Notícias

Secretário do MCTI apresenta a senadores estágio de desenvolvimento de vacinas nacionais financiadas pelo ministério

Durante evento virtual, Marcelo Morales detalhou diferentes estratégias de atuação do MCTI no combate à pandemia
Publicado em 08/04/2021 16h20 Atualizado em 13/04/2021 14h23
IMG_9412.jpg

Foto: Leonardo Marques - ASCOM/MCTI

A Versamune MCTI deve iniciar em breve os testes clínicos (fases 2 e 3) com pacientes e - se os ensaios clínicos não atrasarem - a perspectiva é de que o Brasil tenha uma vacina 100% nacional até o fim do segundo semestre deste ano, declarou o secretário de Pesquisa e Formação Científica do MCTI, Marcelo Morales, em audiência na Comissão Temporária da Covid-19 do Senado Federal, nesta quinta-feira (8). “Isso vai ficar como legado da produção de IFAs (Insumos Farmacêuticos Ativos) nacionais e agora vamos investir em um centro de vacinas para a produção desses insumos com essa competência nacional instalada.”

A audiência pública na Comissão do Senado reuniu uma série de representantes do governo federal e de instituições da área de saúde para debater a transferência, para o Brasil, de tecnologia para a produção de vacinas contra a Covid-19. De acordo com o secretário, o MCTI apoia 15 estratégias de vacinas nacionais e 3 delas estão em fase mais adiantada.

A Versamune MCTI, desenvolvida em parceria com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, já protocolou na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de autorização para testes em pacientes. Segundo Morales, na fase pré-clinica a vacina demonstrou uma alta capacidade para ativar todo o sistema imunológico. “A vacina tem uma resposta humoral bastante robusta e uma resposta celular muito importante e inata”. Outros dois projetos em fase adiantada, financiados pelo ministério, são uma vacina de spray nasal e uma vacina ambivalente contra gripe sazonal e Covid-19.

O secretário destacou que desde fevereiro de 2020 o MCTI promove uma série de ações de enfrentamento ao coronavírus. A primeira medida foi a criação da RedeVírus MCTI, que reúne especialistas de todo o país e definiu as prioridades no combate à pandemia: desenvolvimento de vacinas; medicamentos (reposicionamento de fármacos); diagnósticos; sequenciamento em larga escala do vírus circulante no país; biobanco e impactos sociais e econômicos da pandemia.

Dentro da estratégia de medicamentos, Marcelo Morales anunciou que o MCTI financia o desenvolvimento de um novo remédio para pacientes infectados com a Covid-19. “É um antiviral que finalizou os testes em animais e muito em breve vai entrar com protocolo na Anvisa. Teremos um antiviral, brasileiro e inédito contra o coronavírus.”

Fábricas de vacina animal

Durante a audiência, os senadores discutiram a possibilidade de utilização de laboratórios de vacina animal para a produção de vacinas contra a Covid-19 no Brasil. Para o secretário do MCTI, a alternativa é viável e o ministério já deu início a uma interlocução entre pesquisadores e o setor produtivo de vacinas animais. “É uma opção importante como alternativa de produção em escala também da vacina nacional. As plataformas dessas fábricas são compatíveis com as vacinas que estão recebendo investimentos do MCTI”, reforçou Morales.

A audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19, presidida pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO), contou com a participação de diversas autoridades como a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade; do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas; e do diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

Ciência e Tecnologia