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TRANSIÇÃO
Coordenadores de área na CAPES assumem mandatos e devem contribuir para fortalecer o Sistema Nacional de Pós-Graduação
Coordenadores de área na CAPES assumem mandatos. Foto: Yas Fonseca/CAPES
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, vinculada ao Ministério da Educação (CAPES/MEC), realizou, nos dias 10 e 11 de junho, em Brasília, o Fórum de Transição de Mandatos das coordenações de área. A iniciativa reuniu representantes que encerram a gestão, integrantes reconduzidos e novos membros que passam a atuar nas coordenações de área de avaliação no ciclo 2025-2028.
A mesa de abertura contou com o diretor de Avaliação da CAPES/MEC, Antonio Gomes de Souza Filho; a coordenadora-geral de Processos de Suporte à Avaliação, Talita Moreira de Oliveira; a coordenadora-geral de Normatização, Informações e Diplomas Estrangeiros, Maria de Lourdes Fernandes Neto; e a coordenadora-geral de Avaliação e Acompanhamento, Priscila Albertasse Dutra e Silva.
Antonio Gomes frisou a relevância da continuidade institucional e da contribuição das lideranças acadêmicas para o fortalecimento do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).
“Integrar uma coordenação de área é muito mais do que fazer avaliação. É uma dedicação ao Sistema Nacional de Pós-Graduação e que traz contribuições em várias dimensões para o fortalecimento de uma política pública estratégica para o país”, declarou.
Segundo o diretor, o encontro tem papel fundamental na passagem de responsabilidades entre os grupos que encerram suas atividades e aqueles que assumem novas atribuições, especialmente em um momento em que os instrumentos do atual ciclo já foram definidos.
“As pessoas mudam, mas os instrumentos, as decisões institucionais e os compromissos assumidos permanecem. Essa continuidade é uma das características que garantem a consistência das ações e a credibilidade da CAPES perante a comunidade acadêmica”, destacou.
Experiências compartilhadas
A programação foi organizada para promover troca de vivências, apresentar diretrizes e alinhar procedimentos ligados ao acompanhamento da pós-graduação brasileira. Ao longo dos dois dias, houve exposições das diretorias da Fundação, debates sobre ciência aberta, reuniões dos colégios e atividades voltadas à composição dos colegiados do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES).
Ao encerrar seu mandato na coordenação da área de Ciências da Religião e Teologia, Carolina Teles Lemos enfatizou os aprendizados construídos ao longo da experiência. Segundo ela, a atuação trouxe ganhos que ultrapassam a dimensão técnica.“O que posso dizer é que aprendi muito durante esse processo, especialmente do ponto de vista humano. Esse trabalho não empobrece as pessoas humanamente, nem as transforma em meros técnicos. Ao contrário, a gente aprende a ser mais gente, mais pessoa, mais completo e mais integrado”, afirmou.
Reconduzida para mais um período na coordenação da área de Ciências Biológicas III, Camila Indiani de Oliveira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Bahia, relembrou os desafios enfrentados quando assumiu a função pela primeira vez.
“Os meus primeiros quatro anos foram desafiadores. Quando assumi a coordenação da área, percebi a dimensão da responsabilidade do cargo e das atribuições. Foi um período difícil, mas também de enorme aprendizado”, relatou.
A pesquisadora também ressaltou a rede de apoio construída entre as coordenadoras ao longo do ciclo.
“Quero destacar a importância das coordenadoras mulheres. Formamos um grupo muito forte e unido, no qual compartilhávamos preocupações, desafios e conquistas. Isso fez toda a diferença”, acrescentou.
Perspectivas e metas
A nova coordenadora da área de Geociências, Monica da Costa Pereira Lavalle Heilbron, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), apontou que a composição da coordenação para o ciclo 2025-2028 reúne três pesquisadoras. Além dela, integram a equipe Valderez Ferreira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), reconduzida à coordenação adjunta de programas acadêmicos, e Juliana Basso, da Universidade de São Paulo (USP), responsável pela coordenação adjunta de programas profissionais.
“Nossa área está consolidada, com 55 programas distribuídos por todas as regiões do país e forte atuação em temas estratégicos para o desenvolvimento nacional, como recursos minerais e energéticos, transição energética, clima, meio ambiente e ciências do mar. Neste novo ciclo, vamos dar continuidade ao trabalho realizado até aqui, fortalecendo a inserção internacional, ampliando redes de colaboração, apoiando programas em regiões remotas e promovendo a troca de boas práticas entre os cursos”, disse.
De acordo com a pesquisadora, a coordenação também pretende realizar visitas técnicas aos programas ao longo do quadriênio para acompanhar necessidades específicas e contribuir para o desenvolvimento da área. “Seguiremos dedicados ao fortalecimento do Sistema Nacional de Pós-Graduação”, completou.
Antonio Gomes lembrou que 2026 é marcado por importantes celebrações para a educação superior e a pesquisa nacional, como os 75 anos da CAPES, os 50 anos da avaliação da pós-graduação e os 20 anos da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
O diretor também elencou os desafios que deverão mobilizar os colegiados nos próximos anos, entre eles o fortalecimento da dimensão qualitativa dos processos avaliativos, a valorização de iniciativas inovadoras desenvolvidas pelos programas e o avanço das discussões relacionadas à ciência aberta.
Posse das coordenações de área
Ao final da programação da quarta-feira (10), foi realizada a posse das coordenações das áreas de avaliação da CAPES para o ciclo 2025-2028. A cerimônia oficializou o início das atividades dos coordenadores e coordenadoras responsáveis por acompanhar e contribuir com os processos de análise e desenvolvimento da pós-graduação stricto sensu no país.
Entre os empossados está Camila Indiani de Oliveira, que seguirá à frente da área de Ciências Biológicas III. Para ela, o novo período será marcado pela manutenção das ações desenvolvidas nos últimos anos.
“Aprendi muito ao longo desses anos e me sinto mais confortável para exercer a função. Minha expectativa é conseguir formar uma nova coordenação que dê continuidade ao trabalho realizado. Nós construímos muitas coisas e queremos ver esse trabalho permanecer de pé”, pontuou.
Compromisso com o Sistema Nacional de Pós-Graduação
Ao encerrar sua participação, Antonio Gomes reforçou o papel das pessoas na construção do modelo brasileiro de acompanhamento da pós-graduação.
“O sucesso da avaliação e do Sistema Nacional de Pós-Graduação depende de pessoas comprometidas, responsáveis, dedicadas à educação superior e que contribuem para essa missão coletiva”, concluiu.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é uma fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
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