Notícias
POVOS YANOMAMI
Operações federais mantêm pressão sobre o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami
Objetivo das ações de controle e fiscalização é manter o sufocamento à logística do garimpo ilegal | Foto: Policia Federal
As ações do Governo do Brasil de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY) nos primeiros 15 dias de março de 2026 revelam que o trabalho das forças de segurança e dos órgãos ambientais desarticularam estruturas e rotas logísticas da mineração ilegal.
As equipes destruíram 5 acampamentos de garimpo, 22 motores, 4 geradores usados nas frentes de mineração clandestina, 3 caixas separadoras de minério e 2 embarcações. As operações resultaram ainda na inutilização de combustível e suprimentos usados na atividade ilegal. Foram destruídos 430 litros de diesel e 575 litros de gasolina.
Paralelamente, operações de fiscalização intensificaram o controle das rotas usadas para abastecimento das frentes de garimpo. As equipes realizaram abordagens e inspeções em áreas de acesso à Terra Indígena, com 80 veículos fiscalizados e 145 pessoas abordadas ao longo do período.
As ações são coordenadas pela Casa de Governo da Presidência da República e envolvem operações terrestres, aéreas e fluviais para interromper a atividade garimpeira e proteger a Terra Indígena.

- Aeronave escondida em meio à vegetação na região do Rio Novo foi destruída na ação coordenada pela Casa de Governo | Foto: Polícia Federal
Ações realizadas entre 16 e 17 de março ampliam ofensiva contra a logística do garimpo
Dando continuidade às ações realizadas na primeira quinzena de março, operações conduzidas nos dias 16 e 17 ampliaram a pressão sobre a logística do garimpo ilegal na TIY.
No dia 17 de março, uma operação da Polícia Federal inutilizou uma aeronave usada na logística do garimpo ilegal na Terra Indígena. A ação foi realizada na região do Rio Novo. Os agentes seguiram até a chamada pista do Dicão, onde localizaram uma aeronave monomotor de matrícula PR-ZFE escondida em meio à vegetação. O avião estava com o trem de pouso dianteiro danificado e apresentava avarias na hélice. A aeronave havia sido deixada no local por garimpeiros para posterior reparo. Diante das evidências de uso na atividade ilegal, a aeronave foi inutilizada no local com o emprego de explosivos, impedindo sua reintegração à logística do garimpo.
Na mesma linha de atuação, também no dia 17 de março, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II deu continuidade às ações repressivas com a inutilização da pista clandestina do Lobo D’Almada, no Alto Catrimani, estrutura utilizada por invasores para apoio logístico ao garimpo ilegal. A ação, iniciada no dia 16, contou com trabalhos de engenharia no terreno, incluindo a perfuração e preparação de pontos ao longo da pista para sua destruição, com emprego de militares, aeronave e meios operacionais. A inutilização da estrutura integra a estratégia de interrupção das rotas aéreas utilizadas pelos garimpeiros, dificultando o abastecimento e a mobilidade das frentes de mineração ilegal na Terra Indígena.Além das ações dentro da Terra Indígena, a estratégia federal também atua no entorno da área indígena, com fiscalizações em estradas, portos, aeródromos e áreas rurais utilizadas na logística do garimpo. Com as ações realizadas até esta semana, o prejuízo estimado ao garimpo ilegal chega a R$ 666,9 milhões, resultado da destruição de equipamentos, estruturas e logística que sustentavam a atividade. As operações seguem de forma permanente, com monitoramento contínuo das áreas afetadas e novas ações para impedir a reorganização das frentes de mineração ilegal na Terra Indígena.
