Notícias
INVESTIMENTOS
Novo PAC já executou 89,5% dos recursos previstos até 2026, afirma Miriam Belchior
Em evento sobre infraestrutura, ministra Miriam Belchior apresentou os avanços do Novo PAC. - Foto: Ailton Fernandes/CC
“Pacto Brasil pela Infraestrutura”. Esse foi o tema do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic 2026), realizado nesta terça-feira (19), em São Paulo. O pacto, proposto por 11 entidades do setor, defende que os investimentos em infraestrutura alcancem 4% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2030. Durante o encontro, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, apresentou o Novo PAC como uma das principais estratégias do Governo do Brasil para ampliar investimentos e executar obras essenciais ao desenvolvimento do país.
A ministra afirmou que o programa atua para fortalecer a competitividade da economia, reduzir desigualdades sociais e regionais e promover melhorias concretas na vida da população brasileira.
“O Novo PAC é hoje o instrumento de coordenação dos investimentos do Estado brasileiro. Ele organiza prioridades, concentra esforços, orienta a alocação de recursos públicos e privados. O PAC permite separar o que é urgente do que é estrutural, o que é localizado do que tem impacto nacional. Diferencia o que pode ser feito de forma isolada do que precisa ser coordenado com estados, municípios, setor privado e instituições de financiamento. É a nossa forma de organizar o que é prioritário fazer em infraestrutura no país.”
De 2023 a 2025, em apenas três anos, a União investiu mais em infraestrutura do que nos quatro anos da gestão anterior: foram R$ 280 bilhões, contra R$ 197 bilhões, um aumento de cerca de 42%.
Até março de 2026, já foram executados 89,5% do total de recursos previstos no Novo PAC para o período de 2023 a 2026, o que, na prática, representa a execução de projetos, carteiras em andamento, obras contratadas, investimentos destravados e capacidade de entrega.
Habitação e crédito imobiliário
Entre os resultados apresentados no âmbito do Novo PAC, a ministra destacou os avanços na área de habitação e a expansão do crédito imobiliário, apontados como fatores importantes para o fortalecimento da infraestrutura urbana.
“Na habitação, por exemplo, em apenas três anos alcançamos a marca de 2 milhões de unidades habitacionais contratadas, uma meta prevista para os quatro anos de governo. É um recorde histórico, com a perspectiva de chegarmos a 3 milhões de unidades até o final de 2026”, citou.
Concessões e parceria com o setor privado impulsionam infraestrutura
Miriam Belchior também enfatizou a importância da parceria com o setor privado para ampliar a capacidade de execução, a inovação e a eficiência dos investimentos em infraestrutura. Segundo ela, atrair recursos privados depende de um ambiente de confiança, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e percepção de futuro.
“O setor privado só vai investir se tiver confiança, ele não vai entrar em uma aventura. E o Novo PAC alinha expectativas e mostra a direção. O Governo organiza prioridades, estrutura projetos, reduz incertezas, mobiliza financiamento e orienta o investimento para áreas estratégicas. O setor privado amplia a capacidade de execução, inovação e eficiência. Essa combinação é fundamental para transformar infraestrutura em desenvolvimento, e por isso tivemos R$ 280 bilhões de investimento em 2025”, disse Miriam.
Na área de concessões, o Governo do Brasil alcançou resultados recordes. Somente nos últimos três anos, foram realizados 57 leilões federais de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
O documento “Pacto Brasil pela Infraestrutura 2025/2026” é uma proposta assinada por entidades do setor da construção civil, com diagnóstico, metas, prioridades, estratégias de curto e médio prazo, governança e agenda prioritária para ampliação de investimentos públicos e privados.
PAC: uma ferramenta para fortalecer a infraestrutura e o crescimento do Brasil
O Novo PAC foi estruturado a partir de três premissas centrais: industrialização, transição ecológica e redução das desigualdades sociais e regionais. A proposta do programa é utilizar os investimentos para fortalecer a produção nacional, gerar empregos qualificados e ampliar a capacidade produtiva do Brasil.
O programa também incorpora a transição ecológica como eixo estratégico do desenvolvimento nacional. A carteira de investimentos prioriza fontes renováveis de energia, combustíveis de baixo carbono e ações voltadas a cidades sustentáveis e resilientes, com investimentos em drenagem, saneamento, mobilidade urbana, prevenção de desastres e logística adaptada aos efeitos dos eventos climáticos extremos.
Outra diretriz do Novo PAC é a redução das desigualdades sociais e regionais. O programa estabelece critérios de seleção que priorizam regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), além de municípios com maior déficit de serviços públicos e menor capacidade fiscal. Isso é decisivo porque a infraestrutura não pode se concentrar apenas onde o mercado já está organizado.
O objetivo é ampliar os investimentos em áreas mais vulneráveis, como Norte, Nordeste, periferias urbanas e cidades de menor porte, o que deve criar novas oportunidades econômicas e ampliar a cidadania.