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Leilões de aeroportos vão injetar mais de R$ 6 bilhões no setor

Os 22 aeroportos serão concedidos à iniciativa privada por um período de 30 anos
Publicado em 07/04/2021 11h22 Atualizado em 07/04/2021 13h12
Leilões de 22 aeroportos vão injetar mais de R$ 6 bilhões de investimentos no setor

O investimento é de R$ 2,85 bi no Bloco Sul, R$ 1,8 bi no Bloco Central e R$ 1,48 bi no Bloco Norte - Foto: EBC

O Ministério da Infraestrutura, por meio da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), realizou, nesta quarta-feira (7), o leilão da 6ª rodada de concessões de aeroportos. Foram ofertados na B3, em São Paulo, 22 aeroportos agrupados em três blocos. 

Os 22 aeroportos serão concedidos à iniciativa privada por um período de 30 anos. Em condições normais de demanda, os três blocos de aeroportos – liderados por Curitiba (PR), Goiânia (GO) e Manaus (AM)– processam, juntos, cerca de 11% do total do tráfego de passageiros do País, o equivalente a 24 milhões de viajantes por ano (dados de 2019).

“Começamos a nossa Infra Week com o pé direito e isso tem que ser celebrado. As vitórias têm de ser celebradas. Temos um desafio importante pela frente. Vamos superar a pandemia e temos o desafio da geração de emprego. O emprego vai vir pela mão do investimento privado, não há outra alternativa porque temos que seguir a nossa trajetória de responsabilidade fiscal, nosso compromisso com a solvência”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, no fim do leilão.

Investimentos

O bloco Norte, que inclui os aeroportos de Manaus (AM), Tabatinga (AM), Tefé (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC) e Boa Vista (RR) foi arrematado pelo consórcio Vinci Airports com a proposta de R$ 420 milhões, um ágio de 777,41% em relação ao lance mínimo que era de R$ 47,86 milhões.

Já os blocos Central, formado por Goiânia (GO), Palmas (TO), São Luís (MA), Imperatriz (MA), Teresina (PI) e Petrolina (PE) e Sul, com Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR), Londrina (PR), Bacacheri em Curitiba (PR), Navegantes (SC), Joinville (SC), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS) ficaram com Companhia de Participações em Concessões que ofereceu R$ 754 milhões para o bloco Central e R$ 2,1 bilhões o Sul. Os ágios em relação aos lances mínimos (R$ 8,14 milhões no primeiro e R$ 130,20 milhões no segundo) ficaram em 9.156,01% e 1.534,36%, respectivamente.

Com informações do Ministério da Infraestrutura