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70 ANOS

Financiamento da CAPES é chave em combate a doenças

Pesquisadores dentro e fora do Brasil passam longas horas em laboratórios e destacam a importância da bolsa da Fundação
Publicado em 11/06/2021 12h05 Atualizado em 11/06/2021 12h07

A mato-grossense Alejandra Sousa é doutoranda em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no enfrentamento ao novo coronavírus. A bolsa da CAPES foi importante para ela poder deixar o estado natal e atuar em pesquisa que utiliza nanopartículas para combater a COVID-19.

“Nós desenvolvemos lipossomas (vesículas invisíveis a olho nu com função de atrair o vírus e diminuir a capacidade de invasão celular) e isso requer uma dedicação muito grande. São cerca de oito horas de trabalho diário, e isso só é possível em função da bolsa”, explica Alejandra, financiada por meio do Programa de Combate a Epidemias.

Histórias como a da pesquisadora são recorrentes entre bolsistas. O estudo de doenças requer longas horas em laboratórios, o que é viabilizado pelo financiamento da Fundação. Prestes a completar 70 anos e presente em 7 mil cursos de pós-graduação, a CAPES é elemento fundamental para a ciência brasileira.

Também com bolsa, o biotecnólogo Salatiel Ribeiro Dias participou de pesquisa que identificou uma infecção na Amazônia nunca antes relatada, pela bactéria Rickettsia typhi. O trabalho resultou em artigo publicado na revista Doenças Infecciosas Emergentes, periódico mantido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos.

“Recebo a bolsa pelo Programa de Demanda Social (DS), o que me permite dedicação integral à pesquisa. Isso foi de grande importância para o desenvolvimento do meu projeto e sem esse apoio seria impossível realizar o trabalho e as viagens que ele me exigiu”, afirma Ribeiro Dias.

O trabalho não se restringe ao território brasileiro. A internacionalização é uma marca sempre buscada pela CAPES. A hoje ex-bolsista Amanda Duarte identificou um protozoário até então não catalogado em um morcego enquanto cursava Ciências Veterinárias pela Murdoch University, na Austrália, com bolsa de doutorado pleno pela Fundação. Ela recebeu um prêmio pela descoberta.

“O meu desempenho e minhas produções científicas até o momento, como um todo, foram importantes para que eu ganhasse este prêmio. Porém, meus trabalhos de maior destaque estão relacionados à minha tese”, relata a pesquisadora.

O enfermeiro Luís Carlos Lopes-Júnior é outro pesquisador a ter o trabalho reconhecido após vivência fora do País com bolsa da CAPES. A tese de doutorado dele mostrou como as intervenções dos palhaços-doutores, conhecidos como clowns, influenciam na saúde de crianças hospitalizadas com câncer. A pesquisa deu origem a outros artigos que já repercutiram pelo mundo.

“Recebi duas modalidades de bolsas da CAPES no meu doutoramento: uma regular de e outra pelo Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE), a última recebida durante o período realizado na University of Alberta, no Canadá. Isso foi extremamente importante para selar a internacionalização na minha formação acadêmica, abrindo canais de colaboração em pesquisas e publicações científicas com instituições norte-americanas”, conta Lopes-Júnior.

Dentro ou fora das fronteiras brasileiras, a CAPES atua pelo desenvolvimento científico, tecnológico, social e econômico do País. São sete décadas de trabalho contínuo na estruturação do Sistema Nacional de Pós-Graduação. Isso possibilita, entre outras coisas, pesquisas de excelência que ajudem a saúde pública mundial.

Legenda das imagens:
Banner : Logotipo criado em comemoração aos 70 anos da CAPES (Foto: CCS/CAPES)
Imagem 1: Alejandra Sousa atua no combate à COVID-19 com bolsa da CAPES pelo Programa de Combate a Epidemias (Foto: Guilherme Pêra - CCS/CAPES)
Imagem 2: Salatiel Ribeiro Dias participou de pesquisa que identificou infecção por bactéria na Amazônia nunca antes relatada  (Foto: Arquivo Pessoal) 
Imagem 3: Amanda Duarte identificou um protozoário até então não catalogado em um morcego, na Austrália (Foto: Arquivo Pessoal)
Imagem 4: Luis Carlos Lopes-Júnior mostrou como as intervenções dos palhaços-doutores influenciam na saúde de pacientes pediátricos com câncer (Foto: Arquivo Pessoal)

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação CCS/CAPES)
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