Malha Sul - Licitação
Andamento
Informações do projeto
| Prazo: | em estudo |
| Extensão: | 7.223 km |
| Investimento previsto (Capex): | em estudo |
| Custos operacionais previstos (Opex): | em estudo |
| Demanda (em milhões de toneladas): | em estudo |
| Outorga: | em estudo |
| Audiência Pública: | a realizar |
| Critério de julgamento do leilão: | a definir |
| Contrato atual: | Rumo Malha Sul S.A. |
A Ferrovia Sul Atlântico S.A. obteve a concessão da Malha Sul, pertencente à Rede Ferroviária Federal S.A., em leilão realizado em 13 de dezembro de 1996. A outorga dessa concessão foi efetivada por Decreto Presidencial publicado no Diário Oficial da União em 24 de fevereiro de 1997.
A empresa iniciou a operação dos serviços públicos de transporte ferroviário de cargas em março de 1997. Após alteração do seu Estatuto Social, passou a denominar-se ALL – América Latina Logística S.A. A partir de 2015, após um processo de fusão com a Rumo Logística, passou a ser controlada pela Rumo, que também detém as concessões das Malhas Oeste, Paulista, Central e Norte, passando a denominar-se Rumo Malha Sul.
As principais mercadorias movimentadas em 2019, em milhares de toneladas úteis (TUs), foram: soja e farelo de soja, 8.817; combustíveis, 3.593; milho, 3.499; contêineres, 1.282; fertilizantes, 1.017; cimento e construção civil, 1.068; celulose, 870. Grande parte dos fluxos é destinada aos portos de Paranaguá, São Francisco do Sul e Rio Grande.
O Ministério dos Transportes, por meio da Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário, encaminhou os estudos de viabilidade do projeto, estruturado em três trechos atualmente integrados à concessão da Rumo Malha Sul: (i) o Corredor Paraná–Santa Catarina, que concentra a maior parte das cargas da Malha Sul, com predominância de exportações agrícolas — especialmente grãos — escoadas pelos portos de Paranaguá e São Francisco do Sul, além de apresentar perspectiva de crescimento relevante impulsionado pela produção do Centro-Oeste e do oeste do Paraná; (ii) o Corredor Rio Grande, caracterizado pela predominância de cargas vinculadas ao Porto de Rio Grande, com destaque para grãos, significativa participação de combustíveis e potencial de crescimento limitado, condicionado sobretudo a ganhos de produtividade; e (iii) o Corredor Mercosul (Interestadual), que conecta o estado de São Paulo ao Rio Grande do Sul e à Argentina, integrando-se a diferentes malhas ferroviárias ao longo do percurso e prevendo investimentos relevantes, com ênfase na reconstrução da infraestrutura no território gaúcho.
Os estudos técnicos e documentos jurídicos estão em análise na ANTT e, tão logo essa etapa seja concluída, a ANTT apresentará a proposta à sociedade por meio de Audiência Pública, a qual tem por objetivo receber contribuições ao aprimoramento dos referidos documentos.