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PROTEÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS
Governo do Brasil lança Painel de Monitoramento de ações na Terra Indígena Yanomami
Dados segmentados sobre políticas no território estão disponíveis a gestores públicos através do painel | Foto: Wagner Lopes/CC
O Governo do Brasil agora possui um painel digital para monitorar as ações e políticas públicas executadas na Terra Indígena Yanomami. A ferramenta reúne informações sobre o território com atualização periódica e será disponibilizada a gestores de ministérios e outros órgãos públicos.
Além de agregar dados territoriais e de densidade populacional, o painel conta com indicadores de monitoramento da emergência Yanomami e os disponibiliza de forma integrada e georreferenciada, contribuindo para o aperfeiçoamento da governança e para a tomada de decisão.
Durante evento de lançamento da ferramenta, na última sexta-feira (17), a secretária-adjunta da Secretaria de Articulação e Monitoramento da Casa Civil (SAM/CC), Débora Beserra, apresentou um panorama das dificuldades encontradas pelo Governo Federal logo nos primeiros dias de 2023, quando foi constatada a gravidade da crise sanitária e nutricional no território. "A Emergência Yanomami era a primeira de todas as prioridades do governo. A gente tem a clareza de que agora precisamos consolidar, para que seja muito difícil de ser destruído novamente. Esse trabalho é permanente, e ter dados organizados e territorializados é muito importante para a gente continuar implementando as políticas públicas, porque se trata de planejamento e acompanhamento da realidade por meio de indicadores", destacou.
A presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Joênia Wapichana, ressaltou a complexidade e diversidade do território. "Esse esforço coletivo dos órgãos está trazendo resultados, e eu consigo visualizar não apenas com os dados, mas com resultados reais. São ações concretas e coordenadas, que demonstram o envolvimento e uma resposta mais próxima e alinhada de governo frente ao que aconteceu no período anterior", disse.
Parceria
De iniciativa da Casa Civil da Presidência da República e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), o painel tem o objetivo de disponibilizar dados demográficos, cartográficos, de saúde, de equipamentos públicos e as principais informações sobre os projetos implementados na Terra Indígena Yanomami, fortalecendo os mecanismos da gestão pública.
A ferramenta receberá contribuições dos ministérios da Saúde (MS); do Desenvolvimento Agrário (MDA); da Educação (MEC); do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS); da Pesca e Aquicultura (MPA); e a Funai. Nos próximos meses, ela contará também com o apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
A secretária-adjunta da SAM, Janini Ginani, agradeceu ao Censipam e aos órgãos parceiros pela contribuição com as informações atualizadas e coordenadas. “A gente espera que vocês aproveitem bastante e nos deem devolutivas do que pode ser aprimorado. A ideia é que possamos ter informações mais territorializadas para que possamos qualificar esse trabalho cada vez mais”, afirmou.
Resultados concretos
O diretor operacional do Censipam, Marcelo Sabbá de Alencar, agradeceu em nome da instituição a oportunidade de colaborar com o projeto. "Sabemos que a ferramenta de apoio à decisão vai dar essa consciência situacional a cada um dos senhores e senhoras que vão executar as ações. A gente se sente muito feliz e honrado de ter participado desse processo”, disse.

- Durante o evento, representantes do governo contextualizaram desafios e avanços da atuação na terra indígena desde 2023 | Foto: Wagner Lopes/CC
Governo do Brasil impõe R$ 500 milhões em prejuízo ao garimpo na Terra Indígena Yanomami
Desde março de 2024, com a abertura da Casa de Governo, o trabalho conjunto do Governo Federal passou a priorizar o desmonte da estrutura logística que sustenta o garimpo, com foco na fiscalização de pistas clandestinas, apreensão de combustíveis, embargo de áreas degradadas e prisão de envolvidos em atividades ilegais.
As ações são coordenadas pela Casa Civil da Presidência da República e contam com a participação de mais de 20 ministérios e órgãos federais.