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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Seminário debate desafios da educação a distância na graduação
Imagem: Lula Lopes/Ascom
A formulação de novos parâmetros para a educação a distância (EaD) na graduação pautou o debate “Diretrizes para a Educação a Distância no Âmbito da Graduação”, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Conselho Nacional de Educação (CNE). O encontro reuniu especialistas, gestores e autoridades educacionais para discutir os desafios e as perspectivas da modalidade no país.
O diretor de Articulação e Inovação em Educação Aberta da CAPES/MEC, Antonio Carlos Amorim, falou sobre a trajetória do programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), que completa 20 anos em 2026. Criado para ampliar o acesso ao ensino superior público, prioritariamente na modalidade a distância, o sistema reúne atualmente 138 instituições públicas de ensino superior em todas as regiões do país e conta com 1.072 polos de apoio presencial, concentrados principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
Segundo o diretor, a experiência do programa demonstra que a expansão da EaD deve estar associada à qualidade acadêmica e ao planejamento pedagógico. “Na UAB, a distância é uma variável pedagógica cuidadosamente planejada”, afirmou. Antonio Carlos Amorim também ressaltou que a relação entre professores e estudantes é estruturada por metodologias específicas e acompanhamento contínuo. “A interação é mediada por materiais didáticos próprios para esses ambientes”, pontuou.
Ainda de acordo com o diretor, o sistema conta com mecanismos que asseguram o acompanhamento regular dos estudantes ao longo da formação. “A flexibilidade de espaço e de tempo constitui um dos seus principais atributos”, finalizou.
A vice-presidente da Câmara de Educação Superior (CES) do CNE, Maria Paula Bucci, ressaltou que o Brasil tem o desafio de repensar a oferta da graduação e construir novos caminhos para a educação a distância.
“Vivemos um momento de inflexão na educação superior, depois de um período de desregulação. Não se trata de olhar para o passado apenas para identificar problemas, mas de aprender com eles e desenhar um novo cenário”, disse.
A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Marta Abraço, reiterou o caráter estratégico do debate para o futuro da modalidade.
“São temas fundamentais de inovação e que precisam ser compreendidos por todos para que avancemos na construção das diretrizes e no esforço de transformação da oferta da educação superior no território nacional”, acrescentou.
O encontro foi transmitido pelo canal do MEC no YouTube.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação ASCOM/CAPES)
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