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Cibersegurança
GSI/PR participa do Fórum Internacional de Segurança em Moscou
Crédito: TV BRICS
O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) participa até o dia 29 de maio do Fórum Internacional de Segurança, realizado sob a égide do Conselho de Segurança da Rússia, na capital Moscou. Mais de 140 delegações estrangeiras de aproximadamente 120 países, incluindo nações africanas, todos os países da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), do BRICS e da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), além da maioria dos países do Oriente Médio e da América Latina. O número total de participantes chega a 5 mil pessoas, entre secretários de conselhos de segurança, chefes de serviços de inteligência, representantes de organizações internacionais e especialistas.
O Secretário-Executivo do GSI/PR, General Washington Rocha Triani, foi o representante do Brasil no evento e participou do painel “Cooperação Internacional em Segurança da Informação”, no qual destacou a importância de uma governança internacional em cibersegurança: "A evolução da inteligência artificial, que se transformou de ferramenta funcional em agente atacante autônomo, coloca diante de nós uma tarefa urgente: precisamos criar um mecanismo de governança global para definir normas de comportamento responsável e mecanismos claros de responsabilização no ciberespaço. [...] O Brasil reafirma seu compromisso com a ampliação da cooperação multilateral, especialmente no âmbito do BRICS, voltada para a redução das ameaças cibernéticas e a diminuição da desigualdade tecnológica".
O General Triani também mencionou a necessidade de adoção de padrões internacionais de criptografia, com atenção à soberania digital dos Estados diante dos desafios impostos pelas ameaças cibernéticas e pelas novas tecnologias: "É extremamente importante que adotemos padrões globais para algoritmos de criptografia pós-quântica. Para países como o Brasil, essas ações devem ser equilibradas com a busca pela soberania digital. [...] Por isso, propomos uma estratégia de neutralidade ativa, caracterizada pela diversificação de fornecedores e pela implementação de garantias contratuais rigorosas, como auditoria algorítmica e localização de dados".
Crédito das imagens: TV BRICS
