Rumo Malha Oeste - Relicitação
Andamento
Informações do projeto
| Prazo: | 57 anos |
| Extensão: | Objetos - A: 1.644,97 km; B: 1.325,56 km; C: 906,98 km |
| Investimento previsto (Capex Total): | Objetos - A: R$ 29,111 bilhões; B: R$ 23,331 bilhões; C: R$ 14,799 bilhões |
| Custos operacionais previstos (Opex): | Objetos - A: R$ 48,467 bilhões; B: R$ 51,860 bilhões; C: R$ 40,099 bilhões |
| Demanda (em milhões de toneladas): | as principais mercadorias movimentadas em 2020, em milhares de toneladas úteis, foram: minério de ferro (1.698); extração vegetal e celulose (363) e Industria Siderúrgica (42). Leilão realizado em 05/03/96. A empresa iniciou a operação dos serviços públicos de transporte ferroviário de cargas em 01/07/96. Vigência do contrato original 30 anos. |
| Audiência Pública: | AP 05/2023 |
| Histórico dos Estudos: | Andamento dos Estudos |
| Critério de julgamento do leilão: | Maior oferta de Aporte aos Recursos Vinculados. |
| Contrato atual: | Rumo Malha Oeste S.A. |
A Ferrovia Novoeste S.A. obteve a concessão da Malha Oeste, pertencente à Rede Ferroviária Federal S.A., em leilão realizado em 05 de março de 1996. A outorga dessa concessão foi efetivada por Decreto Presidencial publicado no Diário Oficial da União em 27 de junho de 1996. A empresa iniciou a operação dos serviços públicos de transporte ferroviário de cargas em 01 de julho daquele ano.
A Deliberação nº 258 de 16 de julho de 2008 da Agência Nacional de Trasnportes Terrestres (ANTT) aprovou a alteração do Estatuto Social da empresa Novoeste S.A., que passou a ser ALL – América Latina Logística Malha Oeste S.A. A partir de 2015, após um processo de fusão com a Rumo Logística, a empresa passou a ser controlada pela Rumo, que também detém as concessões das Malhas Paulista, Norte, Central e Sul, passando a denominar-se Rumo Malha Oeste. Sua área de atuação compreende os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, com 1.973 km de extensão de linhas em bitola de 1,00 m.
Em 21 de julho de 2020, a Rumo Malha Oeste protocolou, junto à ANTT, pedido de adesão ao processo de relicitação (devolução da concessão) referente ao objeto do Contrato de Concessão celebrado entre a Malha Oeste e a União, nos termos da Lei nº 13.448 de 5 de junho de 2017 e regulamentada pelo Decreto nº 9.957 de 07 de agosto de 2019.
A infraestrutura da Malha Oeste, incluindo sua via permanente, encontra-se depreciada. Durante anos, a atual concessionária realizou investimentos em patamares insuficientes para a sua manutenção. O subinvestimento acarretou perda da capacidade de transporte. Atualmente, os trens trafegam com velocidades abaixo de seu potencial e o volume de carga transportado é limitado.
O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos aprovou, em sua 14ª Reunião, realizada em 2 de dezembro de 2020, a qualificação para relicitação da Malha Oeste, por meio da Resolução de nº 146, publicada no DOU em 24 de dezembro de 2020. Esta resolução deu origem ao Decreto nº 10.633, de 18 de fevereiro de 2021.
A nova licitação da concessão da Malha Oeste é a oportunidade para que uma nova concessionária, em um novo contrato de concessão, realize os investimentos para a modernização e ampliação da ferrovia. Além disso, um novo processo licitatório permitirá a atualização do contrato de concessão com base nas melhores práticas regulatórias vigentes.
Pode-se encontrar o Termo Aditivo ao Contrato de Concessão, clicando no link a seguir: https://portal.antt.gov.br/documents/359178/faaebaea-0332-6100-dbef-d371c89594bb
Após a análise e avaliação das contribuições recebidas durante a Audiência Pública, bem como das definições de política pública estabelecidas pelo Ministério dos Transportes, os estudos técnicos foram encaminhados à ANTT, que concluiu sua análise em novembro de 2024.
Posteriormente, em decorrência da elaboração de novos estudos pelo Ministério dos Transportes, foi desenvolvido um novo Plano de Outorga. Nesse contexto, a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SEPPI) encaminhou, em novembro de 2025, os estudos de viabilidade revisados para a licitação da malha ferroviária.
Os estudos revisados incorporaram as diretrizes estabelecidas pelo Ministério dos Transportes para a construção de novos cenários de concessão, prevendo a segmentação da malha ferroviária em três alternativas distintas de estruturação. Essas alternativas possuem caráter mutuamente excludente, conforme ilustrado na figura.
Atualmente, o processo encontra-se sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU), etapa necessária para o prosseguimento do processo de licitação.