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ANA assume a presidência da Rede Amazônica de Autoridades de Água
Diretora Larissa Rêgo (centro) ao lado de servidores(as) da ANA durante a solenidade
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico assumiu nesta sexta-feira (15) a presidência da Rede Amazônica de Autoridades Hídricas (RADA) para o biênio 2026-2028. A coordenação brasileira da rede será exercida pela diretora da ANA, Larissa Rêgo, que representará o Brasil na condução das ações de cooperação voltadas à gestão integrada dos recursos hídricos da Amazônia.
Em seu discurso, a diretora destacou que a presidência brasileira será marcada pela consolidação institucional da rede e pela busca de resultados concretos para a gestão compartilhada das águas amazônicas. Durante a cerimônia de transição da presidência, a diretora agradeceu à Bolívia pela condução do ciclo anterior e reforçou o compromisso do Brasil com o fortalecimento da cooperação regional.
Segundo Larissa, a RADA entrou em uma nova etapa, voltada à transformação dos princípios de cooperação em mecanismos operacionais. “O desafio que se apresenta à RADA neste segundo ciclo é transformar princípios em mecanismos operacionais e buscar resultados concretos para a gestão das águas amazônicas, com respeito às soberanias nacionais e às legislações de cada país membro”, afirmou.
A diretora ressaltou os avanços obtidos nos últimos dois anos sob a presidência boliviana, como a instalação da rede, a aprovação do regulamento interno, a criação do painel técnico especializado, além da elaboração de protocolos regionais voltados às redes hidrológica e de qualidade da água da Amazônia.
“O compromisso do Brasil é dar continuidade a esse processo, agora em uma nova etapa: uma etapa de consolidação”, declarou.
Larissa Rêgo afirmou ainda que o Brasil pretende exercer uma presidência baseada na coordenação coletiva e na construção de consensos. “Nosso papel não será conduzir de forma solitária, mas facilitar consensos, organizar agendas, apoiar o secretariado da OTCA e valorizar o trabalho técnico especializado e das autoridades de cada país”, destacou.
A dirigente da ANA concluiu defendendo o fortalecimento da cooperação hídrica amazônica como instrumento estratégico para o futuro da região. “Cuidar das águas amazônicas de forma cooperativa é cuidar do futuro comum da nossa região”, declarou.
Também participaram do evento pela Agência a assessora especial internacional, Fernanda Abreu; o superintendente-adjunto de Planos, Programas e Projetos, Henrique Veiga; o superintendente de Planos, Programas e Projetos, Nazareno Araújo; e o assessor do gabinete da Presidência, Bruno Rebouças.
Biênio 2026-2028
O Superintendente Adjunto de Planos, Programas e Projetos da ANA, Henrique Veiga, apresentou as diretrizes do plano de trabalho do Brasil para a presidência da Rede Amazônica de Autoridades Hídricas no biênio 2026-2028, destacando que a proposta busca fortalecer a rede como mecanismo permanente de coordenação para a gestão integrada dos recursos hídricos na Amazônia.
Segundo Henrique, o plano foi estruturado com base em documentos estratégicos da rede, como a Declaração de Belém, o regimento interno da RADA e o Programa de Ações Estratégicas da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. “A ideia desse plano de trabalho é exatamente fortalecer a RADA enquanto mecanismo permanente de coordenação para gestão integrada de recursos hídricos na região”, afirmou.
O representante da ANA ressaltou que a proposta brasileira está fundamentada no respeito à soberania dos países membros, no fortalecimento gradual da cooperação regional e na gestão orientada por resultados concretos. Ele também destacou a importância da sustentabilidade financeira para garantir a continuidade das ações da rede.
Henrique enfatizou ainda que o compartilhamento de dados hidrometeorológicos será um dos eixos prioritários da gestão brasileira. “Não tem como pensarmos numa gestão sustentável e na segurança hídrica sem bases e dados hidrometeorológicos que fundamentem a tomada de decisão”, declarou.
Entre as ações estratégicas apresentadas pelo Brasil estão a implementação do Plano Amazônico de Capacitação, o avanço de acordos regionais para compartilhamento de dados hidrometeorológicos, a atualização do Programa de Ações Estratégicas, a estruturação de bancos de projetos voltados à segurança hídrica e à resiliência climática, além da conclusão do Livro Branco da RADA.
Rede Amazônica de Autoridades de Água
Criada durante a IV Reunião de Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica, realizada em Belém em 2023, e consolidada na Declaração de Belém, a Rede Amazônica de Autoridades de Água representa um marco regional para a gestão integrada e sustentável das águas amazônicas. A iniciativa reúne Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela com o objetivo de fortalecer a cooperação técnica e institucional na gestão dos recursos hídricos da região amazônica.
Entre os objetivos da RADA estão a promoção da cooperação permanente entre os países amazônicos, o fortalecimento do monitoramento hídrico regional e a coordenação de ações voltadas à mitigação dos impactos das mudanças climáticas e da insegurança hídrica. A rede também busca impulsionar mecanismos conjuntos de financiamento e ampliar a capacidade técnica e institucional dos países membros para a implementação da Gestão Integrada de Recursos Hídricos (GIRH).
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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