que manterá o cadastro permanente dos artesãos, permitindo conhecer e mapear o setor artesanal, além de propiciar a realização de estudos técnicos que servirão de subsídio à elaboração de políticas públicas voltadas para o segmento artesanal;
IV- Qualificação e formação do artesão:
a) promover a qualificação para gestão dos processos produtivos e de comercialização do artesanato;
b) promover a qualificação técnica do artesão, por meio dos processos e produtos para obtenção de certificados nacional e internacional;
c) propiciar a participação de artesãos em ações de formação, promoção e comercialização via intercâmbio nacional e internacional.
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O PAB na estrutura do Ministério do Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte - MEMP :
- Secretaria Nacional de Inclusão Socioprodutiva, Artesanato e Microempreendedor Individual - SISAM
Secretário Nacional: Milton Coelho da Silva Neto
- Diretoria de Artesanato e Economia Criativa - DAREC
Diretora: Elisabete Bacelar do Carmo
- Coordenação-Geral de Desenvolvimento de Mercado e Qualificação Profissional – CGDMQ
Coordenadora-Geral: Carolina Menezes Palhares
- Coordenação-Geral de Normas, Fomento e Articulação Institucional – CGNFA
Coordenadora-Geral: Ana Beatriz Loureiro Ellery
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