Capacitismo: discriminação de pessoas com deficiência
O Guia Lilás, manual da Controladoria-Geral da União sobre assédio e discriminação, traz vários exemplos de violência no ambiente de trabalho. Entre eles está o capacitismo, que é a discriminação e o preconceito direcionados a pessoas com deficiência, baseado na crença de que a deficiência é uma característica inferior. Essa discriminação pode ser percebida através de atitudes inadequadas contra o indivíduo ou até mesmo práticas que excluem ou marginalizam essas pessoas.
O capacitismo pode ser tanto para deficientes de origem física quanto de origem sensorial e mental. Para pessoas neurodivergentes, como autistas e pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), o capacitismo representa uma barreira invisível que pode comprometer o bem-estar emocional, a autoestima e o desenvolvimento profissional. Subestimar e acreditar que pessoas com deficiência são menos capazes ou inferiores é um exemplo de capacitismo.
Esse tipo de violência pode ser identificado de diversas formas no ambiente de trabalho. Entre elas está a falta de adaptações físicas e digitais para uma melhor acessibilidade no ambiente de trabalho; comentários e atitudes que tratam pessoas como incapazes de desempenhar funções complexas; setores que não valorizam a diversidade e a inclusão, onde atitudes capacitistas são toleradas ou até mesmo incentivadas. Para entender melhor o conceito e como evitar o capacitismo, acesse o Guia Lilás e se informe sobre o tema.
A campanha interna Faces do Assédio e da Discriminação é realizada pela Corregedoria (COR) em parceria com a Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM) com o objetivo de levar conhecimento aos servidores(as) e colaboradores(as) da Agência sobre como evitar esse tipo de conduta e reagir diante de situações de assédio e discriminação no serviço público. Essa é a segunda divulgação sobre a temática para que não haja dúvidas de como construir um ambiente de trabalho mais saudável.