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ANA participa de encontro sobre integração de dados hídricos da Bacia Amazônica
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) participou da Mesa Conjunta de Interoperabilidade do Grupo Regional de Monitoramento da Qualidade e Quantidade da Água, realizada de 24 a 26 de agosto, em Brasília. O encontro reuniu representantes técnicos e diplomáticos dos oito países amazônicos para avançar na interoperabilidade de dados hidrométricos e de qualidade da água e na construção de uma visão regional sobre os recursos hídricos da Bacia Amazônica.
A iniciativa foi promovida no âmbito do Projeto Bacia Amazônica – Implementação do Programa de Ações Estratégicas (PAE), executado pela Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e financiado pelo Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF).
Pela ANA, participaram Marcelo Pires, especialista em Recursos Hídricos e Saneamento Básico; Flávio d'Castro Filho, coordenador de Planejamento da Rede Hidrometeorológica da Superintendência de Gestão da Rede Hidrometeorológica (SGH); João Carlos Carvalho, especialista em Regulação de Recursos Hídricos e Saneamento Básico; Maurrem Vieira, coordenador da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água da SGH; Ana Catarina Nogueira, especialista em Regulação de Recursos Hídricos e Saneamento Básico; e Henrique Veiga, superintendente adjunto de Planos, Programas e Projetos.
O encontro envolveu representantes de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela e tratou da conexão progressiva dos sistemas nacionais de monitoramento ao Observatório Regional Amazônico (ORA), permitindo o intercâmbio e a integração das informações produzidas pelas instituições responsáveis pelo monitoramento hídrico nos oito países.
Durante o encontro, Marcelo Pires destacou que o ORA cria condições para reunir as informações produzidas pelas instituições nacionais e construir uma leitura compartilhada dos recursos hídricos da Amazônia. Com a integração, os dados deixam de ser analisados somente dentro dos limites de cada país e passam a contribuir para uma visão regional da Bacia.
As duas redes regionais de monitoramento abrangem aproximadamente 920 estações na Bacia Amazônica. A Rede Hidrológica Amazônica reúne dados de 677 estações, enquanto a Rede de Qualidade da Água conta com informações de 501 estações, sendo que parte delas integra as duas redes e monitora tanto a quantidade quanto a qualidade da água.
Entre os resultados da Mesa está a definição, como uma das prioridades, da elaboração do Panorama Regional dos Recursos Hídricos na Amazônia, que deverá ser produzido a cada quatro anos e oferecer uma análise regional baseada em bacias estratégicas priorizadas. Também está prevista a produção de relatórios regionais anuais e o avanço na geração de relatórios mensais automatizados para apoiar a tomada de decisões.
Outro resultado foi a adoção da versão final dos Termos de Referência do Grupo Regional de Monitoramento da Qualidade e Quantidade da Água, consolidando uma instância técnica regional permanente para sustentar e ampliar a integração. Entre as atribuições do grupo estão facilitar o intercâmbio contínuo de dados, contribuir para a implementação dos protocolos regionais de monitoramento, identificar lacunas e necessidades de capacitação e participar da elaboração de produtos regionais.
Com informações da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA)
Fotos: Paula Drummond (ORA/OTCA)
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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