Para garantir um setor energético mais sustentável, seguro e competitivo, o Novo PAC reúne uma carteira de R$ 724,4 bilhões em investimentos no eixo de Transição e Segurança Energética, sendo R$ 474,6 bilhões previstos entre 2023 e 2026 e R$ 249,8 bilhões após 2026. A carteira dos subeixos conta com 997 empreendimentos, dos quais 612 já foram concluídos, 239 estão em execução, 140 encontram-se em ação preparatória e seis estão em licitação ou leilão.
Esses resultados demonstram a importância do Novo PAC para ampliar a infraestrutura energética, fortalecer a segurança do suprimento, gerar empregos, impulsionar a transição energética e apoiar a retomada do crescimento sustentável do país. A carteira combina investimentos em geração e transmissão de energia, universalização do acesso à eletricidade, eficiência energética, pesquisa mineral, petróleo e gás e combustíveis de baixo carbono.
Na geração de energia, o Novo PAC soma R$ 118,6 bilhões em investimentos e reúne 597 empreendimentos. Desse total, 435 já foram concluídos, 122 estão em execução e 40 encontram-se em ação preparatória. A carteira amplia a capacidade de geração do Sistema Interligado Nacional, com forte presença de fontes renováveis, especialmente solar e eólica, além de pequenas centrais hidrelétricas, térmicas renováveis, térmicas a gás e projetos estratégicos para a transição energética.
Na transmissão de energia, os investimentos somam R$ 98,3 bilhões em 165 empreendimentos. A expansão da rede é fundamental para integrar a crescente geração renovável, principalmente no Nordeste, aos principais centros de consumo do país, fortalecendo um dos sistemas de transmissão mais amplos do mundo e aumentando a segurança elétrica nacional.
O Programa Luz para Todos, por sua vez, deu acesso à energia para 203 mil famílias que antes viviam sem esse serviço fundamental. A universalização do acesso à energia elétrica continua sendo um compromisso do Novo PAC. Até o final de 2028, todas as famílias sem energia elétrica nas áreas rurais serão atendidas e, nesse prazo, também serão contempladas as populações isoladas da Região Amazônica.
Em relação à eficiência energética e à modernização da rede de iluminação pública, 27 projetos de implantação totalizam R$ 2,03 bilhões e beneficiam 35 municípios brasileiros. Dentre eles, 10 estão com obras concluídas – em Belém (PA), Barreiras (BA), Patos de Minas (MG), Toledo (PR), Nova Lima (MG), Jaboatão dos Guararapes (PE), Caruaru (PE), Canoas (RS), Olinda (PE), Araçatuba (SP). Os demais, estão com obras iniciadas: Campinas (SP), Itanhaém (SP), Cachoeiro de Itapemirim (ES), Caxias do Sul (RS), Ponta Grossa (PR), Corumbá (MS), Ribeirão Preto (SP), Guanambi (BA), Lagoa Real (BA), Ariquemes (RO), Foz do Iguaçu (PR), Araguari (MG), Fernandes Pinheiro (PR), Imbituva (PR), Inácio Martins (PR), Irati (PR), Mallet (PR), Rebouças (PR), Rio Azul (PR), Teixeira Soares (PR), Fazenda Rio Grande (PR), Joinville (SC), Teixeira de Freitas (BA), Alagoinhas (BA) e Curitiba (PR).
A carteira também inclui estudos de viabilidade para mais 25 projetos municipais de eficientização da iluminação pública. Esses estudos totalizam um valor de R$ 68 milhões, mas podem resultar em mais R$ 1 bilhão de novos investimentos, que beneficiarão mais 5,2 milhões de pessoas.
No PROCEL RELUZ, voltado para municípios de pequeno porte, estão sendo destinados recursos para a 3ª e 4ª Chamada, totalizando R$ 244 milhões em investimentos.
Na pesquisa mineral, o Novo PAC conta com R$ 306,7 milhões em investimentos voltados à ampliação do conhecimento geológico do país. As ações incluem levantamentos geológicos, estudos geofísicos e geoquímicos, avaliação de áreas com potencial para minerais estratégicos, agrominerais e minerais para a construção civil, além de iniciativas relacionadas à geologia marinha.
Em petróleo e gás, a carteira soma R$ 460,7 bilhões em 85 empreendimentos, sendo R$ 303,3 bilhões previstos entre 2023 e 2026. Os projetos contribuem para a segurança energética, a ampliação da oferta de petróleo e gás natural, a modernização do refino, a expansão da infraestrutura logística, a geração de empregos, a arrecadação pública e o fortalecimento da indústria nacional de bens e serviços.
O Novo PAC também consolida avanços em combustíveis de baixo carbono. A carteira do subeixo soma R$ 41 bilhões em 27 empreendimentos, com projetos de etanol de segunda geração, biometano, coprocessamento de diesel com conteúdo renovável, combustíveis sustentáveis de aviação, biorrefino, hidrogênio de baixo carbono e tecnologias de captura de carbono. Esses investimentos posicionam o Brasil como protagonista global na transição energética, combinando inovação tecnológica, aproveitamento de vocações produtivas nacionais e redução de emissões.
Combinando segurança energética, inclusão social, modernização da infraestrutura, geração de empregos, arrecadação pública, inovação tecnológica e fortalecimento da indústria nacional, o eixo de Transição e Segurança Energética reafirma o papel do Novo PAC como vetor de desenvolvimento sustentável.
A continuidade do ritmo de execução e o avanço dos empreendimentos para as fases de operação serão fundamentais para consolidar esses ganhos e ampliar seus impactos econômicos, sociais e ambientais nos próximos anos.