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Fórum ESG 2026 reúne agências reguladoras para boas práticas e governança para o futuro
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) participou, nesta terça-feira (5), do Fórum ESG 2026: Agências Reguladoras, realizado em Brasília pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O evento reuniu representantes de diferentes agências reguladoras federais para discutir a incorporação de critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) na regulação brasileira, com destaque para temas como mudanças climáticas, transparência, produção de dados e participação social.
Representando a ANA, participaram o especialista em Regulação de Recursos Hídricos e Saneamento Básico Lucas Cordeiro, da Coordenação de Mudanças Climáticas, e a assessora internacional Fernanda Abreu Oliveira de Souza. As contribuições da Agência estiveram centradas nos desafios da segurança hídrica, na implementação da Agenda 2030, em especial o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 e na importância da produção de dados e da governança para a formulação de políticas públicas mais efetivas.
No Painel 2, sobre governança, dados e transparência climática, Lucas Cordeiro abordou os impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos e apresentou experiências da ANA relacionadas à agenda ESG, incluindo programas, normativos e atuações integradas com outros órgãos públicos. “As agências reguladoras servem para o desenvolvimento do país. A missão da ANA é garantir a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável do Brasil”, afirmou.
Já no Painel 6, dedicado à Agenda ESG 2026–2030, Fernanda Abreu destacou a contribuição da ANA para a Agenda 2030, em especial, ao monitoramento do ODS 6 e à aplicação da ferramenta SAP-ODS 6 (Sistema de Apoio a Políticas Públicas do ODS 6). Segundo ela, a água sempre esteve no centro das ações finalísticas da instituição e, nos últimos anos, a ANA ampliou sua atuação com o fortalecimento da agenda de saneamento básico e da produção de informações estratégicas para subsidiar políticas públicas.
“A ANA é uma agência que não tem uma Agenda ESG estruturada, mas desenvolveu, desde sua criação, uma forte atuação, tendo a água como eixo central”, explicou. A assessora ressaltou ainda que a Agência passou a aprofundar sua atuação na Agenda 2030 a partir de 2019, quando iniciou o cálculo dos indicadores do ODS 6.
Fernanda também destacou a importância da desagregação de dados para compreender as desigualdades no acesso à água e ao saneamento no país. Segundo ela, a experiência da ANA demonstrou que o uso de dados nacionais pode ocultar realidades distintas entre regiões e grupos populacionais.
Durante sua participação, a assessora apresentou publicações recentes da ANA voltadas ao monitoramento dos indicadores do ODS 6, ao diagnóstico de desigualdades no abastecimento de água e esgotamento sanitário e ao desenvolvimento de ferramentas de apoio à tomada de decisão. Ela também ressaltou a relevância da participação social na construção de políticas públicas mais efetivas e alinhadas às diferentes realidades do país.
Ao final do painel, Fernanda defendeu que instituições públicas e privadas também avancem na implementação de agendas ESG internas, voltadas à, eficiência energética, reuso de água e qualidade de vida dos servidores. “A gente costuma construir agendas ESG para fora, mas também precisa olhar para dentro das instituições”, concluiu.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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