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Relatório destaca a participação ativa dos conselheiros do CCT na 5ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia
Participação da conselheira do CCT e presidente da Academia Brasileira de Ciências, Helena Nader, na discussão do tema “Oportunidades e desafios para o desenvolvimento nacional sustentável e inclusivo”. Foto: Ascom/MCTI
Os membros do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT/MCTI) participaram ativamente das discussões da Conferência, desempenhando um papel fundamental na construção de estratégias e diretrizes para o fortalecimento da política nacional de CT&I. Os conselheiros estiveram envolvidos desde as etapas iniciais de planejamento da conferência, participando da Comissão Organizadora e contribuindo decisivamente para a definição da agenda, dos eixos temáticos e da metodologia adotada ao longo do processo preparatório.
A 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI) foi realizada entre 30 de julho e 1º de agosto de 2024, em Brasília (DF), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Com o tema central "Ciência, Tecnologia e Inovação para um Brasil Justo, Sustentável e Desenvolvido", a conferência foi estruturada em quatro eixos temáticos — Recuperação, expansão e consolidação do Sistema Nacional de CT&I; Reindustrialização em novas bases com apoio à inovação nas empresas; Aplicação da CT&I em programas e projetos estratégicos nacionais; e Contribuição da CT&I para o desenvolvimento social — e reuniu uma ampla gama de atores da sociedade. Estiveram presentes gestores públicos, representantes de instituições de ensino e pesquisa públicas e privadas, membros da sociedade civil, setor empresarial, comunidade acadêmica, organizações não governamentais, associações e entidades de classe, demonstrando a natureza plural e participativa no evento.
Durante o evento, os conselheiros do CCT participaram de painéis temáticos, mesas-redondas, sessões especiais e conferências livres, discutindo não apenas os avanços no financiamento à ciência — que atualmente alcança patamares históricos —, mas também temas estruturantes como governança do Sistema Nacional de CT&I, valorização da pesquisa científica, articulação entre ciência e demandas sociais, reindustrialização com base em tecnologias limpas, formação de talentos em áreas estratégicas e acesso democrático ao conhecimento.
“A atuação do CCT foi ampla e articulada: dez conselheiros, entre titulares e suplentes, integraram a Comissão Organizadora, exercendo papel central na definição da estrutura do evento e na mobilização de todas as etapas”, fala da Secretária Executiva do CCT, Denise Carvalho. Além disso, representantes do conselho participaram das Comissões Executiva e Organizadora, do Grupo Executivo, da Coordenação Geral e de diversas subcomissões, como Programa, Articulação, Sistematização, Comunicação e o Conselho Consultivo, contribuindo em todas as fases — do planejamento à execução e sistematização final.
Nos espaços de debate, os conselheiros também desempenharam papéis de liderança e mediação em temas diversos e estratégicos para o país. Devido à sua composição plural e altamente qualificada — formada por representantes da academia, do setor empresarial, da sociedade civil e do governo —, o CCT se consolidou como um elo fundamental para a construção de consensos, a articulação entre diferentes setores e a promoção de políticas públicas que estejam alinhadas aos interesses do desenvolvimento nacional sustentável, inclusivo e baseado no conhecimento.
Destaque para as Atuações dos Conselheiros
A conselheira Helena Nader (ABC) compôs a comissão organizadora e participou de várias intervenções, tanto como moderadora, quanto como debatedora. A conselheira destacou na plenária 3, “Oportunidades e desafios para o desenvolvimento nacional sustentável e inclusivo”, que os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) têm sido a principal fonte dos projetos estruturantes no setor, mas alertou que “é urgente diversificar as fontes de financiamento, envolvendo tanto recursos públicos quanto privados, para promover um desenvolvimento científico robusto e sustentável “.
Outro ponto de destaque foi abordado durante a sessão especial “Na era dos desastres climáticos – A importância de ouvir a ciência”, realizada em 31 de julho. A conselheira Mercedes Bustamante, representante dos produtores e usuários de ciência e tecnologia, ressaltou a necessidade urgente de traduzir o conhecimento científico em soluções concretas e aplicáveis aos setores produtivos, especialmente na agricultura e na indústria. Segundo ela, é fundamental que os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) atuem como instrumentos eficazes de transferência de tecnologia, transformando os resultados das pesquisas em ferramentas que promovam maior eficiência, sustentabilidade e competitividade.
Já na Sessão Especial “Desafios para uma nova estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e para a governança do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI)”, a Secretária Executiva do CCT, Denise Carvalho, destacou em sua fala a trajetória de evolução do Conselho desde sua criação. Ela ressaltou o aumento da participação de novas entidades no colegiado, o que contribuiu para ampliar sua capilaridade e fortalecer o impacto nas decisões relacionadas à ciência, tecnologia e inovação no país.

- A Chefe da Assessoria do CCT, Denise Carvalho, destaca a evolução do CCT e o marco histórico de seus 50 anos. Foto: Ascom/MCTI
Desdobramentos e Expectativas
Nos últimos anos, o CCT tem desempenhado um papel decisivo na elaboração de políticas públicas, contribuindo para o fortalecimento de programas de incentivo à pesquisa, o estreitamento das parcerias entre universidades e setor produtivo, e o desenvolvimento de estratégias voltadas à transição para uma economia mais sustentável.
A 5ª CNCTI reforçou a necessidade de um compromisso coletivo para fortalecer a ciência e a tecnologia como pilares do progresso nacional. Com a atuação engajada dos conselheiros do CCT, espera-se que as discussões travadas durante o evento resultem em uma nova Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia (ENCTI) para impulsionar a pesquisa e a inovação no Brasil nos próximos anos, que será elaborada a partir do livro Violeta (entregue dia 21 de abril à ministra) e que será validada pelo CCT ainda em 2025.
O que são as conferências
As conferências livres, temáticas e a Conferência Nacional fazem parte de um processo participativo que visa construir, de forma democrática, diretrizes para as políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação no Brasil.
Reuniões temáticas: abordam assuntos estratégicos e fundamentais para a Conferência Nacional, como inteligência artificial, transição energética, bioeconomia, tecnologias espaciais, juventude, popularização da ciência, tecnologias sociais, e a presença de meninas e mulheres nas ciências, entre outros.
Conferências livres: são espaços mais autônomos e flexíveis, organizados por pessoas ou instituições que desejam debater temas não contemplados nas demais modalidades. Representam uma oportunidade para ampliar a participação social e incluir pautas diversas.
Conferência Nacional: é a etapa final e mais abrangente do processo. Nela, representantes das etapas anteriores se reúnem para consolidar as propostas debatidas e formular as diretrizes nacionais que orientarão as políticas públicas na área de ciência, tecnologia e inovação.
Esse processo fortalece o diálogo entre governo e sociedade, garantindo que as decisões estejam alinhadas com as reais necessidades e demandas da população brasileira. Ao todo, houve 25 participações de conselheiros nas conferências livres, temáticas e na Conferência Nacional.
Leia o relatório na íntegra pelo link: Relatório - PARTICIPAÇÃO DO CCT NA 5ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (5 CNCTI)