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PÓS-GRADUAÇÃO
Número de bolsas de doutorado no Nordeste subiu 39% desde 2019

- Imagem: Representantes da CAPES e do Consórcio Nordeste reunidos; Denise Pires de Carvalho e Paulo Dantas (com terno azul-claro) estão no centro da foto (Julia Prado - ASCOM/CAPES)
A CAPES/MEC concedeu, em 2025, uma quantidade de bolsas de doutorado no Nordeste 39% maior do que em 2019, último ano antes da adoção do modelo de concessão para os programas institucionais. O dado foi apresentado em reunião com o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste) na sede da Fundação, em Brasília.
Em 2019, foram concedidas 6.966 bolsas de doutorado para programas de pós-graduação (PPGs) do Nordeste; em 2025, 9.712. “Nosso interesse é reduzir assimetrias no Brasil. A CAPES/MEC segue desde 2020 um modelo que leva em conta o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) na concessão das bolsas”, explicou a presidente da CAPES/MEC, Denise Pires de Carvalho.
A informação foi apresentada em reunião na qual estava presente o presidente do Consórcio Nordeste e governador de Alagoas, Paulo Dantas. O mandatário esteve acompanhado de parte da equipe do Consórcio para debater a concessão de bolsas e recursos para a pós-graduação do Nordeste. “Contem com nosso apoio para conseguir financiamento junto ao Congresso Nacional”, disse o chefe do Executivo alagoano.
Além das bolsas de doutorado, a quantidade de bolsas para cursos de mestrado no Nordeste subiu 18% — de 8.687, em 2019, para 10.283 em 2025. A média de crescimento em todo o país foi de 23% no doutorado e 10% no mestrado.
A concessão de bolsas institucionais leva em conta a nota obtida na Avaliação Quadrienal da CAPES/MEC, para considerar os programas de pós-graduação mais bem avaliados, e o nível da oferta — mestrado ou doutorado —, com ênfase na formação de doutores. Há, ainda, a ponderação do IDHM, que considera prioritários municípios com os menores indicadores, e a Titulação Média de Cursos (TMC), que diferencia cursos pelo tamanho. Como o modelo é dinâmico, a distribuição pode ser alterada a cada ano.
O Nordeste concentra 73% dos cursos de pós-graduação situados em municípios que ocupam as três faixas de menor IDHM (entre 0,500 e 0,699) e nenhum na dos com maiores indicadores (acima de 0,800). Como o modelo só não potencializa a concessão na sexta e maior faixa, todos os programas da região são beneficiados.
Na Avaliação Quadrienal 2021-2024, o Nordeste apresentou um salto de qualidade. O número de programas de pós-graduação avaliados com notas 6 e 7 (os de excelência) aumentou de 60 para 80 programas, na região. Isso significa que 9,9% dos PPGs do Brasil desse patamar estão no Nordeste — em 2021, eram 8,8%.
Também participaram da reunião, pela CAPES/MEC, a coordenadora-geral de Processos de Suporte à Avaliação da Diretoria de Avaliação, Talita Moreira, o coordenador-geral de Planejamento, Monitoramento e Avaliação de Programas da Diretoria de Programas e Bolsas no País, Alexandre Marafon — responsável pela apresentação dos dados —, e Mariana Martins, assessora da Presidência.
Pelo Consórcio Nordeste, compareceram ainda o secretário-executivo Carlos Gabas, e o coordenador da Câmara Temática de Ciências e Fomento ao Conhecimento, Fábio Guedes, que é diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal).
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação ASCOM/CAPES)
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