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Delegação de Moçambique conhece atuação da ANA no monitoramento do ODS 6 e uso de dados para formulação de políticas públicas
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) recebeu, nesta terça-feira, 13 de janeiro, uma delegação do Ministério do Planejamento e Desenvolvimento de Moçambique para uma visita técnica voltada à troca de experiências e ao fortalecimento das capacidades institucionais relacionadas à implementação da Agenda 2030. O encontro integrou a agenda de cooperação internacional do governo brasileiro e teve como foco principal a atuação da ANA no monitoramento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6), que trata do acesso à água potável e ao esgotamento sanitário.
A visita ocorre em um contexto estratégico para o governo moçambicano, que está em processo de elaboração do seu 2º Relatório Nacional Voluntário sobre a Agenda 2030. Nesse sentido, a delegação buscou conhecer metodologias de análise, integração de dados e ferramentas de reporte utilizadas no Brasil, com destaque para o Painel ODS 6, desenvolvido e coordenado pela ANA.
Durante a reunião, a equipe técnica da Agência apresentou a estrutura de monitoramento dos indicadores do ODS 6 no país, detalhando os processos de coleta, organização e análise de dados, bem como o uso de plataformas digitais para acompanhamento das metas até 2030. A apresentação evidenciou, ainda, o esforço da ANA em identificar desigualdades sociais no acesso à água e ao saneamento, a partir de recortes por raça, gênero e território, incluindo análises específicas sobre áreas como favelas, com base nos dados do Censo Demográfico de 2022. Além do monitoramento dos indicadores do ODS 6, foram apresentadas as atividades da ANA relativas à implementação da Ferramenta de Suporte à Decisão ao ODS 6 (SAP-ODS) e à elaboração do Plano de Ações da ANA para o ODS 6.
O diretor nacional de Monitoria e Avaliação do Ministério da Planificação e Desenvolvimento de Moçambique, Issufo Jaide Madeira, destacou a relevância do uso de dados para subsidiar decisões governamentais. “Eu vi ali muita análise e penso que o fato de analisar, avaliar as políticas, porque é desse tipo de dados, desse tipo de informação que nós precisamos. O que foi aqui hoje, complementando o que foi ontem nas outras instituições, acho que é isso que o governo precisa para tomar as decisões que toma. Então achei bastante relevante, bastante interessante”, ressaltou. O representante moçambicano também mencionou o uso de ferramentas tecnológicas pela ANA, como o Microsoft Power BI, como um exemplo inspirador. “Nós ainda não estamos a usar, temos o caminho de pedras para procurar, mas já foi bom ver que de fato é possível. Temos dados, temos a ferramenta, o resto é brilhar”, concluiu.
Participaram da delegação de Moçambique os diretores Cristina Matusse e Marta Chaquice, além de técnicos do governo. Também esteve presente Thiago Gehre Galvão, coordenador executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS), da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Pela ANA, acompanharam o encontro Ana Paula Fioreze, superintendente de Estudos Hídricos e Socioeconômicos; Raimundo Alves de Lima Filho, coordenador de Articulação e Planejamento Internacional; e Marcela Ayub Brasil, coordenadora do Conjuntura e Indicadores de Recursos Hídricos.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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