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EDUCAÇÃO BÁSICA
Professores de Física realizam imersão no maior acelerador de partículas do mundo
Imagem: Sociedade Brasileira de Física
Educadores de Física da rede pública participaram de uma imersão técnica nas instalações do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), em Genebra, na Suíça, onde está localizado o maior acelerador de partículas do mundo.
A atividade ocorreu por meio do Programa Brasileiro de Professores no Conselho Europeu para Pesquisa Nuclear (CERN), iniciativa executada no Brasil em parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Sociedade Brasileira de Física (SBF).
Participaram da iniciativa 24 docentes das cinco regiões do país, sendo 12 professoras e 12 professores. O edital do programa estabeleceu reserva mínima de 50% das vagas para mulheres como uma importante estratégia de promoção da equidade de gênero na ciência.
Para viabilizar a missão internacional, a CAPES/MEC investiu aproximadamente R$ 276,37 mil na ação, sendo cerca de R$ 30 mil destinados ao pagamento de auxílio financeiro aos participantes e R$ 246,137 mil repassados para custeio da execução do programa, incluindo passagens aéreas, hospedagem, alimentação, seguro-saúde, taxas académicas e materiais didáticos.
A diretora de Formação de Professores da Educação Básica da CAPES/MEC, Márcia Serra Ferreira, destacou que a iniciativa fortalece a conexão entre a educação básica e a produção científica interacional.
"O Programa CERN representa uma oportunidade única de aproximação entre a educação básica e a ciência de ponta produzida no mundo. Ao proporcionar que professores da rede pública vivenciem experiências formativas em um dos mais importantes centros de pesquisa científica internacional, fortalecemos não apenas a formação docente em Física contemporânea, mas também a capacidade desses educadores de inspirar estudantes e ampliar o interesse pela ciência, tecnologia e inovação nas escolas brasileiras", pontuou.
Integrante da comitiva brasileira, a física Miriam Gandelman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressaltou o entusiasmo dos participantes diante da estrutura e das atividades oferecidas pelo CERN.
Segundo ela, é importante desmistificar a figura do cientista perante professores e estudantes da rede pública brasileira. "A ideia é que a gente consiga ter não só um conteúdo de Física contemporânea, mas também propostas pedagógicas de como transformar essas informações em atividades que façam parte do currículo escolar”, explicou Miriam.
Durante a programação, os educadores conheceram o Grande Colisor de Hádrons (LHC), um anel de 27 quilômetros de imãs supercondutores localizado a cerca de 100 metros de profundidade, capaz de impulsionar partículas subatômicas, como prótons e íons, a velocidades próximas à da luz.
O acelerador permite investigar as estruturas fundamentais da matéria e compreender fenômenos relacionados à origem e a composição do Universo, sendo considerado uma das maiores estruturas cientificas já construídas.
Além das visitas técnicas ao laboratório, os professores brasileiros participaram de palestras, oficinas, exposições e atividades voltadas à Física de Partículas e à pesquisa científica contemporânea e ao ensino de Física. O professor, Felipe Cabral, do Centro Educacional (CED), do Lago Sul, em Brasília (DF), ressaltou o impacto da vivência na prática docente. "Essa experiência é transformadora. Estou mais preparado para aproximar a pesquisa cientifica dos meus alunos e mostrar novas possibilidades de carreira e estudo", disse.
Com informações da Sociedade Brasileira de Física
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação ASCOM/CAPES)
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