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Conferência Livre Temática sobre Mulheres na Ciência, Tecnologia e Inovação destaca a presença de mulheres no CCT
Secretaria do CCT participou do painel “Mulheres na Gestão de Políticas Públicas em Ciência, Tecnologia e Inovação”
A Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, abriu nesta segunda-feira (11), a Conferência Livre Temática “Mulheres na Gestão e Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação”, etapa preparatória para a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. O evento reuniu gestoras, pesquisadoras, especialistas e representantes da sociedade civil para debater estratégias e políticas públicas que fortaleçam a participação feminina em espaços de decisão no setor.
Luciana Santos, fez um balanço das ações do MCTI para inclusão e promoção das mulheres e destacou que, apesar de as mulheres serem maioria nas universidades e nas bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado, ainda há um descompasso na ocupação de cargos de liderança e em áreas estratégicas, como tecnologia da informação, engenharia e ciências exatas. “A gente precisa garantir que as meninas se vejam, a gente precisa notar as cientistas que temos no mundo e no Brasil" , afirmou. A ministra é a primeira mulher a ocupar o cargo em 40 anos de MCTI e reforçou: “Essas histórias precisam ser contadas e recontadas para que as pessoas se identifiquem”.
O primeiro painel da conferência — “Mulheres na Gestão de Políticas Públicas em Ciência, Tecnologia e Inovação” — contou com a participação de Denise Aparecida Carvalho, Chefe da Assessoria do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (ASCCT), que mencionou os esforços para a ampliação da participação de mulheres no colegiado. Na oportunidade expôs brevemente, o estudo realizado pela ASCCT intitulado“Presença de Mulheres no CCT (1996 - 2024)”. A pesquisa traça um panorama da presença feminina no colegiado desde em 1996, revelando avanços impulsionados, especialmente, nos governos Lula e Dilma com a inclusão de entidades da sociedade civil, a maior presença de Ministras no governo e escolha de mais mulheres cientistas para os cargos com mandatos no Conselho. Com isto vai se consolidando uma agenda de paridade de gênero.
“Há 22 anos não tínhamos nenhuma mulher no CCT. Hoje temos 20 conselheiras que representam 28% do Conselho, mas é preciso avançar muito mais, no sentido de que a participação das mulheres seja naturalizada e vista como uma conquista de excelência para o Conselho e para o desenvolvimento científico e tecnologico do país, porque a presença das mulheres agrega o novo olhar que nós temos sobre a sociedade como um todo e que é muito mais comprometido com as inclusão social", destacou Denise Carvalho.
A 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, com o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade e Mais Conquistas para Todas!”, acontecerá de 29 de setembro a 1º de outubro, em Brasília, e terá como um de seus eixos a ampliação da diversidade e da representatividade na ciência, tecnologia e inovação.

