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DIÁLOGO
No Dia Nacional da Agricultura Irrigada, ANA recebe representantes para dialogar sobre as demandas do setor
Em celebração ao Dia Nacional da Agricultura Irrigada, comemorado na última segunda-feira (15), a diretora-presidente interina da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Larissa Rêgo, recebeu representantes do setor produtivo, instituições públicas, entidades de irrigantes, pesquisadores e especialistas para um diálogo sobre os desafios e as oportunidades da agricultura irrigada no Brasil.
O encontro teve como objetivo ouvir as demandas do setor e promover uma discussão qualificada sobre temas relacionados à segurança hídrica, ao uso sustentável da água, à inovação tecnológica, à infraestrutura energética e ao fortalecimento das políticas públicas voltadas à irrigação.
Ao abrir o evento, Larissa Rêgo destacou a importância estratégica da agricultura irrigada para o desenvolvimento nacional e ressaltou o papel da ANA na promoção de uma gestão das águas capaz de conciliar crescimento econômico, segurança alimentar e sustentabilidade ambiental.
“A agricultura irrigada tem papel fundamental para o Brasil. É um setor que contribui para a produção de alimentos, para a geração de emprego e renda e para o desenvolvimento regional. Nosso desafio é garantir que essa expansão ocorra com segurança hídrica, eficiência e sustentabilidade, sempre por meio do diálogo e da construção conjunta de soluções”, afirmou.
A diretora reiterou a importância do diálogo com o setor, especialmente neste ano em que há previsão de ocorrência de um forte El Niño. “Nós precisamos estar preparados, sobretudo o setor agrícola, que tem toda a sua cadeia impactada, desde a produção até a distribuição de alimentos e os preços nas prateleiras”, avaliou Larissa.
A programação contou ainda com a participação do pesquisador da Embrapa Cerrados, Lineu Neiva, que apresentou reflexões sobre a importância da produção de alimentos brasileira para abastecimento mundial. O pesquisador abordou ainda os desafios da agricultura irrigada, principalmente os ligados ao uso eficiente dos recursos hídricos.
O superintendente de Regulação de Usos de Recursos Hídricos da ANA, Marco Neves, informou sobre o desenvolvimento da Plataforma Águas Brasil que em apenas 6 meses de funcionamento já emite 1/3 das outorgas federais para irrigação de forma instantânea e, também, das novas modalidades de Outorgas Adaptativas (OGP e OGC), que estão permitindo aumentar a área irrigada em mais de 60 mil ha em 5 territórios experimentais, onde as outorgas convencionais já não seriam mais possíveis de serem disponibilizadas.
Participaram do encontro o secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel de Andrade Cascalho, além de lideranças de associações de irrigantes, polos de agricultura irrigada e representantes do setor produtivo de diversas regiões do país.
A agricultura Irrigada é demanda atualmente 50% do uso consuntivo dos recursos hídricos no Brasil e desempenha papel central na segurança alimentar e no abastecimento dos mercados interno e externo. Nesse contexto, a gestão eficiente da água e o aperfeiçoamento dos instrumentos de regulação e planejamento são fundamentais para garantir a sustentabilidade do setor e a segurança hídrica das futuras gerações.
Durante o encontro, os participantes compartilharam experiências, apresentaram desafios enfrentados em diferentes regiões do país e discutiram propostas para o fortalecimento da agricultura irrigada. Além das questões relacionadas à disponibilidade hídrica, um dos temas que ganhou destaque foi a necessidade de ampliação da oferta de energia elétrica nas regiões produtoras e a melhoria da qualidade do fornecimento. Os representantes do setor ressaltaram que a expansão sustentável da agricultura irrigada depende não apenas da disponibilidade de água, mas também de uma infraestrutura energética adequada, capaz de atender com segurança e eficiência às demandas dos sistemas de irrigação.
As contribuições apresentadas servirão de subsídio para a construção de uma agenda estratégica voltada ao desenvolvimento da agricultura irrigada nos próximos anos, fortalecendo o diálogo entre governo, produtores e demais atores envolvidos na gestão da água e da produção agrícola brasileira