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Agência destaca comunicação, adaptação climática e boas práticas no quarto dia do 3º Fórum Brasil das Águas
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) participou, nesta quinta-feira (7), do quarto dia de programação do 3º Fórum Brasil das Águas, realizado em São Luís (MA), com debates sobre comunicação pública, adaptação às mudanças climáticas, gestão participativa e disseminação de boas práticas na área de recursos hídricos. A programação do evento reuniu representantes de órgãos gestores, comitês de bacia, especialistas e instituições públicas e privadas para discutir estratégias de fortalecimento da governança das águas no país.
Durante a manhã, a superintendente-adjunta de Apoio ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos da ANA, Renata Maranhão, participou do painel “Da informação à ação: como mobilizar a sociedade pela água”, abordando o tema “O que é a gestão da água? (importância de traduzir dados em história)”. Em sua apresentação, Renata destacou o papel da comunicação como ferramenta de aproximação entre a gestão hídrica e a sociedade.
“É a comunicação, o diálogo, a mobilização e a educação que tornam possível a participação social e fazem com que nossos dados e estudos subsidiem, de forma efetiva, a tomada de decisão e o engajamento na gestão de recursos hídricos. Precisamos aproximar a gestão das águas da vida das pessoas, mostrando como ela impacta diretamente o cotidiano, a saúde, a produção de alimentos, a energia e a qualidade de vida. A partir dessa compreensão, a gestão de recursos hídricos poderá ocupar um novo patamar na agenda política do país. Para isso, é fundamental utilizar ferramentas como a linguagem simples, tornando as informações mais acessíveis e compreensíveis para toda a sociedade”, afirmou.
Ainda durante o Fórum, a ANA realizou, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a Alliance for Global Water Adaptation (AGWA) e o Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Água e Secas (CEPAS/UFC), a Oficina Final de validação dos resultados da aplicação da ferramenta Water Resilience Tracker (WRT) nos Planos de Bacias Hidrográficas. A atividade discutiu os desafios da adaptação à mudança do clima e buscou apoiar os comitês de bacia na incorporação desse tema em seus instrumentos de planejamento.
A oficina contou com a participação do superintendente-adjunto de Estudos Hídricos e Socioeconômicos da ANA, Tibério Magalhães Pinheiro, e da especialista em recursos hídricos Ana Clara de Sousa Matos, além de representantes de instituições nacionais e internacionais envolvidas na implementação da ferramenta no Brasil.
O Water Resilience Tracker (WRT) funciona como um guia de diagnóstico para apoiar países na autoavaliação e no fortalecimento da resiliência hídrica em seus planejamentos climáticos, tanto em nível nacional quanto subnacional. A ferramenta adota uma abordagem participativa, envolvendo diferentes atores ao longo do processo, e busca contribuir para políticas públicas mais eficazes e adequadas às realidades locais.
Boas práticas e governança
No período da tarde, o superintendente de Apoio ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos da ANA, Humberto Cardoso Gonçalves, moderou o painel “Comitês de Bacia: Superação de Conflitos e desigualdades na Gestão dos Recursos Hídricos”, que debateu experiências de governança, mediação de conflitos e participação social na gestão das águas.
Já a diretora da ANA, Ana Carolina Argolo, moderou o painel “Boas práticas que fortalecem a Gestão dos Recursos Hídricos”, que reuniu iniciativas voltadas à revitalização de rios, segurança hídrica, uso sustentável da água e inovação tecnológica. Entre os participantes esteve a coordenadora do Programa Produtor de Água da ANA, Consuelo Franco Marra.
Ao abrir o debate, Ana Carolina ressaltou a importância da replicabilidade das experiências apresentadas. “Eu gostaria de ressaltar que as boas práticas não são apenas experiências exitosas, inspiradoras ou cases de sucesso. Boa prática é aquilo que conseguimos reproduzir com continuidade, e não apenas dar visibilidade. É aquilo que conseguimos replicar e que nos dá clareza para entender o que funcionou, por que funcionou, quais foram as condições necessárias para que isso acontecesse e quais barreiras foram superadas, para que possamos adaptar essas experiências e replicá-las, no que couber, às nossas realidades”, destacou a diretora.
Com o tema central “Água, a maior riqueza do Brasil”, o 3º Fórum Brasil das Águas reuniu, entre os dias 4 e 8 de maio, gestores públicos, especialistas, pesquisadores, representantes de comitês de bacia, usuários de recursos hídricos e organizações da sociedade civil para discutir segurança hídrica, mudanças climáticas, saneamento, governança e sustentabilidade.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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