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Mudanças climáticas e saneamento pautam debate com participação da ANA em seminário da FESPSP
A diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Ana Carolina Argolo, participou nesta segunda-feira (5) do seminário “Clima e Saneamento: Sustentabilidade, Adaptabilidade e o Financiamento para o Setor”, promovido pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), em parceria com a Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (AESBE). O evento reuniu especialistas, representantes do poder público, prestadores de serviços, entidades do setor e instituições financiadoras para discutir os impactos das mudanças climáticas sobre os serviços de saneamento e os desafios de adaptação e financiamento do setor.
Ana Carolina integrou o Painel 1, “Correlações entre Mudança Climática e serviços de saneamento: desafios e perspectivas”, no qual destacou o papel estratégico da ANA na integração entre gestão de recursos hídricos, saneamento básico e mudanças climáticas.
“A ANA hoje tem essa capacidade de juntar três eixos tão importantes, que são a gestão de recursos hídricos, saneamento básico e mudanças climáticas”, afirmou a diretora.
Durante a apresentação, Ana Carolina ressaltou a atuação da Agência na produção e disseminação de informações técnicas para apoiar políticas públicas e o planejamento setorial diante dos efeitos da mudança do clima. “A ANA atua como catalisadora e formadora de informações para a sociedade por meio dos estudos que vem implementando desde 2002, mas mais precisamente nesses últimos dois anos, com publicações importantes relacionadas aos impactos das mudanças climáticas nos recursos hídricos do Brasil”, explicou.
Segundo a diretora, a ampliação das competências da Agência no saneamento fortalece a capacidade institucional de apoiar diferentes setores na incorporação da variável climática em suas estratégias e processos de tomada de decisão.
“Com esse braço do saneamento, a ANA passa também a replicar essas informações e produzir conhecimento para que setores como energia, agricultura e saneamento possam incorporar essa variável tão importante que hoje são as mudanças climáticas”, disse.
Ana Carolina também enfatizou que os efeitos da mudança do clima se manifestam diretamente por meio da água, seja em cenários de escassez, seja em eventos extremos relacionados ao excesso hídrico. “É pela água que a gente sente as mudanças climáticas, seja pela escassez, seja pela abundância. É a água que estressa o meio ambiente quando falamos de mudanças climáticas”, afirmou.
A diretora destacou ainda o compromisso da ANA em contribuir tecnicamente para o aprimoramento das políticas regulatórias e das normas de referência do saneamento, considerando os impactos climáticos e os desafios da universalização dos serviços.
“O grande desafio, quando falamos de mudanças climáticas e universalização, é alcançar a população mais vulnerável, que é justamente quem mais sofre com os efeitos das mudanças climáticas”, concluiu.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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