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Pesquisa e pós-graduação ganham destaque em simpósio sobre biossegurança
Imagem: Divulgação
A capacidade da ciência brasileira de responder a desafios sanitários, ambientais e tecnológicos foi o centro das discussões do I Simpósio de Ciência, Tecnologia e Inovação em Bioproteção, Biossegurança e Biodefesa, realizado no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, 20. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC) esteve representada pelo presidente em exercício e diretor de Avaliação, Antonio Gomes de Souza Filho, que participou do painel “Estratégias de Fomento à Ciência e Tecnologia”.
Promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Marinha do Brasil, o encontro reuniu especialistas, pesquisadores, profissionais da saúde, estudantes e representantes de instituições estratégicas para debater avanços científicos e soluções voltadas à proteção da saúde pública e do meio ambiente.
Durante o painel, o professor Antonio Gomes apresentou dados que comprovam a robustez do sistema de formação brasileiro. Atualmente, o país forma cerca de 92 mil mestres e doutores por ano, distribuídos em aproximadamente cinco mil cursos de pós-graduação, alcançando 350 cidades.
Na avaliação do presidente em exercício da CAPES/MEC, essa expansão contribuiu para ampliar a presença da produção científica em diferentes regiões e fortalecer a soberania científica nacional. “Hoje, as instituições que mais produzem conhecimento sobre a Amazônia estão na própria Amazônia”, afirmou ao explicar a importância da interiorização da pesquisa científica brasileira.
Gomes também pontuou a atuação da comunidade científica diante de emergências sanitárias e ambientais registradas nos últimos anos. Entre os exemplos apresentados, estão pesquisas relacionadas a doenças como: zika, chikungunya, covid-19 e dengue, além de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de vacinas e estratégias de monitoramento epidemiológico.
Outro ponto abordado foi a construção de novos modelos de formação acadêmica voltados a áreas estratégicas. Segundo ele, a Fundação está aberta a acolher propostas de arranjos interdisciplinares para formação de mestres e doutores capazes de integrar diferentes campos do conhecimento em torno de temas ligados à bioproteção e à biossegurança.
Antonio Gomes concluiu a apresentação apontando importantes iniciativas da CAPES desenvolvidas em parceria com instituições da área de defesa, como o Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação Recursos do Mar, o Pró-Defesa, o ProAntar e o ProCAD Defesa.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é uma fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
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