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Inauguração do Túnel Major Sales marca avanço na gestão dos recursos hídricos e na segurança hídrica do Nordeste
A diretora-presidente interina da Agência Nacional de Águas (ANA), Larissa Rêgo, participou, nesta quinta-feira (2), da cerimônia de inauguração do Túnel Major Sales, no município de Luís Gomes, no Rio Grande do Norte (RN). A estrutura integra o Ramal do Apodi, um dos eixos do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), e representa um avanço importante para a segurança hídrica do semiárido nordestino. A diretora participou da cerimônia ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e de outras autoridades.
Com 6,5 quilômetros de extensão e capacidade para transportar até 20 metros cúbicos de água por segundo, o Túnel Major Sales vence o trecho mais complexo do Ramal do Apodi e permitirá que as águas do Rio São Francisco avancem até o Oeste do Rio Grande do Norte. Quando concluído, o ramal terá 115,5 quilômetros de extensão e beneficiará cerca de 750 mil pessoas em 54 municípios dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará.
Durante a solenidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o impacto social da obra para o Nordeste. “O sonho de todo mundo que ia para o sul do país era um dia poder voltar para a sua terra natal. E para ele voltar para a sua terra natal teria que ter algumas coisas que o motivassem, uma delas era a água. A água chegou”, finalizou o presidente.
O ministro Waldez Góes falou sobre a importância do empreendimento para a região. “Estamos aqui hoje para falar de segurança hídrica, de água para matar a sede, para gerar emprego através da produção de alimentos, para viabilizar a indústria e para chegar no turismo do semiárido nordestino”, enumerou o ministro da Integração e Desenvolvimento Nacional. “É infraestrutura hídrica e investimento para gerar o desenvolvimento no semiárido”, falou Waldez.
“O projeto de integração do Rio São Francisco é muito mais que uma grandiosa obra de engenharia, é um instrumento que traz segurança hídrica para o Nordeste brasileiro. Como potiguar, cresci acompanhando o desafio diário de conviver com a seca. Por isso, eu sei que a chegada de água representa esperança, desenvolvimento e dignidade para milhares de famílias da região”, falou a diretora-presidente interina da ANA.
“Nosso trabalho na ANA é assegurar que essa água chegue de forma segura, planejada e sustentável. Nossa atuação vai desde a regulação do uso dos recursos hídricos e da operação do sistema até o monitoramento hidrológico e o planejamento integrado com os estados. É esse trabalho técnico que garante que uma obra dessa dimensão cumpra sua principal missão: assegurar água para quem mais precisa, hoje e no futuro", explicou Larissa.
PISF
Está entre as atribuições da ANA outorgar e regular o uso das águas do empreendimento, acompanhar sua operação e garantir que a distribuição ocorra de forma segura, eficiente e em conformidade com os princípios da Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH).
Em sua atuação regulatória, a ANA regula o serviço de adução de água bruta do Projeto, visando sua eficiência operacional e sustentabilidade financeira, estabelecendo indicadores de desempenho, tarifas pela prestação do serviço e supervisionando o planejamento da operação do PISF por meio da aprovação do Plano de Gestão Anual, instrumento que orienta a operação do sistema de acordo com as condições hidrológicas e as demandas apresentadas pelos estados atendidos. A ANA também coordena o monitoramento hidrológico, faz o acompanhamento dos níveis dos reservatórios e dos usos das águas, e fiscaliza a operação de reservatórios e usos das águas de domínio da União nas bacias beneficiadas que recebem água do projeto, em articulação com os estados beneficiados, para assegurar o atendimento aos múltiplos usos da água e aumentar a segurança hídrica na região.
O PISF é a principal obra de infraestrutura hídrica do país e desempenha papel fundamental na ampliação da segurança hídrica do Nordeste. Ao integrar diferentes sistemas hídricos, o empreendimento fortalece a resiliência da região diante dos períodos de estiagem, amplia a disponibilidade de água para o abastecimento da população e contribui para o desenvolvimento econômico e social dos estados beneficiados.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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