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Combate a incêndio: primeira brigada indígena feminina é formada no Tocantins

O curso teve o objetivo de apoiar as ações ambientais que já vinham sendo desenvolvidas na região pelos brigadistas da etnia Xerente
Publicado em 13/09/2021 15h47
Brigada feminina

A brigada voluntária trará, neste caso específico, um fortalecimento das questões das mulheres indígenas - Foto: Divulgação/Funai

Ocorreu entre os dias 18 e 20 de agosto, na aldeia Cachoeirinha, localizada no município de Tocantínia (TO), o curso de formação de brigada para mulheres indígenas da etnia Xerente. É a primeira brigada indígena totalmente feminina formada no Brasil e formou, ao todo, 29 brigadistas voluntárias que atuaram em ações de prevenção e combate a incêndios florestais.

O curso teve o objetivo de apoiar as ações ambientais que já vinham sendo desenvolvidas na região pelos brigadistas Xerente do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Prevfogo/Ibama), com o suporte da Funai.

O treinamento contou com a colaboração da unidade descentralizada da fundação localizada em Palmas (TO), que disponibilizou transporte e pessoal para auxiliar o deslocamento das indígenas das aldeias; do Serviço Florestal Americano; e da prefeitura municipal de Tocantínia. A previsão é de que a ação tenha continuidade e de que mais cursos como esse sejam realizados nos próximos anos.

Cerca de 100 aldeias, aproximadamente quatro mil indígenas, serão beneficiadas com a formação das mulheres Xerente. A brigada voluntária, além dos benefícios climáticos já conhecidos, como a melhora da qualidade do ar com a diminuição do fogo e, consequentemente, da emissão de gases nocivos à atmosfera, trará, neste caso específico, um avanço para as questões de gênero, protagonismo e fortalecimento das mulheres indígenas.

Com informações da Funai