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SAÚDE DIGITAL
Ministério da Saúde quer ampliar telessaúde no Rio Grande do Sul
Atualmente, 24 núcleos de telessaúde estão espalhados pelo Brasil, número consideravelmente maior do que o registrado em 2022, quando haviam 10 núcleos em funcionamento. Com o objetivo de expandir ainda mais o acesso a atendimento de qualidade em todo o país, o Ministério da Saúde está aproximando pesquisadores, instituições e universidades para debater a ampliação do serviço, alinhado ao programa SUS Digital. Nesta terça-feira (3), a pasta se reuniu com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A ideia é adaptar o serviço de 0800 da instituição à política de saúde digital.
No encontro, que aconteceu de forma virtual, a pasta reforçou que o serviço de 0800 da instituição segue vigente e prorrogado até 2025. Também demonstrou surpresa em saber, pelas redes sociais da universidade, sobre a descontinuidade das atividades, sem nenhum envio prévio de comunicação oficial.
O secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, afirmou que o governo federal tem total interesse na continuidade das atividades pela UFRGS. “Queremos que o serviço continue, por isso estamos em tratativas contínuas com a universidade. O objetivo é incorporar o serviço à política nacional da estratégia de telessaúde do programa SUS Digital, assim como os outros 24 núcleos que já existem no país”, explicou Proenço.
Além do secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, também participaram do encontro a secretária estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann e o presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RS (Cosems-RS), Cacildo Delabary.
Benefícios da telessaúde
A telessaúde busca expandir e melhorar a rede de serviços de saúde, sobretudo na atenção primária – a porta de entrada do SUS, além de reduzir o tempo de espera para atendimentos ou diagnósticos especializados e evitar deslocamentos desnecessários de pacientes e profissionais de saúde. O Ministério da Saúde trabalha com prioridade às populações em situação de maior vulnerabilidade social.
Entre 2023 e 2024, o governo federal registrou mais de 4,6 milhões de ações de telessaúde, como teleatendimentos e telediagnósticos, em todo o Brasil. O impacto direto desse resultado se dá na ampliação do acesso à saúde em locais remotos, na coordenação do cuidado com mais acesso a profissionais especialistas. No estado do Ceará, por exemplo, 1,4 mil teleatendimentos foram realizados entre janeiro e agosto deste ano, evitando cerca de 420 mil quilômetros de deslocamentos, segundo dados do programa SUS Digital juntamente ao governo do estado.
Recentemente, em julho, em coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde detalhou a estratégia do programa SUS Digital, que prevê acesso a prontuário eletrônico do paciente durante a consulta, expansão da telessaúde, diagnóstico da maturidade em saúde digital das cidades brasileiras e o planejamento de ações regionais, tendo como base a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Além disso, por meio do Novo PAC, em torno de 10 mil Unidades Básicas de Saúde serão conectadas até 2026, com mesmos critérios de expansão do SUS Digital, que prioriza regiões remotas e vulnerabilidade.
Ministério da Saúde