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COVID-19

Ações preventivas para atender as populações vulneráveis

Pesquisadores do projeto da UFG, que integra o Programa de Combate a Epidemias, querem entender o impacto de infecções nesse público
Publicado em 18/10/2021 09h20 Atualizado em 18/10/2021 09h40

Analisar a prevalência da COVID-19 e de outras doenças transmissíveis em populações em vulnerabilidade social e as medidas adequadas de prevenção dessas enfermidades. Esses são os objetivos de pesquisa em desenvolvimento na Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (UFG).  O projeto, que integra o Programa da CAPES de Combate a Epidemias, quer entender as fragilidades dos catadores de material reciclável, imigrantes e pessoas em situação de rua, por exemplo, no enfrentamento ao novo coronavírus.

Para o estudo, denominado “Cuidar Sempre”, foram feitos mais de 700 testes de detecção da COVID-19, em parceria com organizações da sociedade civil. “Vamos poder identificar, de fato, qual foi a prevalência dessa infecção nos grupos vulneráveis e também investigar a positividade para outras doenças transmissíveis como hepatite B, hepatite C, HIV, sífilis e assim entender o impacto dessas infecções para essa população em tempos de pandemia”, argumenta Karlla Amorim Caetano, professora e pesquisadora na universidade.

A pesquisa está em fase de análise de dados. As amostras sanguíneas e as informações sociais dos participantes foram coletadas pelo Núcleo de Estudos em Epidemiologia e Cuidados em Infecções Transmissíveis e Agravos à Saúde Humana, Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública e Laboratório de Análises Clínicas e Ensino em Saúde, todos da UFG, em parceria com Fiocruz.

Participante do projeto, Kamila Cardoso dos Santos, bolsista da CAPES no doutorado da Enfermagem da UFG, diz que a pesquisa contribui para elaboração de políticas públicas para melhor atender a essa comunidade. “Com os resultados será possível entender quais são as fragilidades, o estilo de vida, os fatores de risco e as medidas de proteção utilizadas por esse grupo”, afirma.   

Sobre o Programa de Combate a Epidemias
O Programa de Combate a Epidemias incentiva estudos voltados à prevenção e ao enfrentamento da COVID-19 e outras doenças, com aporte de até R$200 milhões previstos para quatro anos de execução. Sua estruturação é baseada em duas dimensões: Ações Estratégicas Emergenciais Imediatas e Ações Estratégicas Emergenciais Induzidas em Áreas Específicas. Em três editais, 109 projetos de pesquisa e formação de pessoal foram selecionados e contam com a participação de 1.248 pesquisadores. No dia 27 de setembro, foi lançado um quarto edital, com investimento em até 48 projetos, para pesquisar as consequências e os reflexos sociais, econômicos, culturais e históricos decorrentes da pandemia da COVID-19. 

Legenda das imagens:
Banner e imagem 1: Projeto da UFG integra o Programa de Combate a Epidemias (Foto: Rafael Estevam - CCS/CAPES)
Imagem 2: Karlla Amorim Caetano, professora e pesquisadora na UFG, coordena estudo "Cuidar Sempre" (Foto: Rafael Estevam - CCS/CAPES)
Imagem 3: Kamila Cardoso dos Santos, bolsista da CAPES no doutorado da Enfermagem da UFG, participa do projeto (Foto: Rafael Estevam - CCS/CAPES)
Imagem 4: Para o projeto, foram feitos mais de 700 testes de detecção da COVID-19 (Foto: Rafael Estevam - CCS/CAPES)

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação CCS/CAPES)
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