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Equipe da ANA conhece produção de biometano no maior aterro sanitário da América Latina
Diretora Larissa Rêgo (4ª da esq. para dir.) participa de visita técnica da ANA ao maior aterro sanitário da América Latina
Representantes da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) visitaram, na última terça-feira, 27 de janeiro, a usina de produção de biometano instalada no maior aterro sanitário da América Latina, em Caieiras (SP). Participaram da agenda a diretora da ANA, Larissa Oliveira Rêgo; o procurador-chefe da Procuradoria Federal junto à ANA, Davi Pereira Alves; o superintendente adjunto de Regulação de Saneamento Básico, Alexandre Anderáos; a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende; além de representantes do Grupo Solví e da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA).
Durante a agenda, os(as) participantes conheceram o processo de operação do aterro sanitário, incluindo a produção de biogás e biometano, o tratamento de chorume, o monitoramento ambiental e hidrogeológico, assim como ações de logística reversa e recuperação de solos. A diretora Larissa Rêgo ressaltou a importância da articulação institucional: “É por meio de um trabalho conjunto e planejado que conseguiremos alcançar resultados positivos e duradouros. Essa integração entre os entes públicos e o setor privado é essencial, pois cada um tem seu papel e sua relevância. Unindo experiência e diálogo, avançaremos na construção de políticas públicas mais efetivas, planejadas e integradas”, disse.
A visita teve como objetivo promover diálogo técnico sobre os desafios regulatórios e gestão de resíduos sólidos, além de proporcionar uma avaliação do aproveitamento energético do biogás e das possibilidades de avanço na produção de biometano, temas diretamente relacionados às atribuições da ANA e à estratégia de transição energética do Estado de São Paulo.
A usina de Caieiras, inaugurada em novembro de 2024, é resultado de parceria entre a MDC Energia e a Solví Ambiental, com capacidade instalada de cerca de 70 mil metros cúbicos por dia de biometano e recebimento de aproximadamente 10,5 mil toneladas diárias de resíduos, principalmente de municípios da Grande São Paulo. A iniciativa está alinhada à Política Nacional de Resíduos Sólidos e à estratégia de transição energética, além de dialogar com o arcabouço regulatório da ANA, que já conta com três normas de referência voltadas ao manejo de resíduos sólidos urbanos, sendo elas:
- A NR 1, que dispõe sobre o regime, a estrutura e parâmetros da cobrança pela prestação do serviço público de manejo de resíduos sólidos urbanos, bem como os procedimentos e prazos de fixação, reajuste e revisões tarifárias;
- A NR 7 que estabelece as condições gerais para a prestação direta ou mediante concessão dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos; e
- A NR 14, que dispõe sobre indicadores da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos.
Segundo Diego Nicoletti, diretor de operações da Solví, “encontros como este são fundamentais para fortalecer o diálogo entre governos, entidades de classe e a iniciativa privada, especialmente em um setor tão estratégico quanto o de gestão de resíduos. A agenda climática exige cooperação, alinhamento regulatório e incentivos públicos que viabilizem investimentos em tecnologia, inovação e soluções sustentáveis. Quando esses atores se aproximam e conhecem, na prática, a realidade das operações, conseguimos construir políticas mais eficientes, acelerar a agenda de transição climática e gerar benefícios reais para o meio ambiente e para a sociedade”, afirmou.
“Entendemos o setor de resíduos como um celeiro de soluções ambientais e climáticas. Aqui vemos, na prática, a transformação dos resíduos em biocombustíveis, biometano e outros subprodutos, mostrando que é possível valorizar o que antes era considerado apenas lixo. Para avançarmos nessa agenda em toda a cadeia da gestão de resíduos, é fundamental a interlocução entre o setor privado, os governos e as entidades de classe”, afirmou o superintendente executivo da ABREMA, André Galvão, sobre novas oportunidades ambiental e economicamente viáveis que os aterros sanitários poderão abrir a partir da consolidação de um arcabouço regulatório cada vez mais robusto.