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Ministro Amaro cumpre agenda em unidade de mineração de urânio em Caetité (BA)
O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) integrou, nesta quinta-feira (26), comitiva estratégica que visitou a Unidade de Concentração de Urânio (URA) das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA). Trata-se da única instalação de mineração de urânio em operação no País. O ministro-chefe do GSI/PR, Marcos Amaro, chefiou a delegação, que contou também com representantes da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Amazul. A comitiva foi recebida pelo presidente da INB, Tomás Albuquerque.
A visita teve como objetivo aprofundar o conhecimento sobre os aspectos operacionais do ciclo de geração do combustível nuclear no país, além de avaliar as oportunidades e os desafios relacionados ao desenvolvimento do potencial nuclear brasileiro. Durante a agenda, o ministro acompanhou de perto as atividades da unidade, considerada estratégica para a produção de urânio no Brasil. A instalação é responsável pela etapa inicial do ciclo do combustível nuclear, que inclui a extração e o beneficiamento do minério.
O ministro Marcos Amaro destacou o papel do GSI/PR na coordenação do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, órgão colegiado responsável por assessorar o presidente da República no estabelecimento de diretrizes e metas para o setor. "É um esforço coletivo, de muitas décadas, para fazer avançar o Programa Nuclear Brasileiro", disse, reforçando a importância estratégica de o país deter o domínio completo de todo o ciclo de produção do combustível nuclear, inclusive em escala industrial. "É um passo fundamental para dar estabilidade na produção de energia elétrica e atender o consumo crescente", acrescentou.
A visita incluiu o percurso pela mina do Engenho, atualmente em operação, pelo mirante da mina Cachoeira (a primeira a produzir urânio em Caetité) e pela usina de beneficiamento químico da unidade, onde são conduzidas as etapas iniciais do ciclo do combustível nuclear.
O presidente da INB ressaltou o potencial do Brasil no setor e a relevância da unidade para o avanço do programa nuclear. "É muito gratificante poder contribuir para que a nação volte a ter uma produção significativa, a ser autossuficiente e a prospectar novos depósitos, fundamentais para suportar o desejo do país de ampliar o Programa Nuclear Brasileiro", afirmou Tomás Albuquerque.
Para o diretor-presidente da ENBPar, Marlos Costa de Andrade, a visita representa um passo importante na articulação institucional voltada à expansão da cadeia produtiva do setor. Ele sinalizou a intenção de avançar em etapas como conversão e enriquecimento para atender, além do mercado nacional, o mercado internacional. "Estou bem otimista e entusiasmado com esse time. Unidos, pensando em conjunto, vamos conseguir alcançar nossos objetivos", completou.