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Na Cúpula Mundial de Bacias, ANA reforça papel do Brasil na governança hídrica internacional
A diretora-presidente interina da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Larissa Rêgo, participou nesta quarta-feira (17) da Sessão de Alto Nível da 13ª Cúpula Mundial de Bacias da Rede Internacional de Organismos de Bacia (RIOB), realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O evento reúne representantes de organismos de bacia, governos, instituições internacionais, pesquisadores e especialistas de dezenas de países para debater soluções integradas para a gestão dos recursos hídricos, a segurança hídrica e a adaptação às mudanças climáticas.
A participação na cúpula ocorre em um momento simbólico: o Brasil assume formalmente a presidência da RIOB para o biênio 2026–2028, sucedendo a França. Com isso, a ANA passa a exercer a presidência executiva da rede, ampliando o protagonismo do país na agenda global da água pelos próximos dois anos.
Brasil assume liderança global na gestão de bacias
Em seu discurso, Larissa Rêgo destacou a relevância histórica do momento para a governança hídrica brasileira e internacional. "Este é um momento marcante para a gestão de recursos hídricos no Brasil, mas, sobretudo, para a segurança hídrica, ter uma agenda da água global. O Brasil recebe agora a presidência da Rede de Autoridades de Água também, nos próximos dois anos", afirmou.
A diretora-presidente interina ressaltou que o Brasil, embora detenha cerca de 12% das reservas de água doce do planeta, enfrenta desafios crescentes para garantir os múltiplos usos dos recursos hídricos. "A ANA tem esse papel importante, desde o saneamento básico, mas, para garantir, sobretudo, a geração de energia, a navegabilidade, a agricultura e os demais recursos", disse. Ela também chamou atenção para episódios críticos recentes, citando a utilização do volume morto do Sistema Cantareira como exemplo dos desafios enfrentados pela gestão hídrica nacional.
Larissa enfatizou que a cooperação internacional é condição indispensável para a segurança hídrica diante das mudanças climáticas. "A gestão perpassa por integração e cooperação, mas, sobretudo, com acordos bilaterais", declarou. Segundo ela, o Brasil e o mundo enfrentam os efeitos das alterações climáticas em um cenário de projeções cada vez mais preocupantes para o hemisfério sul.
Ao final, a dirigente destacou que cúpula representa uma oportunidade para aprofundar o debate e fortalecer a produção de dados robustos e atualizados que subsidiem decisões cada vez mais eficientes na gestão das águas.
Investimentos e governança hídrica do Brasil
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também participou da sessão e contextualizou a presença do Brasil na cúpula dentro de uma agenda de fortalecimento institucional, cooperação e investimentos em segurança hídrica.
Ao abordar os impactos das mudanças climáticas, o ministro destacou a necessidade de atuação conjunta entre governos, instituições e organismos de bacia. "Os desafios que enfrentamos exigem diálogo, coordenação e trabalho conjunto. Secas, enchentes e outros eventos climáticos extremos, como mais recentemente temos vivido no Brasil, têm afetado comunidades e economias de diferentes países do mundo", declarou
Segundo Góes, esse cenário reforça a importância de uma gestão integrada dos recursos hídricos. "Esses desafios mostram que precisamos atuar de forma integrada, considerando as bacias hidrográficas como um espaço de planejamento, de cooperação e construção de soluções", afirmou.
Waldez destacou ainda que o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, responsável pela Política Nacional de Recursos Hídricos, atua com foco na promoção da segurança hídrica, do desenvolvimento sustentável e da resiliência climática. "Acreditamos que a gestão das águas deve promover segurança hídrica, desenvolvimento sustentável e maior resiliência diante dos desafios climáticos, além, lógico, de contribuir para a implementação do ODS 6 e de diversos outros objetivos da Agenda 2030."
A sessão também contou com a participação de outras autoridades, como o secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Mascarenhas; a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Denise Rambaldi; Benedito Braga, presidente honorário do Conselho Mundial da Água; e a embaixadora francesa para o Meio Ambiente e ex-ministra Barbara Pompili, representante da presidência francesa da RIOB.
Agenda temática da cúpula
A 13ª Cúpula Mundial de Bacias, que segue até 19 de junho, tem como tema central a governança cooperativa de bacias para a segurança hídrica. Além da sessão de alto nível desta quarta-feira, a programação inclui debates sobre dados e monitoramento hídrico, diálogo entre cidades e bacias, biodiversidade, adaptação climática e recursos hídricos não convencionais.
O evento também prevê discussões preparatórias para o Diálogo Interativo "Água para a Cooperação", que integrará a Conferência da ONU sobre a Água de 2026.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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