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PRÊMIO CAPES DE TESE
Pesquisa mergulha em agricultura sustentável e bioformulações

- Imagem: Marca dos 20 anos do Prêmio CAPES de Tese (ASCOM/CAPES)
Ganhadora do Prêmio CAPES de Tese em Biotecnologia, Alessandra Russi começou sua trajetória na agricultura sustentável durante o doutorado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), aprofundando-se na pesquisa Desenvolvimento de bioformulações contendo endósporos de Bacillus velezensis S26 para controle biológico de doenças e promoção do crescimento vegetal. Ela investigou como os resíduos como soro de leite e bagaço de uva, em associação com a bactéria Bacillus criam bioformulações inovadoras. O estudo validou o controle eficaz de doenças fúngicas em videiras e morangueiros, promovendo o crescimento vegetal por meio da economia circular. Com 17 anos de experiência no laboratório da Embrapa Uva e Vinho, a autora desenvolveu alternativas sustentáveis que reduzem o uso de agroquímicos e agregam valor a subprodutos agroindustriais. O trabalho reforça o protagonismo brasileiro na produção de bioinsumos e oferece soluções seguras para o setor agrícola. Assim, a pesquisa entrega uma tecnologia estratégica que une produtividade à preservação ambiental.
Sobre o que é a sua pesquisa? Explique o conteúdo da sua tese.
Minha pesquisa focou no emprego de Bacillus velezensis S26 no controle biológico de doenças fúngicas e na promoção do crescimento da videira e do morangueiro. Desenvolvi bioformulações líquidas e sólidas com resíduos agroindustriais, como soro de leite, lixiviado de compostagem e biochar de bagaço de uva, que mantêm a viabilidade e a eficácia dos endósporos bacterianos ao longo do armazenamento. Os estudos demonstraram que essas formulações controlam a antracnose, a podridão cinzenta e o pé-preto, estimulam o crescimento vegetal e contribuem para práticas agrícolas mais sustentáveis, ao reduzir o uso de agroquímicos e agregar valor a subprodutos biológicos.
O que vale destacar de mais relevante na sua pesquisa?
O aspecto mais relevante da minha pesquisa é a integração entre inovação tecnológica e sustentabilidade. Desenvolvemos bioformulações eficazes à base de Bacillus velezensis S26 e resíduos agroindustriais, que não apenas controlam importantes doenças da videira e do morangueiro, como também promovem o crescimento dessas plantas. Outro ponto de destaque é a aplicação de princípios da economia circular, agregando valor a subprodutos agroindustriais e oferecendo alternativas ao uso de agroquímicos, o que contribui para uma agricultura mais resiliente e ambientalmente correta.
De que forma a sua pesquisa pode contribuir para a sociedade?
Minha pesquisa oferece alternativas sustentáveis ao uso de agroquímicos, reduzindo impactos ambientais e riscos à saúde e, ao mesmo tempo, garantindo aos agricultores acesso a insumos mais seguros. Ao unir inovação tecnológica e sustentabilidade, o trabalho reforça o protagonismo do Brasil na produção de bioinsumos e contribui para uma agricultura mais eficiente, segura e competitiva.
Qual a importância para você de sua tese ter sido escolhida a melhor na área?
Receber o Prêmio CAPES de Tese é um reconhecimento de enorme valor, tanto pessoal quanto profissional. Significa que o esforço de anos de dedicação, desafios e aprendizados foi reconhecido por uma das instituições mais importantes da ciência brasileira. Para mim, é também um estímulo para continuar trilhando o caminho da pesquisa e da inovação, sempre com o compromisso de gerar conhecimento e soluções que tragam impacto positivo para a sociedade.
De que forma a bolsa da CAPES/MEC contribuiu para sua formação?
A bolsa viabilizou o custeio das taxas escolares. Esse apoio foi decisivo para que eu pudesse desenvolver um trabalho de qualidade e alcançar os resultados que hoje são reconhecidos.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação ASCOM/CAPES)
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