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Deputado Capitão Alberto Neto busca apoio técnico do MCTI em projeto social

Projeto DNA do Brasil já atendeu mais de 300 mil crianças no país, identificando potenciais futuros profissionais no esporte, nas ciências, artes e outras áreas
Publicado em 07/04/2021 19h29 Atualizado em 07/04/2021 19h31
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Foto: Neila Rocha - ASCOM/MCTI

Mais importante do que um projeto social voltado para crianças e jovens é um programa que acompanhe os estudantes com métricas comparativas para potencializar aptidões específicas de cada um. O projeto DNA do Brasil Talentos que já atendeu mais de 300 mil crianças em diferentes cidades do Brasil tem como diferencial o acompanhamento individualizado de cada estudante durante todo período escolar. A iniciativa de levar o programa ao conhecimento do MCTI foi do deputado Federal, Capitão Alberto Neto (Republicanos/AM) que solicitou audiência com o ministro Marcos Pontes para apresentar o programa.

O coordenador do projeto e presidente do Instituto IDECACE, Wilson Cardoso, realizou a apresentação sobre o funcionamento do DNA do Brasil. “O mais difícil não é identificar os talentos em cada aluno, mas sim desenvolver este talento”, disse Cardoso. O projeto atende atualmente cerca de 90 mil crianças com acompanhamento individualizado. O programa coleta dados como sobrepeso, autoestima, se existe conflito familiar e realiza testes vocacionais para identificar talentos. “Conseguimos saber se o aluno tem vocação para ser um empreendedor, um atleta, ou um cientista com nossas métricas”, explicou o coordenador do projeto.

“O projeto possui um banco de dados com todas as informações dos alunos. Queremos a ajuda do MCTI para transformar esses números em políticas públicas para que o projeto cresça cada vez mais”, acrescentou o deputado Capitão Alberto Neto.

Além do acompanhamento dos alunos o projeto prevê também a qualificação de profissionais de educação para aprender as métricas do programa. “Queremos formar cerca de 30 mil professores que nos auxiliarão no projeto e ainda receberão certificado do MEC”, explicou Cardoso.

O ministro do MCTI, astronauta Marcos Pontes demonstrou muito entusiasmo com o projeto. “Na minha juventude eu fiz quatros escolas técnicas e isso mudou a minha vida. Seria interessante unir os laboratórios de métricas em projetos do MCTI”, afirmou Pontes.

O MCTI está em processo de adquirir um prédio onde funcionava a antiga Base Aérea em Fortaleza. A ideia é buscar parcerias no setor privado para montar no local uma espécie de Complexo de Divulgação Científica e Tecnológica com museus, laboratórios, salas de vídeo e muito mais. “Podemos usar um laboratório de métricas do DNA do Brasil quando nosso espaço no Ceará ficar pronto”, garantiu Marcos Pontes.

Também participaram da reunião o assessor Institucional do Ministério da Defesa, Comandante Barros, a secretaria de Articulação e Promoção da Ciência do MCTI, Christiane Corrêa e o Diretor do Departamento de Promoção e Difusão da Ciência, Tecnologia e Inovação, Daniel Lavouras.

Conheça o projeto

O Programa é estruturado na Detecção de Talentos para Esporte e Vocação Profissional, balizado em um método científico nas áreas que tem nos seus fundamentos os seguintes pressupostos: avaliação biológica, psicológica, sociológica, vocacional e motora. Tem como base o apoio aos estados brasileiros na inclusão social, formação de atletas, adequação e criação de infraestrutura esportiva, detecção de talentos esportivos, orientação vocacional, implantação de sistema de gestão de centros esportivos, disseminação das metodologias de atletas olímpicos, publicação de livros para professores e alunos da rede pública de ensino e criação de uma campanha social para envolvimento da população. O objetivo é ser referência no país, nas questões que envolvam sustentabilidade social, instrumentalizando pessoas, empresas e organizações não governamentais.

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