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ANA destaca regulação, universalização e inclusão social em painel do Global Water Summit 2026
A diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Ana Carolina Argolo, participou no dia 19 de maio do painel Brazil’s Water Revolution, realizado durante o Global Water Summit 2026, em Madri, na Espanha. O debate reuniu representantes de instituições financeiras, operadores públicos e privados e autoridades governamentais para discutir os avanços, desafios e perspectivas do setor de água e saneamento no Brasil após o novo Marco Legal do Saneamento.
O painel integrou a programação do Global Water Awards 2026, uma das principais agendas internacionais voltadas à gestão de recursos hídricos e saneamento. A discussão abordou temas como universalização dos serviços, concessões, participação privada, financiamento, regulação e inclusão de populações vulneráveis e áreas rurais.
Durante sua participação, Ana Carolina destacou o papel estratégico assumido pela ANA após a aprovação da Lei nº 14.026/2020, que ampliou as competências da Agência no setor de saneamento básico por meio da edição das Normas de Referência nacionais.
Segundo a diretora, a ANA atua como coordenadora regulatória nacional, promovendo harmonização regulatória, redução da fragmentação institucional e maior previsibilidade para operadores e investidores.
A diretora também ressaltou que o acompanhamento das metas de universalização vai além dos índices gerais de cobertura. De acordo com Ana Carolina, a ANA trabalha com indicadores relacionados à qualidade e continuidade dos serviços, eficiência operacional, redução de perdas de água e adesão das agências reguladoras subnacionais às Normas de Referência da Agência.
Outro ponto enfatizado foi a importância da governança de dados e da confiabilidade das informações para o avanço do setor.
“A universalização não pode ser alcançada sem dados confiáveis, comparáveis e verificáveis. Fortalecer os sistemas de informação e o monitoramento regulatório é central para o trabalho da ANA”, pontuou.
Saneamento rural e inclusão
Ao abordar os desafios da universalização em áreas rurais e populações vulneráveis, Ana Carolina defendeu a adoção de modelos adaptados às diferentes realidades territoriais brasileiras.
Segundo ela, o saneamento rural exige soluções específicas, como sistemas descentralizados, tecnologias simplificadas e modelos comunitários, além de financiamento público, tarifas sociais e políticas públicas direcionadas.
A diretora citou experiências brasileiras como o Sistema Integrado de Saneamento Rural (SISAR), que combina suporte técnico e participação comunitária em áreas rurais.
“Precisamos garantir que a universalização alcance justamente aqueles que são mais difíceis de alcançar”, destacou.
Ao final do painel, Ana Carolina afirmou que o Brasil permanece como uma das principais oportunidades globais no setor de água e saneamento, mas ressaltou que o sucesso dependerá de boa regulação, coordenação institucional, dados confiáveis e capacidade de implementação.
Participaram também do painel representantes do BNDES, IFC, Sabesp, Governo de Pernambuco e Acciona. O debate foi moderado por Loïc Perret, da Proparco.
Global Water Summit
Realizado entre os dias 18 e 20 de maio, em Madri, o Global Water Summit reúne líderes governamentais, empresas, investidores e especialistas de diversos países para discutir desafios e soluções relacionados à água e ao saneamento. A programação aborda temas como financiamento de infraestrutura hídrica, reúso de água, dessalinização, mudanças climáticas, escassez hídrica e inovação tecnológica.
A participação da ANA no encontro integra a estratégia de fortalecimento da cooperação internacional e de intercâmbio de experiências voltadas ao aprimoramento da gestão dos recursos hídricos e da regulação do saneamento no Brasil.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
(61) 2109-5129/5495/5103
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