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Diretora da ANA destaca relação entre água e gênero no Femina Vox
A diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Cristiane Battiston, destacou nesta terça-feira, 17 de março, a relação entre acesso à água, igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável durante participação na edição brasileira do Femina Vox. Em sua fala, ressaltou que a água atua como um catalisador de direitos e oportunidades para as mulheres e defendeu a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão e na formulação de políticas públicas.
O fórum internacional, voltado ao fortalecimento do protagonismo feminino e à promoção da cultura de paz, reuniu, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, lideranças políticas, acadêmicas, representantes de organismos internacionais e mulheres de diferentes áreas para debater caminhos para a igualdade de gênero e o desenvolvimento sustentável.
Água, desigualdade e impactos sobre as mulheres
No evento, Battiston chamou atenção para a necessidade de ampliar espaços de fala e escuta para mulheres, especialmente em temas estruturantes como a gestão da água. A dirigente reforçou a relação direta entre acesso à água, saneamento e desigualdade de gênero.
“Onde não tem segurança hídrica, onde não tem saneamento, são afetadas as pessoas de forma desproporcional, principalmente as mulheres e as populações mais vulnerabilizadas”, afirmou.
Ao apresentar dados internacionais, a diretora apontou a dimensão do problema. “Temos um bilhão e oitocentas milhões de pessoas vivendo em domicílios sem abastecimento de água”, destacou, sendo que “sete em cada dez desses lares nós temos mulheres e meninas responsáveis primárias pela coleta de água”, disse.
Battiston enfatizou que os impactos da falta de saneamento recaem de forma mais intensa sobre as mulheres. “São 156 milhões de meninas entre 10 e 19 anos que carecem no mundo de acesso a serviços básicos de higiene. Se elas não têm isso, têm impacto na frequência escolar, na saúde em geral e especialmente no manejo da saúde menstrual. O fato de precisar ir buscar água ou não acessar uma instalação sanitária adequada as vulnerabiliza e expõem a riscos de violência e saúde mental”, apontou.
Participação social e governança da água
Ao abordar os caminhos para uma gestão mais inclusiva e eficiente dos recursos hídricos, ela ressaltou a importância de fortalecer a participação social nos espaços de governança, especialmente nos comitês de bacia hidrográfica.
“Um pilar é apresentar dados desagregados por sexo, raça/cor e CEP, para orientar as políticas públicas. Outro pilar é empoderar as mulheres nos nossos espaços de representação, nos nossos comitês de bacia, colocando mecanismos que tenham mais financiamento e que garantam voz ativa a mulheres, a indígenas e a negros nas tomadas de decisão territorial. E por último, o nosso principal objetivo, que é a universalizar o acesso, especialmente ao saneamento básico, movimentando e organizando todos os nossos investimentos para viabilizar isso”, declarou.
Escuta ativa e políticas públicas para mulheres
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, homenageada desta edição em Brasília, ressaltou a importância de ampliar a escuta ativa das mulheres como condição essencial para o avanço de direitos e o aprimoramento de políticas públicas. Segundo ela, o tema do fórum convida a uma reflexão histórica sobre a invisibilização das vozes femininas em diferentes espaços da sociedade.
“O Femina Vox é antes de tudo um espaço de encontro entre vozes. Um espaço onde mulheres de diferentes países culturas e experiências se reconhecem se escutam e constroem caminhos em comum”, afirmou.
Femina Vox
Idealizado pela PhD Guila Clara Kessous, artista reconhecida pela Unesco como Artista da Paz, o Femina Vox é realizado desde 2021 e já reuniu milhares de mulheres de mais de 30 países. O fórum tem como objetivo criar espaços de diálogo, inspiração e mobilização para ampliar a voz das mulheres na sociedade e fortalecer uma agenda internacional voltada à paz, à solidariedade e à igualdade. Segundo a organização, a iniciativa ganha ainda mais relevância diante do atual cenário de conflitos internacionais, destacando o papel das mulheres na construção de soluções para os desafios globais.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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